Pokémon: TLD - Capítulo 06: Desbravando a Floresta de Viridian
A
Floresta de Viridian poderia ser descrita como um belo banquete para aventuras.
Isso se devia a ser uma área recheada de Pokémon selvagens espalhados entre a
vegetação.
É
claro que, tal paisagem não era isenta de perigos. Apesar de ser considerada
uma área inicial e recomendada pelos Treinadores, o ambiente arvoredo era
também quase como um labirinto, onde era uma tarefa fácil se desorientar caso
não adentrasse com as devidas preparações.
No
período matutino, uma movimentação ocorria entre as árvores. Um Pokémon verme
de coloração esverdeada, olhos grandes e uma antena grande vermelha em sua
cabeça se mostrava assustado. Ele se locomovia rapidamente ao se balançar de um
galho para o outro usando seus fios de seda resistentes.
Porém,
qual seria o motivo para o seu medo? A resposta se encontrava nos céus. Algo
estava descendo em alta velocidade, mergulhando dentro do mar de árvores,
aterrorizando ainda mais o pequeno inseto. Seu predador havia o encontrado.
Voando
em sua direção, a criatura era um pássaro de médio porte, com penas marrons,
com a parte do rosto e inferior cor bege. As plumas da cauda eram vermelhas e
amarelas e sua cabeça era adornada por uma longa crina vermelha. Ao redor de
seus olhos, haviam faixas pretas, enfatizando em uma aparência intimidadora.
Aquele
ser aviário estava feliz por ter conseguido encontrar sua presa. Desde que o
dia começou, ele havia vislumbrado o inseto e a caçada a princípio, parecia ser
uma tarefa simples, mas não fazia mal que sua presa resistisse um pouco. Ele
sentia que não era um problema um jogo de caçada.
Entretanto,
quando o pequenino se refugiou para cima das árvores, a situação havia mudado
drasticamente. Houve um tempo considerável até encontrar fugitivo, mas desta
vez, sem brincadeiras. Ele o abateria rapidamente, afinal, ele estava com muita
fome.
O
Pokémon lagarta estava em pânico. Ela podia sentir que seu caçador se aproxima
cada vez mais. Havia o sentimento de que, caso sofresse um único ataque
certeiro, seria uma morte certa.
Ele
pensava se seu Criador realmente havia planos para que ele morresse naquele
momento, sem ter uma vida longa ou promissora.
—
Pidgeooo! — O Pokémon ave então agita suas asas e de forma súbita, ele avança
em uma alta velocidade com um brilho esbranquiçado cobrindo seu corpo, deixando
para trás um rastro prateado.
O
Pokémon larva sentia que era o seu fim. Ele estava exausto de criar vários fios
ao longo do trajeto.
Foi
então que, durante um outro balançar, a resistência dos fios parecia ter
chegado ao limite, rompendo o cipó improvisado ao qual o verme se segurava,
caindo em queda livre.
O
pássaro que se movia em velocidade extrema não esperava tal ocorrência, mas
parecia que o curso do destino estava ao seu favor. Ele então tenta abocanhar a
pequena criatura.
Entretanto,
devido a sua imensa velocidade, ele ao invés de conseguir pegar o inseto, ele
avançou em linha reta sem desvios, fazendo-o errar o alvo, enquanto o verme
caia entre as folhas dos arbustos abaixo.
—
Pidgeeeooo?! — Frustou-se o pássaro, que havia mais uma vez perdido sua presa
de vista, ficando sem almoço.
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Logo
pela manhã, Ash e Serena enfim adentravam a floresta de Viridian. Os dois
jovens caminhavam vagarosamente pela trilha de terra, enquanto aproveitavam o
clima ensolarado.
— Foi uma excelente ideia termos passado para
fazermos algumas compras no Poké Mart. / Pikaa! — Comentou Ash, enquanto
Pikachu demonstrava sua satisfação no ombro do Treinador.
—
Não foi nada, Ash. Foi uma boa ideia, vistos que além de podermos comprar
suprimentos para passarmos a noite, também foi bom para comprar outras coisas
uteis para a viagem. — Expressou Serena, bastante feliz por sua recomendação
ter gerado grandes benefícios para a viagem.
Serena
decidiu guardar Fennekin dentro de sua Poké Ball, para que a raposinha pudesse
ter um pouco de descanso. Ela também havia se surpreendido por ouvir de Ash que
Pikachu odiava permanecer dentro delas.
Ambos
também compartilharam sobre os dados de seus Pokémon e o rapaz se impressionou
com os movimentos que a raposa de fogo da amiga possuía. Serena contou para o
rapaz que os movimentos que ela detinha até o momento eram: Ember, Howl,
Scratch e Tail Whip.
Após
o grande embate contra os bandidos da Equipe Rocket e terem descansado
adequadamente no Pokémon Center, a caramelada sugeriu que eles deveriam passar
no mercado da cidade, conhecido como Poké Mart para conseguir provisões para a
continuarem a aventura.
Os
dois então planejaram cuidadosamente dentro do estabelecimento sobre os
produtos mais importantes para serem levados. Com isso, eles compraram pacotes
de ração para Pokémon e algumas poções para caso de seus Pokémon acabarem se
ferindo.
Entretanto,
Ash lembrou-se de que, por estarem partindo para uma floresta, ele analisou a
possibilidade de se depararem com Pokémon insetos e venenosos, então, para
conseguirem evitar tais problemas, adicionou repelente e algumas “Pecha Berry”.
Essas
frutas de coloração rosadas possuíam a capacidade de curar os seus parceiros
Pokémon do estado de envenenamento. Após adicionarem todos os itens na cesta,
eles foram para o caixa efetuarem o pagamento.
Normalmente,
seria inviável fazer uma imensa compra dessas mercadorias caso estivesse
viajando por conta própria. Por sorte, Ash conseguiu fazer um bom uso do
dinheiro que sua mãe havia fornecido antes de partir de Pallet, além do suporte
financeiro de Serena, e por fim, da quantia ganha ao ter derrotado o Treinador
na Rota 1, Finn Blueverry.
Agora,
totalmente preparados, ambos sentiam que nada poderia abalar a travessia dentro
do arvoredo.
Sem
que notassem, havia um leve balançar sobre alguns arbustos situados à esquerda,
mais à frente.
—
Pika? — Indagava Pikachu, que conseguia captar algo suas orelhas pontudas.
—
O que foi, Pikachu? — Questionava o moreno, sem entender.
—
Pikapi! — Apontava o roedor elétrico para a direção de onde o barulho vinha.
Ash
e Serena então observavam os arbustos balançarem mais freneticamente, até que
enfim, uma criatura rastejava para fora das folhagens.
Para
a surpresa dos jovens, era um Pokémon inseto de pequeno porte, coberto por
sujeita de terra, de coloração esverdeada, com olhos grandes e negros com um
grande chifre de coloração avermelhada.
—
Uau! É um Caterpie! — Exclama Ash impressionado, rapidamente pegando em mãos à
sua Pokédex para fazer uma análise rápida.
Ao
apontar o aparto tecnológico, rapidamente os dados foram analisados e
fornecidos.
—
CATERPIE / N° 010 / Inseto: Para proteção, ele libera um fedor horrível da
antena em sua cabeça para afastar os inimigos. — Relatou Dexter.
—
Incrível! Pikachu, é hora de mostrarmos que somos diferentes de quem erámos no
começo. Vamos pegar aquele Caterpie! — Falou o rapaz com entusiasmo.
—
Pikachu! — Pikachu concordou, saltando do ombro do seu parceiro e se preparando
para o eventual embate.
O
Caterpie, que antes estava alheio para com seus arredores, agora notava a
presença do Pokémon amarelo, sentindo-se intimidado.
—
Vai lá, Ash! Vocês conseguem! — Torcia Serena, esperando pelo melhor.
Ash
analisava cuidadosamente seu oponente. Ele sabia que ele não poderia falhar
nesse momento, afinal, ele já havia perdido a sua primeira captura na primeira
Rota.
—
“Pelo que eu lembro das aulas do professor, os Pokémon insetos são
conhecidos por serem bastante frágeis, principalmente em seu estado larval. Com
isso, as chances de concluir uma captura sem a necessidade de uma batalha são
muito altas. Entretanto... eu quero ter a certeza de concluir uma captura.”
— Divagava Ash, enquanto analisava o seu adversário.
Ash
não queria desperdiçar tais chances, afinal, mesmo que as chances fossem
maiores, ele não queria dar brechas para incertezas. Ele preferia seguir com as
recomendações básicas de captura e acreditava que Pikachu poderia abater o
Pokémon verme sem muitos problemas.
—
Pikachu, comece com o Quick Attack! — Comandava Ash.
—
Pika! — Pikachu dispara em alta velocidade, enquanto um traço luminoso
esbranquiçado no caminho.
O
Pokémon lagarta ficava estarrecido com o ataque iminente. Ele mais uma vez era
perseguido por um outro predador. Ele não desejava ser pego, não agora que
parecia ter despistado o anterior.
Com
isso, sem alternativas, decide atacar. Ele disparava um jato de fios brancos e
viscosos na direção do seu oponente.
—
Cuidado, Pikachu! Ele está disparando um String Shot! Esquive-se e
acerte-o! — Bradava o moreno.
—
Pika! — Pikachu assentia com as ordens, e rapidamente antes que os fios
pegajosos o tocassem, ele rapidamente evitava ao se deslocar para a direita,
fazendo com que a substância seguisse em linha reta sem tocá-lo.
Eventualmente,
sem conseguir se esquivar a tempo, o ratinho elétrico golpeava o verme com sua
enorme aceleração.
O
pobre ser era lançado para trás, rolando pela trilha por conta da força do
movimento.
—
Agora Pikachu, use o Thunder Shock! — Gritou Ash.
—
Pikaaachuuu! — Pikachu saltava e descarregava seu raio de eletricidade.
Caterpie
tentava se reerguer, porém, antes mesmo que pudesse tentar uma ação, o ataque
elétrico o atingia em cheio, eletrocutando o inseto, que grunhia com a imensa
dor.
Ele
então caia no chão, sem ter forças para conseguir se mover. O ataque do Pokémon
amarelo havia sido extremamente eficaz, apesar de não ter causado um dano
crítico.
Ash
rapidamente ajeitava seu boné para trás e com um semblante sério e focado, ele
agarrava sua Poké Ball e a preparava para o lançamento.
—
Poké Ball, vai! — Exclamava Ash, arremessando a esfera.
A
bola vermelha então voava pelo ar e atingia em cheio a cabeça do verme, que
lutava a todo custo para se esgueirar para longe dali, entretanto, sem sucesso.
Ao
encapsular o Pokémon inseto, a esfera começava a balançar. Ash e Serena
observavam nervosos, ansiando que a captura fosse um sucesso.
A
Poké Ball balançava uma vez, depois outra, e por fim, uma terceira. Após isso,
ela parava, fazendo um som característico de que a criatura foi selada.
Ash
não pode evitar esboçar um largo sorriso. Ele havia enfim efetuado sua primeira
captura.
—
YEEEEEEEAAH!!! — Vibrava Ash, correndo até a Poké Ball e a pegando do solo. —
Eu consegui um Caterpie! / Pipikachu! — Falava Ash, fazendo uma pose vergonhosa
junto de Pikachu que o seguia.
—
Foi maravilhoso, Ash! Você conseguiu capturar o seu primeiro Pokémon! — Disse
Serena que se aproximou do rapaz, feliz pelo sucesso do amigo.
—
Obrigado, Serena. — Agradecia o garoto de Pallet, que começa a verificar os
dados do seu novo Pokémon.
Ao
verificar, Ash viu que Caterpie detinha os movimentos String Shot, Tackle
e Bug Bite. Apesar de parecer fraco à primeira vista, o jovem
compreendia que Pokémon em seu estágio lagarta costumavam ter poucos
movimentos, então era um caso compreensível.
—
“Minha primeira captura, né? Cara, isso é tão satisfatório. Eu sempre sonhei
em capturar um Pokémon selvagem e agora... isso se tornou realidade.” —
Pensava o rapaz contente, enquanto olhava para a sua esfera onde o inseto
estava mantido.
De
repente, as orelhas de Pikachu detectavam sons misteriosos.
—
Pikapi! — Alertava o ratinho ao seu Treinador.
—
O que foi, amigão? — Indagava Ash. — Será que há outro Pokémon por perto?
—
Pidgeoooo! — Um som alto de um grasnar ecoava pelas proximidades.
Posteriormente,
um novo Pokémon aparecia diante do grupo. O pássaro esboçava um olhar zangado
para Ash e seu Pokémon elétrico.
—
Aquele é... um Pidgeotto?! — Exclamava o Ketchum em choque. Um novo Pokémon
surgiu não muito tempo após sua captura.
Ash
analisava os dados do Pokémon com seu aparelho. Ele não podia perder tal
oportunidade.
—
PIDGEOTTO / N° 017 / Normal e Voador: É a forma evoluída do Pidgey. Este
Pokémon é cheio de vitalidade. Ele voa constantemente ao redor de seu grande
território em busca de presas. — Relatou a Pokédex de Ash.
—
Incrível. Ele parece ser forte. — Mencionou o jovem, impressionado com o
Pokémon penoso. — Mas ele parece estar... estranho. Por que essa cara de poucos
amigos?
—
Pidgeooo! Pidgeooo! — Reclamava o Pidgeotto, que imediatamente desceu com um
rasante, mirando na direção do roedor elétrico.
—
Pikaaa?! — Gritou Pikachu em choque, rapidamente se jogando contra o solo,
esquivando-se por um triz do ataque repentino.
Pidgeotto
errou seu ataque, passando por cima de Ash, que teve que cobrir o rosto devido
a velocidade do pássaro. Logo em seguida, o Pokémon pairava atrás do trio,
encarando-os novamente.
—
A-Ash... eu não tenho certeza mas... não parece que esse Pokémon está bravo com
vocês? — Serena informava ao averiguar a expressão da ave.
—
H-hein?! Mas por quê? O que nós fizemos a ele? — Questionava Ash, sem entender
de onde vinha a fúria da criatura.
Pikachu
começa a correr, se posicionando na frente do seu Treinador, decidido a tomar
uma atitude.
—
Pikapikachu? — Dialogava o ratinho amarelo para com o ser aviário.
—
Espera. Pikachu está... falando com o Pidgeotto? — Falava Ash impressionado com
seu companheiro.
—
Pidgeoogeooootto! — Piava o pássaro, enquanto balançava sua cabeça, apontando
com seu bico para uma direção.
—
Pikapi? — Pikachu não entendeu a princípio, até virar-se para a direção onde o
Pokémon voador apontava e ele então finalmente compreendia.
Ele
estava apontando para a Poké Ball na mão de Ash.
—Piii?!
Pikapikachu! — Pikachu voltava-se para seu dono.
—
O que foi, Pikachu? Qual era o motivo? — Ash perguntou ao seu parceiro.
—
Pikapikapi! — Pikachu gesticulava, apontando para o Pidgeotto, e em seguida,
fazia o mesmo agora para a esfera que o garoto segurava.
—
O quê? A Poké Ball do Caterpie? — Disse Ash, o que Pikachu balançava
confirmando com a cabeça.
—
Ei Ash! Será que... esse Pidgeotto não estava atrás do Caterpie antes de você
pegá-lo? — Insinuava a kalosiana.
Ao
ouvir a sugestão da amiga, Ash começava a analisar a situação. Realmente, essa
era a resposta mais plausível. Mas qual seria o motivo?
Serena
continuava com o seu raciocínio. Assim como Ash, ela também era uma aluna
aplicada na Pokémon Academy de Kalos e ela se recordava de muitos detalhes que
estudou, principalmente sobre a sua região.
—
Eu lembro de uma informação nas aulas que tive sobre os Pokémon do tipo Voador.
Normalmente, costumava haver algumas variações dependendo da espécie, porém, na
maioria dos casos, a alimentação deles vem de sementes, frutas, grãos, néctar,
e também... insetos. — Informou a caramelada com seriedade.
Ash
então finalmente compreendeu. Caterpie estava prestes a se tornar comida do
Pidgeotto, entretanto, Ash e Pikachu sem perceber, interviram em sua caça
predatória e salvaram o verme. Agora, completamente frustrado, o pássaro estava
querendo acertar as contas com a dupla.
Entendendo
a situação, Ash esboçou uma feição séria diante do Pidgeotto.
—
Eu entendo agora, Pidgeotto. Eu realmente sinto muito por ter interferido com
sua caça. Porém, agora Caterpie é meu Pokémon. Não permitirei que faça nenhum
mal à ele. Peço que saia e não o importune mais.
—
Pidgeooooo! — As palavras do garoto eram afrontosas para o pássaro, que não
queria permitir que fugissem em pune.
—
Muito bem. Já que você ainda não parece estar disposto a aceitar o meu pedido,
então... — Ash então se posicionava, sabendo o que estaria por vir. — Pikachu,
vamos capturar esse Pidgeotto. Está pronto?
—
Pikaa! — Concordava o Pokémon elétrico, ansioso para um novo combate.
Pidgeotto
estava extremamente irritado. Aquele humano e seu roedor não haviam apenas
roubado o seu almoço, mas também não iriam devolver o que era seu por direito?
Eles agora iriam sentir a sua ira. Faria a dupla se arrepender de se colocarem
no seu caminho de tal forma que jamais pisariam nesta floresta novamente.
—
Pidgeooooo! — Pidgeotto piou alto em fúria, voando um pouco para cima e
rapidamente descendo em um mergulho em alta velocidade enquanto vestígios
luminosos eram deixados pelo trajeto.
—
“Que rápido! Será esse o Quick Attack?” — Ash analisava o ataque
iminente. — Pikachu, salte em evasiva!
—
Pikaa! — Ao ouvir o comando de Ash, o ratinho rapidamente salta para o lado,
evitando que o Pidgeotto colidisse com seu golpe veloz.
—
Pidgeoo?! — Espantou-se a ave, não esperando que o roedor amarelo pudesse
evadir de seu ataque.
—
Aproveite a oportunidade, Pikachu. Use o Thunder Shock, agora! /
Pikaaachuuu!
Com
a ordem dada, Pikachu desfere seu relâmpago na direção do Pokémon tipo Voador.
—
Pidgeoooo! — Berrou o Pidgeotto, que notando o ataque elétrico vindo em sua
direção, conseguiu manobrar no ar para cima, conseguindo desviar do movimento.
—
O quê?! / Pikaa?! — Expressavam Ash e Pikachu chocados.
—
Ele conseguiu esquivar do ataque do Pikachu?! — Indagou Serena incrédula. A
jovem não acreditava que um Pokémon pudesse ser tão rápido.
Rapidamente,
Pidgeotto voava em um sentido anti-horário, voltando a voar com uma imensa
velocidade, visando golpear o ratinho. Pikachu sentia uma certa intimidação,
entretanto, também sorria. Fazia tempo que um oponente o forçava naquela
situação.
—
“Droga! Não vai dar pra acertá-lo no ar desse jeito. O que fazer...” —
Digava o jovem, tentando pensar em uma alternativa para a situação.
Enquanto
isso, o Pokémon aviário continuava a se aproximar. Ash sabia que precisava
tomar uma decisão rápida, antes que o ataque atingisse seu Pokémon.
—
Espera... talvez isso funcione. — Ash murmurou com um plano em mente. — Pikachu,
quando o Pìdgeotto se aproximar, agarre-se nele!
—
Pikapi! — Pikachu assentiu com a instrução. Tal estratégia era um tanto maluca,
mas o Pokémon elétrico conseguiu captar o plano do Treinador.
—
Pidgeoooo! — Como um grito de guerra, Pidgeotto piou alto, enquanto cortava o
ar, voando com grande aceleração.
—
Piiikaaa! — Pikachu se preparou e deixou-se ser atingido pelo ataque veloz do
Pokémon pássaro.
A
pancada com certeza foi forte, considerando a aceleração do ataque rápido,
porém, para a surpresa do Pidgeotto, Pikachu havia se agarrado a ele.
—
Pidgeoooo!!! — Berrava o Pidgeotto, enquanto se balançava freneticamente no ar,
tentando se libertar do rato.
—
Boa Pikachu! É a sua chance! Use o Thunder Shock! — Comandou Ash.
—
Pikaachuuuuu! — Bradou Pikachu ao descarregar sua eletricidade com força nas
costas de Pidgeotto.
—
Pidgeoooooo! — Grasnava o ser alado de dor e agonia. Ele havia sido atingido em
cheio pelo movimento sem que fosse capaz de escapar.
Seu
corpo penoso agora estava bastante enfraquecido, porém, ele ainda não se daria
por vencido. Pidgeotto claramente havia subestimado seu adversário, pois não
esperava que o Pokémon do tipo Elétrico pudesse lhe causar tamanha pressão.
Entretanto, não se permitiria cair sem lutar.
—
Pidgeooooo! — Pidgeotto grasnou ferozmente, e com uma forte resiliência,
novamente usou suas forças para balançar o roedor. Até que eventualmente,
Pikachu não conseguiu se segurar, e infelizmente, ele foi arremessado para
longe.
—
Pikaaaa! — Gritava o ratinho caindo em queda livre.
O
ratinho elétrico havia despencado de uma altura considerável, se espatifando
contra o terreno natural, causando um impacto de tal forma que um buraco
pequeno se formou, lançando para cima uma nuvem de poeira.
—
Pikachu! — Gritava Ash de preocupação para com seu Pokémon.
Serena
cobria suas mãos com a boca, sentindo-se aflita enquanto temia o estado de
Pikachu.
Porém,
com o abaixar da poeira, era revelado que Pikachu estava com vários hematomas,
devido a queda, entretanto, ele ainda estava consciente.
—
Pikachu, você está bem? — Chamava Ash temeroso.
—
Piii... kaaa... — Grunhia Pikachu a duras penas, expressando que a pancada
havia sido forte, mas que ainda não havia se dado por vencido.
Ash
se surpreendeu. Pikachu havia caído de uma altura equivalente a uma altura de
dois andares. Se um humano caísse de tal altura, era inegável que ele teria
alguns ossos quebrados e ficaria incapacitado de se mover. Todavia, os Pokémon
realmente possuíam ter músculos e ossos muito mais resistentes que um humano
comum, mesmo para criaturas pequenas como ele.
—
Pidgeooo! — Pidgeotto piava insatisfeito. Essa queda deveria ser o suficiente
para que ele não pudesse mais lutar, porém, seu oponente ainda resistia.
Agora,
Ele sabia que deveria finalizá-lo de uma vez por todas. Ele o faria naquele
momento, e com isso, começou a descer em uma velocidade estrondosa.
Ash
sabia o que estava por vir. Ele sabia que mais um ataque como aquele,
provavelmente Pikachu não resistiria. O movimento do Quick Attack era um ataque
normalmente com uma potência fraca, sendo seu melhor trunfo a velocidade
extrema que permitia atacar seus adversários não se permitindo ser pego
facilmente.
Entretanto,
essa era uma situação atípica, já que o Pidgeotto estava descendo dos céus em
uma grande altura, que caso colidisse com Pikachu, iria abatê-lo com toda a
certeza.
—
Piikaaa... — Pikachu estava irritado condensando a eletricidade em suas
bochechas vermelhas, e agora, ansiava em abater o pássaro com toda a sua força.
—
Espere, Pikachu! — Alertava Ash. — Não faça nada! Pelo menos não ainda!
—
Pii? — Indagava o ratinho elétrico, mas logo entendia que, se ele foi pedido
para esperar, Ash estava certo sobre o que iria fazer. Dessa forma, com
obediência e confiança, acatou a ordem permanecendo onde estava.
—
“O quê? Mas o que o Ash está pensando?” — Pensava a kalosiana confusa e
ansiosa, já que neste momento, Pidgeotto se aproximava cada vez mais.
Ash
apenas analisava, enquanto esperava o momento oportuno.
A
distância estava cada vez menor, e Pikachu estava começando a sentir-se
desconfortável com a espera. Já haviam passado três segundos.
—
“Ainda não! Mais um pouco!” — Pensava Ash, vigiando a ave enquanto tentando
se conter.
—
Pidgeooooo! — O pássaro soltava um grito, enquanto dentro de si se questionava:
“Por que ele não se movia? Já havia desistido de lutar? Ele não conseguia mais
se mexer?” Eram duvidas que ele tentava dissipar, enquanto descia cada vez mais
rápido.
Dois
segundos se passaram e a distância agora era mínima. Serena não aguentava mais
aquela situação desesperadora.
—
Ash! — Gritava Serena, sentindo-se com o coração na mão.
—
Ainda não! — Negava Ash, sentindo que ainda não era o momento, enquanto suava
devido ao nervosismo.
Mais
dois segundos, e o Pidgeotto neste momento estava próximo de Pikachu.
Enfim,
Ash finalmente pode esboçar um sorriso.
—
Agora Pikachu, Thunder Shock com toda a potência! — Exclamou Ash.
—
Chuuuuu! — Pikachu finalmente liberou toda a energia que havia armazenado de
eletricidade.
—
Pidgeoooooo! — Gritava o pássaro, que jamais esperaria ser pego em tal
armadilha.
Sem
conseguir resistir, ele começa a cair, causando um impacto forte contra o solo.
Seus olhos estavam girando, indicando que havia perdido a consciência.
—
É isso aí! Poké Ball, vai! — Ash gritou arremessando a esfera de maneira
certeira na ave caída.
A
cápsula engoliu o Pidgeotto com seu brilho avermelhado, o lacrando em seguida.
Após isso, ela sinaliza que o Pokémon havia sido capturado com sucesso sem
tentativa de resistência.
—
Beleza! — Ash corre até a bola caída e com uma enorme empolgação, ele grita com
Pikachu o acompanhando. — Nós pegamos um Pidgeotto! / Pipikachu!
Serena
agora sentia que podia respirar normalmente. A jovem não se lembrava da última
vez que sentia seu coração bater rapidamente em uma situação tão apreensiva.
Ash
agora caminhava até o seu Pokémon Inicial para averiguar o seu estado.
—
Pikachu, tá tudo bem amigão? — Questionava o rapaz com uma expressão gentil.
—
Pikaaa! — Pikachu respondia animadamente com um joinha.
Ash
sabia que seu Pokémon estava com vários machucados, mas ele sentia-se feliz por
não terem sido hematomas graves. Ele sentia um alívio ao se lembrar que haviam
comprado poções antes de adentrarem a floresta.
—
Foi uma bela batalha, Ash! Eu mal conseguia controlar a minha respiração! —
Falou Serena, que logo se aproximava do moreno.
—
Foi mal Serena! Mas naquele momento, eu precisava ser paciente. Se eu tivesse
ordenado o ataque do Pikachu antes da hora, havia uma chance daquele Pidgeotto
conseguir se esquivar do ataque. Era uma chance única. — Informava Ash,
agradecido por ter conseguido agir com cautela.
================================
Enquanto
Ash vibrava pela sua nova aquisição a equipe depois de um confronto acirrado,
uma figura misteriosa fitava o rapaz, escondido entre as folhagens das árvores
altas próximas.
A
figura sorrateira estava intrigada com a performance do Treinador durante a
batalha. Ele estava vigiando Ash desde seu trajeto pela manhã, mas decidiu
permanecer oculto. Afinal, seu lema era ser sorrateiro, pois seria uma desonra
em sua arte.
—
Esse Treinador é de fato habilidoso. Talvez ele possa servir para aprimorar as
minhas habilidades. — Disse ele, interessado em um combate. — Mas primeiro...
preciso fazer a preparação para me apresentar adequadamente.
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Posteriormente,
Ash havia libertado Caterpie e Pidgeotto de suas esferas, para que dessa forma,
ele pudesse tratá-los cuidadosamente com poções, além de Pikachu. Após curá-los,
decidiu que seria um momento adequado para dialogar com eles.
Antes
disso, Ash analisou os dados que havia adquirido de Pidgeotto. Ao conferir, Ash
notou que os movimentos que o Pokémon tipo Voador detinha eram: Feather
Dance, Gust, Quick Attack e Sand Attack. Ash viu que
eram golpes interessantes, que poderiam ser de grande auxílio para as batalhas
futuras.
—
Bom, pessoal. Eu tenho que me apresentar. Meu nome é Ash Ketchum. Meu objetivo
é se tornar um Mestre Pokémon, e sei que vocês poderiam me ajudar a realizar
esse meu sonho. — Declara Ash com entusiasmo. — Irei precisar ter Pokémon
fortes ao meu lado para realizar essa conquista, então, podem se juntar a mim
se quiserem. Não irei obrigá-los a isso.
As
palavras de Ash pegavam os dois Pokémon de surpresa. Aquele humano não estava
exigindo que eles o seguissem? Estava deixando a cargo deles decidirem? Isso
com certeza era um fenômeno fora da curva.
—
Pidgeoo! — Grasnava Pidgeotto, com uma expressão resoluta. Estava deixando
claro que aceitaria segui-lo, já que ele poderia ficar mais forte.
—
Você aceita Pidgeotto? Ótimo! E quanto a você, Caterpie? — Indaga Ash para o
Pokémon verme dessa vez.
Caterpie
observava o rapaz e também olhara para o seu predador. Ele sentia um claro
desconforto em estar ao lado daquele caçador.
—
Fica calmo, Caterpie. Eu irei deixar claro que o Pidgeotto não irá mais lhe
causar algum mal. Não é mesmo, Pidgeotto? — Falou Ash, com uma expressão séria.
—
Pidgeoopidgeoootto! — Pidgeotto respondia com vários piados.
—
O que ele está dizendo, Pikachu? — Pergunta Ash curioso.
—
Pikapikapiiichuuu! — Dizia o Pikachu, enquanto gesticulava com suas patinhas.
Ash
ouvia atentamente e após o diálogo, ele entendia.
—
Você entendeu o que era, Ash? — Questionava Serena sem entender nada.
—
Bem... ao que parece, o Pidgeotto veio de uma hierarquia onde o pássaro mais
forte ordena e os mais fracos abaixo obedecem, e dessa forma, ele me enxerga
como o pássaro líder. Ele disse que, já que foi derrotado por mim e Pikachu,
então, nada mais justo do que seguir as ordens daquele que o venceu.
—
Uau... — Impressionava-se Serena, pois Ash conseguiu compreender o que Pikachu
lhe comunicou com apenas gestos e expressões de seu Pokémon, algo que era
extremamente inimaginável para ela.
—
Viu só, Caterpie? Ele deixou claro que não irá lhe importunar mais. — Explicou
o moreno virando-se para a lagarta com um sorriso.
Caterpie
ainda parecia inseguro, mas não por conta mais do ser aviário, mas sim por
conta de sua estatura diminuta e fraqueza. Diferente dos outros dois, o Pokémon
inseto era frágil e tinha incertezas se conseguiria acompanhar os demais.
—
Ei Caterpie. Saiba que você será uma grande aquisição para a equipe e eu irei
trabalhar duro para que eu possa torná-lo forte. Todos vocês. Por favor,
poderia me dar essa chance? — Dizia Ash, se ajoelhando e estendendo a sua mão
direita.
Caterpie
ficava chocado. Esse humano estava querendo que ele se juntasse a ele, mesmo
mediante sua forma fraca?
O
Pokémon verme nota o chamado do Pokémon elétrico, que sorria para ele,
incentivando-o a aceitar. Ele notou que Pikachu havia derrotado o Pidgeotto,
então, mesmo com sua baixa estatura, ele notou que aquele ratinho era forte.
Talvez...
era essa a oportunidade que ele tanto ansiava.
O
Pokémon verme gesticulava balançando sua cabeça para cima e para baixo, como um
sinal de confirmação.
Ash
fica bastante feliz com o fato de Caterpie aceitar sua proposta.
—
Fico feliz, Caterpie! — Diz o rapaz, logo em seguida, se levantando. — Muito
bem, pessoal! Sejam bem-vindos ao time!
Com
isso, Ash decidiu recolhê-los de volta para suas Poké Balls para que pudessem
descansar depois do confronto. No entanto, Ash se recordou de um fato que não
havia se atentado antes.
—
Ah é mesmo! Eu sinto muito, Serena! Eu nem pensei se você gostaria de capturar
o Pidgeotto! — Desculpava-se Ash de forma atrapalhada. — Eu acabei simpatizando
com o Caterpie e agindo por impulso.
—
Hihihi! — Serena não pode deixar de rir com a situação. — Tá tudo bem, Ash. Eu
sei que você não fez por mal. Além disso, sei que você ama muito Pokémon. Eu
terei mais chances da próxima vez, então não se preocupe.
Ash
ficou aliviado com o comentário da caramelada. Ele pensa que deveria dar
oportunidades para que Serena também possa conseguir seu próprio Pokémon, com
isso, ele mantém em mente que deverá ser mais atento na próxima vez.
—
Bem, acho que devemos seguir viagem, e encontrar um lugar para podermos... —
Antes que Ash terminasse seu raciocínio, as orelhas de Pikachu ficaram eretas,
captando algum som suspeito.
—
Pikaaa! — Grita Pikachu, apontando para uma direção.
—
O que foi? — Questiona Ash, olhando para longe, mais especificamente para uma
árvore. Ash se choca ao ver uma silhueta rapidamente desaparecer diante de seus
olhos.
—
O que era Ash? — Serena pergunta, notando a surpresa no olhar do garoto.
Ash
sabia que tinha visto algo lá, apoiado no galho da árvore alta, entretanto, ele
não foi capaz de dizer o que era. Poderia ser um humano? Ou um Pokémon? Ele não
sabia dizer.
Porém,
Ash tinha certeza de uma coisa: eles estavam sendo observados.
—
Eu não sei, Serena. Mas não importa, já que o que estivesse lá, já se foi. —
Tranquilizou o moreno, colocando a mão no ombro da amiga. — Vamos indo!
Após
essas palavras, Pikachu sobe no ombro de Ash para poderem prosseguir.
—
Ah sim! Vamos lá, Ash! — Disse Serena, caminhando ao lado do rapaz.
Com
isso, a dupla seguia pela trilha despreocupadamente. Porém, a pessoa misteriosa
ainda os observava. Ele sentia-se arrependido de ter sido descuidado. Por um
triz, sua identidade ainda não havia sido descoberta.
—
Ufa! Essa foi quase! — Dizia a figura misteriosa, escondida atrás das árvores
ao fundo. — Este Pikachu é muito mais perceptivo do que eu esperava. Mas bem,
serei mais atento daqui em diante. Em breve, mostrarei a esse Treinador do que
sou capaz. Ele irá presenciar a arte do Ninjutsu. — Enfatizou antes de correr e
desaparecer adentro pelo mar de árvores.
Enquanto
isso, Ash agora estava mais confiante e junto de Serena, ansiava atravessar a
Floresta de Viridian o mais rápido possível em prol de chegarem ao local da sua
primeira batalha de Ginásio. Porém, ainda há algumas surpresas que os aguardam
dentro deste arvoredo.
—
“Apenas acabamos de entrar na Floresta de Viridian e já consegui dois novos
amigos. Mal posso esperar para conseguir outros Pokémon.” — Pensava Ash
esperançoso com o futuro.
Mesmo cercados por incertezas, Ash e Serena avançam em uma jornada que está apenas começando.


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