segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Pokémon: TLD - Capítulo 06: Desbravando a Floresta de Viridian

 

Pokémon: TLD - Capítulo 06: Desbravando a Floresta de Viridian

A Floresta de Viridian poderia ser descrita como um belo banquete para aventuras. Isso se devia a ser uma área recheada de Pokémon selvagens espalhados entre a vegetação.

 

É claro que, tal paisagem não era isenta de perigos. Apesar de ser considerada uma área inicial e recomendada pelos Treinadores, o ambiente arvoredo era também quase como um labirinto, onde era uma tarefa fácil se desorientar caso não adentrasse com as devidas preparações.

 

No período matutino, uma movimentação ocorria entre as árvores. Um Pokémon verme de coloração esverdeada, olhos grandes e uma antena grande vermelha em sua cabeça se mostrava assustado. Ele se locomovia rapidamente ao se balançar de um galho para o outro usando seus fios de seda resistentes.

 

Porém, qual seria o motivo para o seu medo? A resposta se encontrava nos céus. Algo estava descendo em alta velocidade, mergulhando dentro do mar de árvores, aterrorizando ainda mais o pequeno inseto. Seu predador havia o encontrado.

 

Voando em sua direção, a criatura era um pássaro de médio porte, com penas marrons, com a parte do rosto e inferior cor bege. As plumas da cauda eram vermelhas e amarelas e sua cabeça era adornada por uma longa crina vermelha. Ao redor de seus olhos, haviam faixas pretas, enfatizando em uma aparência intimidadora.

 

Aquele ser aviário estava feliz por ter conseguido encontrar sua presa. Desde que o dia começou, ele havia vislumbrado o inseto e a caçada a princípio, parecia ser uma tarefa simples, mas não fazia mal que sua presa resistisse um pouco. Ele sentia que não era um problema um jogo de caçada.

 

Entretanto, quando o pequenino se refugiou para cima das árvores, a situação havia mudado drasticamente. Houve um tempo considerável até encontrar fugitivo, mas desta vez, sem brincadeiras. Ele o abateria rapidamente, afinal, ele estava com muita fome.

 

O Pokémon lagarta estava em pânico. Ela podia sentir que seu caçador se aproxima cada vez mais. Havia o sentimento de que, caso sofresse um único ataque certeiro, seria uma morte certa.

 

Ele pensava se seu Criador realmente havia planos para que ele morresse naquele momento, sem ter uma vida longa ou promissora.

 

— Pidgeooo! — O Pokémon ave então agita suas asas e de forma súbita, ele avança em uma alta velocidade com um brilho esbranquiçado cobrindo seu corpo, deixando para trás um rastro prateado.

 

O Pokémon larva sentia que era o seu fim. Ele estava exausto de criar vários fios ao longo do trajeto.

 

Foi então que, durante um outro balançar, a resistência dos fios parecia ter chegado ao limite, rompendo o cipó improvisado ao qual o verme se segurava, caindo em queda livre.

 

O pássaro que se movia em velocidade extrema não esperava tal ocorrência, mas parecia que o curso do destino estava ao seu favor. Ele então tenta abocanhar a pequena criatura.

 

Entretanto, devido a sua imensa velocidade, ele ao invés de conseguir pegar o inseto, ele avançou em linha reta sem desvios, fazendo-o errar o alvo, enquanto o verme caia entre as folhas dos arbustos abaixo.

 

— Pidgeeeooo?! — Frustou-se o pássaro, que havia mais uma vez perdido sua presa de vista, ficando sem almoço.

 

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Logo pela manhã, Ash e Serena enfim adentravam a floresta de Viridian. Os dois jovens caminhavam vagarosamente pela trilha de terra, enquanto aproveitavam o clima ensolarado.

 

 — Foi uma excelente ideia termos passado para fazermos algumas compras no Poké Mart. / Pikaa! — Comentou Ash, enquanto Pikachu demonstrava sua satisfação no ombro do Treinador.

 

— Não foi nada, Ash. Foi uma boa ideia, vistos que além de podermos comprar suprimentos para passarmos a noite, também foi bom para comprar outras coisas uteis para a viagem. — Expressou Serena, bastante feliz por sua recomendação ter gerado grandes benefícios para a viagem.

 

Serena decidiu guardar Fennekin dentro de sua Poké Ball, para que a raposinha pudesse ter um pouco de descanso. Ela também havia se surpreendido por ouvir de Ash que Pikachu odiava permanecer dentro delas.

 

Ambos também compartilharam sobre os dados de seus Pokémon e o rapaz se impressionou com os movimentos que a raposa de fogo da amiga possuía. Serena contou para o rapaz que os movimentos que ela detinha até o momento eram: Ember, Howl, Scratch e Tail Whip.

 

Após o grande embate contra os bandidos da Equipe Rocket e terem descansado adequadamente no Pokémon Center, a caramelada sugeriu que eles deveriam passar no mercado da cidade, conhecido como Poké Mart para conseguir provisões para a continuarem a aventura.

 

Os dois então planejaram cuidadosamente dentro do estabelecimento sobre os produtos mais importantes para serem levados. Com isso, eles compraram pacotes de ração para Pokémon e algumas poções para caso de seus Pokémon acabarem se ferindo.

 

Entretanto, Ash lembrou-se de que, por estarem partindo para uma floresta, ele analisou a possibilidade de se depararem com Pokémon insetos e venenosos, então, para conseguirem evitar tais problemas, adicionou repelente e algumas “Pecha Berry”.

 

Essas frutas de coloração rosadas possuíam a capacidade de curar os seus parceiros Pokémon do estado de envenenamento. Após adicionarem todos os itens na cesta, eles foram para o caixa efetuarem o pagamento.

 

Normalmente, seria inviável fazer uma imensa compra dessas mercadorias caso estivesse viajando por conta própria. Por sorte, Ash conseguiu fazer um bom uso do dinheiro que sua mãe havia fornecido antes de partir de Pallet, além do suporte financeiro de Serena, e por fim, da quantia ganha ao ter derrotado o Treinador na Rota 1, Finn Blueverry.

 

Agora, totalmente preparados, ambos sentiam que nada poderia abalar a travessia dentro do arvoredo.

 

Sem que notassem, havia um leve balançar sobre alguns arbustos situados à esquerda, mais à frente.

 

— Pika? — Indagava Pikachu, que conseguia captar algo suas orelhas pontudas.

 

— O que foi, Pikachu? — Questionava o moreno, sem entender.

 

— Pikapi! — Apontava o roedor elétrico para a direção de onde o barulho vinha.

 

Ash e Serena então observavam os arbustos balançarem mais freneticamente, até que enfim, uma criatura rastejava para fora das folhagens.

 

Para a surpresa dos jovens, era um Pokémon inseto de pequeno porte, coberto por sujeita de terra, de coloração esverdeada, com olhos grandes e negros com um grande chifre de coloração avermelhada.

 

— Uau! É um Caterpie! — Exclama Ash impressionado, rapidamente pegando em mãos à sua Pokédex para fazer uma análise rápida.

 

Ao apontar o aparto tecnológico, rapidamente os dados foram analisados e fornecidos.

 

— CATERPIE / N° 010 / Inseto: Para proteção, ele libera um fedor horrível da antena em sua cabeça para afastar os inimigos. — Relatou Dexter.

 

— Incrível! Pikachu, é hora de mostrarmos que somos diferentes de quem erámos no começo. Vamos pegar aquele Caterpie! — Falou o rapaz com entusiasmo.

 

— Pikachu! — Pikachu concordou, saltando do ombro do seu parceiro e se preparando para o eventual embate.

 

O Caterpie, que antes estava alheio para com seus arredores, agora notava a presença do Pokémon amarelo, sentindo-se intimidado.

 

— Vai lá, Ash! Vocês conseguem! — Torcia Serena, esperando pelo melhor.

 

Ash analisava cuidadosamente seu oponente. Ele sabia que ele não poderia falhar nesse momento, afinal, ele já havia perdido a sua primeira captura na primeira Rota.

 

“Pelo que eu lembro das aulas do professor, os Pokémon insetos são conhecidos por serem bastante frágeis, principalmente em seu estado larval. Com isso, as chances de concluir uma captura sem a necessidade de uma batalha são muito altas. Entretanto... eu quero ter a certeza de concluir uma captura.” — Divagava Ash, enquanto analisava o seu adversário.

 

Ash não queria desperdiçar tais chances, afinal, mesmo que as chances fossem maiores, ele não queria dar brechas para incertezas. Ele preferia seguir com as recomendações básicas de captura e acreditava que Pikachu poderia abater o Pokémon verme sem muitos problemas.

 

— Pikachu, comece com o Quick Attack! — Comandava Ash.

 

— Pika! — Pikachu dispara em alta velocidade, enquanto um traço luminoso esbranquiçado no caminho.

 

O Pokémon lagarta ficava estarrecido com o ataque iminente. Ele mais uma vez era perseguido por um outro predador. Ele não desejava ser pego, não agora que parecia ter despistado o anterior.

 

Com isso, sem alternativas, decide atacar. Ele disparava um jato de fios brancos e viscosos na direção do seu oponente.

 

— Cuidado, Pikachu! Ele está disparando um String Shot! Esquive-se e acerte-o! — Bradava o moreno.

 

— Pika! — Pikachu assentia com as ordens, e rapidamente antes que os fios pegajosos o tocassem, ele rapidamente evitava ao se deslocar para a direita, fazendo com que a substância seguisse em linha reta sem tocá-lo.

 

Eventualmente, sem conseguir se esquivar a tempo, o ratinho elétrico golpeava o verme com sua enorme aceleração.

 

O pobre ser era lançado para trás, rolando pela trilha por conta da força do movimento.

 

— Agora Pikachu, use o Thunder Shock! — Gritou Ash.

 

— Pikaaachuuu! — Pikachu saltava e descarregava seu raio de eletricidade.

 

Caterpie tentava se reerguer, porém, antes mesmo que pudesse tentar uma ação, o ataque elétrico o atingia em cheio, eletrocutando o inseto, que grunhia com a imensa dor.

 

Ele então caia no chão, sem ter forças para conseguir se mover. O ataque do Pokémon amarelo havia sido extremamente eficaz, apesar de não ter causado um dano crítico.

 

Ash rapidamente ajeitava seu boné para trás e com um semblante sério e focado, ele agarrava sua Poké Ball e a preparava para o lançamento.

 

— Poké Ball, vai! — Exclamava Ash, arremessando a esfera.

 

A bola vermelha então voava pelo ar e atingia em cheio a cabeça do verme, que lutava a todo custo para se esgueirar para longe dali, entretanto, sem sucesso.

 

Ao encapsular o Pokémon inseto, a esfera começava a balançar. Ash e Serena observavam nervosos, ansiando que a captura fosse um sucesso.

 

A Poké Ball balançava uma vez, depois outra, e por fim, uma terceira. Após isso, ela parava, fazendo um som característico de que a criatura foi selada.

 

Ash não pode evitar esboçar um largo sorriso. Ele havia enfim efetuado sua primeira captura.

 

— YEEEEEEEAAH!!! — Vibrava Ash, correndo até a Poké Ball e a pegando do solo. — Eu consegui um Caterpie! / Pipikachu! — Falava Ash, fazendo uma pose vergonhosa junto de Pikachu que o seguia.

 

— Foi maravilhoso, Ash! Você conseguiu capturar o seu primeiro Pokémon! — Disse Serena que se aproximou do rapaz, feliz pelo sucesso do amigo.

 

— Obrigado, Serena. — Agradecia o garoto de Pallet, que começa a verificar os dados do seu novo Pokémon.

 

Ao verificar, Ash viu que Caterpie detinha os movimentos String Shot, Tackle e Bug Bite. Apesar de parecer fraco à primeira vista, o jovem compreendia que Pokémon em seu estágio lagarta costumavam ter poucos movimentos, então era um caso compreensível.

“Minha primeira captura, né? Cara, isso é tão satisfatório. Eu sempre sonhei em capturar um Pokémon selvagem e agora... isso se tornou realidade.” — Pensava o rapaz contente, enquanto olhava para a sua esfera onde o inseto estava mantido.

 

De repente, as orelhas de Pikachu detectavam sons misteriosos.

 

— Pikapi! — Alertava o ratinho ao seu Treinador.

 

— O que foi, amigão? — Indagava Ash. — Será que há outro Pokémon por perto?

 

— Pidgeoooo! — Um som alto de um grasnar ecoava pelas proximidades.

 

Posteriormente, um novo Pokémon aparecia diante do grupo. O pássaro esboçava um olhar zangado para Ash e seu Pokémon elétrico.

 

— Aquele é... um Pidgeotto?! — Exclamava o Ketchum em choque. Um novo Pokémon surgiu não muito tempo após sua captura.

 

Ash analisava os dados do Pokémon com seu aparelho. Ele não podia perder tal oportunidade.

 

— PIDGEOTTO / N° 017 / Normal e Voador: É a forma evoluída do Pidgey. Este Pokémon é cheio de vitalidade. Ele voa constantemente ao redor de seu grande território em busca de presas. — Relatou a Pokédex de Ash.

 

— Incrível. Ele parece ser forte. — Mencionou o jovem, impressionado com o Pokémon penoso. — Mas ele parece estar... estranho. Por que essa cara de poucos amigos?

 

— Pidgeooo! Pidgeooo! — Reclamava o Pidgeotto, que imediatamente desceu com um rasante, mirando na direção do roedor elétrico.

 

— Pikaaa?! — Gritou Pikachu em choque, rapidamente se jogando contra o solo, esquivando-se por um triz do ataque repentino.

 

Pidgeotto errou seu ataque, passando por cima de Ash, que teve que cobrir o rosto devido a velocidade do pássaro. Logo em seguida, o Pokémon pairava atrás do trio, encarando-os novamente.

 

— A-Ash... eu não tenho certeza mas... não parece que esse Pokémon está bravo com vocês? — Serena informava ao averiguar a expressão da ave.

 

— H-hein?! Mas por quê? O que nós fizemos a ele? — Questionava Ash, sem entender de onde vinha a fúria da criatura.

 

Pikachu começa a correr, se posicionando na frente do seu Treinador, decidido a tomar uma atitude.

 

— Pikapikachu? — Dialogava o ratinho amarelo para com o ser aviário.

 

— Espera. Pikachu está... falando com o Pidgeotto? — Falava Ash impressionado com seu companheiro.

 

— Pidgeoogeooootto! — Piava o pássaro, enquanto balançava sua cabeça, apontando com seu bico para uma direção.

 

— Pikapi? — Pikachu não entendeu a princípio, até virar-se para a direção onde o Pokémon voador apontava e ele então finalmente compreendia.

 

Ele estava apontando para a Poké Ball na mão de Ash.

 

—Piii?! Pikapikachu! — Pikachu voltava-se para seu dono.

 

— O que foi, Pikachu? Qual era o motivo? — Ash perguntou ao seu parceiro.

 

— Pikapikapi! — Pikachu gesticulava, apontando para o Pidgeotto, e em seguida, fazia o mesmo agora para a esfera que o garoto segurava.

 

— O quê? A Poké Ball do Caterpie? — Disse Ash, o que Pikachu balançava confirmando com a cabeça.

 

— Ei Ash! Será que... esse Pidgeotto não estava atrás do Caterpie antes de você pegá-lo? — Insinuava a kalosiana.

 

Ao ouvir a sugestão da amiga, Ash começava a analisar a situação. Realmente, essa era a resposta mais plausível. Mas qual seria o motivo?

 

Serena continuava com o seu raciocínio. Assim como Ash, ela também era uma aluna aplicada na Pokémon Academy de Kalos e ela se recordava de muitos detalhes que estudou, principalmente sobre a sua região.

 

— Eu lembro de uma informação nas aulas que tive sobre os Pokémon do tipo Voador. Normalmente, costumava haver algumas variações dependendo da espécie, porém, na maioria dos casos, a alimentação deles vem de sementes, frutas, grãos, néctar, e também... insetos. — Informou a caramelada com seriedade.

 

Ash então finalmente compreendeu. Caterpie estava prestes a se tornar comida do Pidgeotto, entretanto, Ash e Pikachu sem perceber, interviram em sua caça predatória e salvaram o verme. Agora, completamente frustrado, o pássaro estava querendo acertar as contas com a dupla.

 

Entendendo a situação, Ash esboçou uma feição séria diante do Pidgeotto.

 

— Eu entendo agora, Pidgeotto. Eu realmente sinto muito por ter interferido com sua caça. Porém, agora Caterpie é meu Pokémon. Não permitirei que faça nenhum mal à ele. Peço que saia e não o importune mais.

 

— Pidgeooooo! — As palavras do garoto eram afrontosas para o pássaro, que não queria permitir que fugissem em pune.

 

— Muito bem. Já que você ainda não parece estar disposto a aceitar o meu pedido, então... — Ash então se posicionava, sabendo o que estaria por vir. — Pikachu, vamos capturar esse Pidgeotto. Está pronto?

 

— Pikaa! — Concordava o Pokémon elétrico, ansioso para um novo combate.

 

Pidgeotto estava extremamente irritado. Aquele humano e seu roedor não haviam apenas roubado o seu almoço, mas também não iriam devolver o que era seu por direito? Eles agora iriam sentir a sua ira. Faria a dupla se arrepender de se colocarem no seu caminho de tal forma que jamais pisariam nesta floresta novamente.

 

— Pidgeooooo! — Pidgeotto piou alto em fúria, voando um pouco para cima e rapidamente descendo em um mergulho em alta velocidade enquanto vestígios luminosos eram deixados pelo trajeto.

 

“Que rápido! Será esse o Quick Attack?” — Ash analisava o ataque iminente. — Pikachu, salte em evasiva!

 

— Pikaa! — Ao ouvir o comando de Ash, o ratinho rapidamente salta para o lado, evitando que o Pidgeotto colidisse com seu golpe veloz.

 

— Pidgeoo?! — Espantou-se a ave, não esperando que o roedor amarelo pudesse evadir de seu ataque.

 

— Aproveite a oportunidade, Pikachu. Use o Thunder Shock, agora! / Pikaaachuuu!

 

Com a ordem dada, Pikachu desfere seu relâmpago na direção do Pokémon tipo Voador.

 

— Pidgeoooo! — Berrou o Pidgeotto, que notando o ataque elétrico vindo em sua direção, conseguiu manobrar no ar para cima, conseguindo desviar do movimento.

 

— O quê?! / Pikaa?! — Expressavam Ash e Pikachu chocados.

 

— Ele conseguiu esquivar do ataque do Pikachu?! — Indagou Serena incrédula. A jovem não acreditava que um Pokémon pudesse ser tão rápido.

 

Rapidamente, Pidgeotto voava em um sentido anti-horário, voltando a voar com uma imensa velocidade, visando golpear o ratinho. Pikachu sentia uma certa intimidação, entretanto, também sorria. Fazia tempo que um oponente o forçava naquela situação.

 

“Droga! Não vai dar pra acertá-lo no ar desse jeito. O que fazer...” — Digava o jovem, tentando pensar em uma alternativa para a situação.

 

Enquanto isso, o Pokémon aviário continuava a se aproximar. Ash sabia que precisava tomar uma decisão rápida, antes que o ataque atingisse seu Pokémon.

 

— Espera... talvez isso funcione. — Ash murmurou com um plano em mente. — Pikachu, quando o Pìdgeotto se aproximar, agarre-se nele!

 

— Pikapi! — Pikachu assentiu com a instrução. Tal estratégia era um tanto maluca, mas o Pokémon elétrico conseguiu captar o plano do Treinador.

 

— Pidgeoooo! — Como um grito de guerra, Pidgeotto piou alto, enquanto cortava o ar, voando com grande aceleração.

 

— Piiikaaa! — Pikachu se preparou e deixou-se ser atingido pelo ataque veloz do Pokémon pássaro.

 

A pancada com certeza foi forte, considerando a aceleração do ataque rápido, porém, para a surpresa do Pidgeotto, Pikachu havia se agarrado a ele.

 

— Pidgeoooo!!! — Berrava o Pidgeotto, enquanto se balançava freneticamente no ar, tentando se libertar do rato.

 

— Boa Pikachu! É a sua chance! Use o Thunder Shock! — Comandou Ash.

 

— Pikaachuuuuu! — Bradou Pikachu ao descarregar sua eletricidade com força nas costas de Pidgeotto.

 

— Pidgeoooooo! — Grasnava o ser alado de dor e agonia. Ele havia sido atingido em cheio pelo movimento sem que fosse capaz de escapar.

 

Seu corpo penoso agora estava bastante enfraquecido, porém, ele ainda não se daria por vencido. Pidgeotto claramente havia subestimado seu adversário, pois não esperava que o Pokémon do tipo Elétrico pudesse lhe causar tamanha pressão. Entretanto, não se permitiria cair sem lutar.

 

— Pidgeooooo! — Pidgeotto grasnou ferozmente, e com uma forte resiliência, novamente usou suas forças para balançar o roedor. Até que eventualmente, Pikachu não conseguiu se segurar, e infelizmente, ele foi arremessado para longe.

 

— Pikaaaa! — Gritava o ratinho caindo em queda livre.

 

O ratinho elétrico havia despencado de uma altura considerável, se espatifando contra o terreno natural, causando um impacto de tal forma que um buraco pequeno se formou, lançando para cima uma nuvem de poeira.

 

— Pikachu! — Gritava Ash de preocupação para com seu Pokémon.

 

Serena cobria suas mãos com a boca, sentindo-se aflita enquanto temia o estado de Pikachu.

 

Porém, com o abaixar da poeira, era revelado que Pikachu estava com vários hematomas, devido a queda, entretanto, ele ainda estava consciente.

 

— Pikachu, você está bem? — Chamava Ash temeroso.

 

— Piii... kaaa... — Grunhia Pikachu a duras penas, expressando que a pancada havia sido forte, mas que ainda não havia se dado por vencido.

 

Ash se surpreendeu. Pikachu havia caído de uma altura equivalente a uma altura de dois andares. Se um humano caísse de tal altura, era inegável que ele teria alguns ossos quebrados e ficaria incapacitado de se mover. Todavia, os Pokémon realmente possuíam ter músculos e ossos muito mais resistentes que um humano comum, mesmo para criaturas pequenas como ele.

 

— Pidgeooo! — Pidgeotto piava insatisfeito. Essa queda deveria ser o suficiente para que ele não pudesse mais lutar, porém, seu oponente ainda resistia.

 

Agora, Ele sabia que deveria finalizá-lo de uma vez por todas. Ele o faria naquele momento, e com isso, começou a descer em uma velocidade estrondosa.

 

Ash sabia o que estava por vir. Ele sabia que mais um ataque como aquele, provavelmente Pikachu não resistiria. O movimento do Quick Attack era um ataque normalmente com uma potência fraca, sendo seu melhor trunfo a velocidade extrema que permitia atacar seus adversários não se permitindo ser pego facilmente.

 

Entretanto, essa era uma situação atípica, já que o Pidgeotto estava descendo dos céus em uma grande altura, que caso colidisse com Pikachu, iria abatê-lo com toda a certeza.

 

— Piikaaa... — Pikachu estava irritado condensando a eletricidade em suas bochechas vermelhas, e agora, ansiava em abater o pássaro com toda a sua força.

 

— Espere, Pikachu! — Alertava Ash. — Não faça nada! Pelo menos não ainda!

 

— Pii? — Indagava o ratinho elétrico, mas logo entendia que, se ele foi pedido para esperar, Ash estava certo sobre o que iria fazer. Dessa forma, com obediência e confiança, acatou a ordem permanecendo onde estava.

 

“O quê? Mas o que o Ash está pensando?” — Pensava a kalosiana confusa e ansiosa, já que neste momento, Pidgeotto se aproximava cada vez mais.

 

Ash apenas analisava, enquanto esperava o momento oportuno.

 

A distância estava cada vez menor, e Pikachu estava começando a sentir-se desconfortável com a espera. Já haviam passado três segundos.

 

“Ainda não! Mais um pouco!” — Pensava Ash, vigiando a ave enquanto tentando se conter.

 

— Pidgeooooo! — O pássaro soltava um grito, enquanto dentro de si se questionava: “Por que ele não se movia? Já havia desistido de lutar? Ele não conseguia mais se mexer?” Eram duvidas que ele tentava dissipar, enquanto descia cada vez mais rápido.

 

Dois segundos se passaram e a distância agora era mínima. Serena não aguentava mais aquela situação desesperadora.

 

— Ash! — Gritava Serena, sentindo-se com o coração na mão.

 

— Ainda não! — Negava Ash, sentindo que ainda não era o momento, enquanto suava devido ao nervosismo.

 

Mais dois segundos, e o Pidgeotto neste momento estava próximo de Pikachu.

 

Enfim, Ash finalmente pode esboçar um sorriso.

 

— Agora Pikachu, Thunder Shock com toda a potência! — Exclamou Ash.

 

— Chuuuuu! — Pikachu finalmente liberou toda a energia que havia armazenado de eletricidade.

 

— Pidgeoooooo! — Gritava o pássaro, que jamais esperaria ser pego em tal armadilha.

 

Sem conseguir resistir, ele começa a cair, causando um impacto forte contra o solo. Seus olhos estavam girando, indicando que havia perdido a consciência.

 

— É isso aí! Poké Ball, vai! — Ash gritou arremessando a esfera de maneira certeira na ave caída.

 

A cápsula engoliu o Pidgeotto com seu brilho avermelhado, o lacrando em seguida. Após isso, ela sinaliza que o Pokémon havia sido capturado com sucesso sem tentativa de resistência.

 

— Beleza! — Ash corre até a bola caída e com uma enorme empolgação, ele grita com Pikachu o acompanhando. — Nós pegamos um Pidgeotto! / Pipikachu!

 

Serena agora sentia que podia respirar normalmente. A jovem não se lembrava da última vez que sentia seu coração bater rapidamente em uma situação tão apreensiva.

 

Ash agora caminhava até o seu Pokémon Inicial para averiguar o seu estado.

 

— Pikachu, tá tudo bem amigão? — Questionava o rapaz com uma expressão gentil.

 

— Pikaaa! — Pikachu respondia animadamente com um joinha.

 

Ash sabia que seu Pokémon estava com vários machucados, mas ele sentia-se feliz por não terem sido hematomas graves. Ele sentia um alívio ao se lembrar que haviam comprado poções antes de adentrarem a floresta.

 

— Foi uma bela batalha, Ash! Eu mal conseguia controlar a minha respiração! — Falou Serena, que logo se aproximava do moreno.

 

— Foi mal Serena! Mas naquele momento, eu precisava ser paciente. Se eu tivesse ordenado o ataque do Pikachu antes da hora, havia uma chance daquele Pidgeotto conseguir se esquivar do ataque. Era uma chance única. — Informava Ash, agradecido por ter conseguido agir com cautela.

 

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Enquanto Ash vibrava pela sua nova aquisição a equipe depois de um confronto acirrado, uma figura misteriosa fitava o rapaz, escondido entre as folhagens das árvores altas próximas.

 

A figura sorrateira estava intrigada com a performance do Treinador durante a batalha. Ele estava vigiando Ash desde seu trajeto pela manhã, mas decidiu permanecer oculto. Afinal, seu lema era ser sorrateiro, pois seria uma desonra em sua arte.

 

— Esse Treinador é de fato habilidoso. Talvez ele possa servir para aprimorar as minhas habilidades. — Disse ele, interessado em um combate. — Mas primeiro... preciso fazer a preparação para me apresentar adequadamente.

 

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Posteriormente, Ash havia libertado Caterpie e Pidgeotto de suas esferas, para que dessa forma, ele pudesse tratá-los cuidadosamente com poções, além de Pikachu. Após curá-los, decidiu que seria um momento adequado para dialogar com eles.

 

Antes disso, Ash analisou os dados que havia adquirido de Pidgeotto. Ao conferir, Ash notou que os movimentos que o Pokémon tipo Voador detinha eram: Feather Dance, Gust, Quick Attack e Sand Attack. Ash viu que eram golpes interessantes, que poderiam ser de grande auxílio para as batalhas futuras.

 

— Bom, pessoal. Eu tenho que me apresentar. Meu nome é Ash Ketchum. Meu objetivo é se tornar um Mestre Pokémon, e sei que vocês poderiam me ajudar a realizar esse meu sonho. — Declara Ash com entusiasmo. — Irei precisar ter Pokémon fortes ao meu lado para realizar essa conquista, então, podem se juntar a mim se quiserem. Não irei obrigá-los a isso.

 

As palavras de Ash pegavam os dois Pokémon de surpresa. Aquele humano não estava exigindo que eles o seguissem? Estava deixando a cargo deles decidirem? Isso com certeza era um fenômeno fora da curva.

 

— Pidgeoo! — Grasnava Pidgeotto, com uma expressão resoluta. Estava deixando claro que aceitaria segui-lo, já que ele poderia ficar mais forte.

 

— Você aceita Pidgeotto? Ótimo! E quanto a você, Caterpie? — Indaga Ash para o Pokémon verme dessa vez.

 

Caterpie observava o rapaz e também olhara para o seu predador. Ele sentia um claro desconforto em estar ao lado daquele caçador.

 

— Fica calmo, Caterpie. Eu irei deixar claro que o Pidgeotto não irá mais lhe causar algum mal. Não é mesmo, Pidgeotto? — Falou Ash, com uma expressão séria.

 

— Pidgeoopidgeoootto! — Pidgeotto respondia com vários piados.

 

— O que ele está dizendo, Pikachu? — Pergunta Ash curioso.

 

— Pikapikapiiichuuu! — Dizia o Pikachu, enquanto gesticulava com suas patinhas.

 

Ash ouvia atentamente e após o diálogo, ele entendia.

 

— Você entendeu o que era, Ash? — Questionava Serena sem entender nada.

 

— Bem... ao que parece, o Pidgeotto veio de uma hierarquia onde o pássaro mais forte ordena e os mais fracos abaixo obedecem, e dessa forma, ele me enxerga como o pássaro líder. Ele disse que, já que foi derrotado por mim e Pikachu, então, nada mais justo do que seguir as ordens daquele que o venceu.

 

— Uau... — Impressionava-se Serena, pois Ash conseguiu compreender o que Pikachu lhe comunicou com apenas gestos e expressões de seu Pokémon, algo que era extremamente inimaginável para ela.

 

— Viu só, Caterpie? Ele deixou claro que não irá lhe importunar mais. — Explicou o moreno virando-se para a lagarta com um sorriso.

 

Caterpie ainda parecia inseguro, mas não por conta mais do ser aviário, mas sim por conta de sua estatura diminuta e fraqueza. Diferente dos outros dois, o Pokémon inseto era frágil e tinha incertezas se conseguiria acompanhar os demais.

 

— Ei Caterpie. Saiba que você será uma grande aquisição para a equipe e eu irei trabalhar duro para que eu possa torná-lo forte. Todos vocês. Por favor, poderia me dar essa chance? — Dizia Ash, se ajoelhando e estendendo a sua mão direita.

 

Caterpie ficava chocado. Esse humano estava querendo que ele se juntasse a ele, mesmo mediante sua forma fraca?

 

O Pokémon verme nota o chamado do Pokémon elétrico, que sorria para ele, incentivando-o a aceitar. Ele notou que Pikachu havia derrotado o Pidgeotto, então, mesmo com sua baixa estatura, ele notou que aquele ratinho era forte.

 

Talvez... era essa a oportunidade que ele tanto ansiava.

 

O Pokémon verme gesticulava balançando sua cabeça para cima e para baixo, como um sinal de confirmação.

 

Ash fica bastante feliz com o fato de Caterpie aceitar sua proposta.

 

— Fico feliz, Caterpie! — Diz o rapaz, logo em seguida, se levantando. — Muito bem, pessoal! Sejam bem-vindos ao time!

Com isso, Ash decidiu recolhê-los de volta para suas Poké Balls para que pudessem descansar depois do confronto. No entanto, Ash se recordou de um fato que não havia se atentado antes.

 

— Ah é mesmo! Eu sinto muito, Serena! Eu nem pensei se você gostaria de capturar o Pidgeotto! — Desculpava-se Ash de forma atrapalhada. — Eu acabei simpatizando com o Caterpie e agindo por impulso.

 

— Hihihi! — Serena não pode deixar de rir com a situação. — Tá tudo bem, Ash. Eu sei que você não fez por mal. Além disso, sei que você ama muito Pokémon. Eu terei mais chances da próxima vez, então não se preocupe.

 

Ash ficou aliviado com o comentário da caramelada. Ele pensa que deveria dar oportunidades para que Serena também possa conseguir seu próprio Pokémon, com isso, ele mantém em mente que deverá ser mais atento na próxima vez.

 

— Bem, acho que devemos seguir viagem, e encontrar um lugar para podermos... — Antes que Ash terminasse seu raciocínio, as orelhas de Pikachu ficaram eretas, captando algum som suspeito.

 

— Pikaaa! — Grita Pikachu, apontando para uma direção.

 

— O que foi? — Questiona Ash, olhando para longe, mais especificamente para uma árvore. Ash se choca ao ver uma silhueta rapidamente desaparecer diante de seus olhos.

 

— O que era Ash? — Serena pergunta, notando a surpresa no olhar do garoto.

 

Ash sabia que tinha visto algo lá, apoiado no galho da árvore alta, entretanto, ele não foi capaz de dizer o que era. Poderia ser um humano? Ou um Pokémon? Ele não sabia dizer.

 

Porém, Ash tinha certeza de uma coisa: eles estavam sendo observados.

 

— Eu não sei, Serena. Mas não importa, já que o que estivesse lá, já se foi. — Tranquilizou o moreno, colocando a mão no ombro da amiga. — Vamos indo!

 

Após essas palavras, Pikachu sobe no ombro de Ash para poderem prosseguir.

 

— Ah sim! Vamos lá, Ash! — Disse Serena, caminhando ao lado do rapaz.

 

Com isso, a dupla seguia pela trilha despreocupadamente. Porém, a pessoa misteriosa ainda os observava. Ele sentia-se arrependido de ter sido descuidado. Por um triz, sua identidade ainda não havia sido descoberta.

 

— Ufa! Essa foi quase! — Dizia a figura misteriosa, escondida atrás das árvores ao fundo. — Este Pikachu é muito mais perceptivo do que eu esperava. Mas bem, serei mais atento daqui em diante. Em breve, mostrarei a esse Treinador do que sou capaz. Ele irá presenciar a arte do Ninjutsu. — Enfatizou antes de correr e desaparecer adentro pelo mar de árvores.

 

Enquanto isso, Ash agora estava mais confiante e junto de Serena, ansiava atravessar a Floresta de Viridian o mais rápido possível em prol de chegarem ao local da sua primeira batalha de Ginásio. Porém, ainda há algumas surpresas que os aguardam dentro deste arvoredo.

 

“Apenas acabamos de entrar na Floresta de Viridian e já consegui dois novos amigos. Mal posso esperar para conseguir outros Pokémon.” — Pensava Ash esperançoso com o futuro.


Mesmo cercados por incertezas, Ash e Serena avançam em uma jornada que está apenas começando.



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