Pokémon: TLD - Capítulo 07: A Aparição do Poké Ninja - Parte 1
Após
caminharem bastante pelo local, Ash e Serena avistam uma área mais aberta da
floresta, sendo um ótimo local para um descanso adequado, além de enfim poderem
parar para almoçar, já que era por volta perto do meio dia.
Serena
terminava de preparar as rações para seus Pokémon, pois por mais que eles
tivessem ficado nas cápsulas durante o trajeto, a maioria se encontrava
fatigado e principalmente com fome, afinal, a última vez que Pikachu e Fennekin
se alimentaram foi há várias horas.
—
Muito bem, pessoal. Podem sair. / Pikapikaaa! — Dizia Ash, arremessando suas
Poké Ball, libertando seus parceiros para fora. Pikachu grunhia animado para
ver seus companheiros fora novamente.
—Cateeeeer!
/ Pidgeooootto! — Ambos Caterpie e Pidgeotto estavam se sentindo felizes por
estarem ao ar livre.
—
Saia, Fennekin! — Grita Serena, libertando sua raposa de fogo.
—
Fenneeeee! — Latiu alegremente Pokémon canina.
Fennekin
notou que haviam outros Pokémon ela não conhecia. Ela podia ouvir barulhos de
dentro da Poké Ball, porém é claro que era incapaz de distinguir o que eram com
exatidão.
Serena
enxergou que era uma ótima oportunidade para mostrar a Fennekin aos novos
companheiros de Ash.
Ei,
Fennekin. Esses são seus novos amigos, Caterpie e Pidgeotto. — Apresentava a
caramelada. — E para vocês pessoal, essa é a minha amiga e parceira, Fennekin.
—
Fenkin! — Se aproximou a raposa, latindo como um sinal de saudação, o que os
outros Pokémon aprovaram.
—
Pidgeooo! — Pidgeotto piava demonstrando respeito por Fennekin, pois sentia que
aquela pequena raposa era incrivelmente poderosa.
—
Cateeer! — O Pokémon verme grunhia impressionado com aquela Pokémon. Era
visível que ela poderosa e ele ansiava em ser equivalente a todos eles.
—
Bem, pessoal. É hora de vocês comerem. — Serena informava, trazendo para todos
uma pequena tigela para cada.
Ash
e Serena estavam usando tigelas pequenas de alumínio improvisadas para colocar
a comida Pokémon. Entretanto, eles sabiam que com o tempo, seria necessário comprar
tigelas apropriadas, porém, conseguiriam lidar com isso por enquanto.
Logo
em seguida, os Pokémon começaram a se alimentar, e para a felicidade dos
Treinadores, todos haviam apreciado, até mesmo Caterpie e Pidgeotto que não
estavam acostumados, estavam atacando vorazmente suas tigelas.
—
Rronc... — Um barulho estranho era ouvido, deixando Serena assustada.
—
O que é isso? — Indaga Serena.
—
Hehe... é o meu estômago. Deve ser porque ao ver eles comendo, ele começou a
reclamar. — Dizia Ash sem jeito.
—
Hihi. Você é realmente um glutão, hein Ash? — Brincou Serena. — Mas é verdade.
Eu também estou. Vamos indo comer então.
Posteriormente,
vendo que tal detalhe havia sido resolvido, Ash e Serena sentaram-se embaixo da
árvore para poderem almoçar. A jovem havia separado uma toalha de piquenique
que havia sido entregue por sua mãe e ao ajeitar com cuidado, os dois puderam
começar a comer.
A
dupla havia comprado sanduíches para a viagem também para tal situação no Poké
Mart. Ambos esperavam que pudesse durar até a próxima cidade.
De
repente, Ash escuta uma movimentação estranha em uma árvore, próxima.
—
Hã? — O rapaz se virou rapidamente para
ver o que estivesse ali, entretanto, ele foi incapaz de ver o que fora aquele
barulho. Eram como se fosse algo saltando entre as árvores.
—
Ash? Alguma coisa errada? — Perguntou Serena preocupada.
—
N-não é nada! Apenas achei que tivesse visto algo, mas acho que deve ser um
Pokémon que rapidamente fugiu! — Falava Ash, tentando deixar de lado a situação
estranha, se sentando junto de Serena em cima da toalha.
—
Foi muito bom termos comprado esses sanduíches. — Falou Ash, abocanhando com
afinco.
—
Sim. Acredito que, se conseguimos administrar os suprimentos, é possível que
eles durem talvez uns três dias. — Analisou Serena.
Ash
pensou que esse tempo seria o suficiente para cruzarem a floresta. Eles não
gastariam tanto tempo na floresta, pelo menos, não na estimativa que haviam
teorizado antes de entrarem.
Claro
que eles esperavam que seria uma travessia complicada, visto que havia a chance
de ficarem perdidos, mas Ash estava confiante de que conseguiriam.
De
repente, se lembrou de um detalhe. Ele esteve com uma dúvida desde que saíram
da cidade de Viridian e era sobre Serena.
Ash
estava confuso sobre o porque dela dizer que não tinha o objetivo de competir
nos Ginásios. Sendo assim, quais seriam seus motivos para viajar por Kanto ao
seu lado?
É
claro que eles tinham feito uma promessa, entretanto, ela não teria algo que
gostaria de realizar? Ele queria muito saber a resposta.
—
Serena, me responda uma coisa. — Pediu Ash.
—
Sim? — Indagou Serena, prestes a dar mais uma mordida.
—
Por qual o motivo você decidiu viajar pela região além da promessa que fizemos?
— Enfim, Ash fez a pergunta.
—
E-eh? É que... eu... — Serena sentiu um arrepio e seu rosto deixou um rubor
transparecer. A jovem não queria confessar o seu tão estimado segredo. Não
podia dizer a ele seus verdadeiros sentimentos, pelo menos, ela ainda não se
sentia pronta para tal ocasião. Ainda era cedo demais.
Mas
ela sabia que era inegável que ela não possuía um objetivo claro. Ela se sentia
perdida sobre seu futuro, não sabendo qual seria a decisão certa a tomar.
—
Serena, se não estiver se sentindo bem em falar sobre isso, não irei mais tocar
no assunto. Entretanto, gostaria de saber sobre seus objetivos, sobre o que
você almeja. — Expressava Ash. — Prometo que não irei rir ou desdenhar, não
importa qual seja a resposta.
—
Ash... — Ela jamais teve coragem de compartilhar sobre tais pensamentos, mesmo
para com sua mãe. Entretanto, se fosse Ash, talvez ele a entendesse. — ... eu
não tenho um sonho.
—
H-hein?! — Estarrecia-se Ash.
Ela
respirou fundo e começou a desabafar.
—
Sabe Ash, desde a minha infância, minha mãe sempre quis que eu fosse uma
Corredora de Rhyhorns assim como ela, afinal, ela era uma corredora
profissional e campeã nessa modalidade. Desde cedo, ela me ensinava os
fundamentos e técnicas que eram necessárias para ser uma boa corredora e como
cuidar de um Rhyhorn.
Compartilhava
Serena, enquanto Ash ouvia atentamente cada palavra, sem interromper.
—
Com o tempo, eu entendi como funcionava e apesar de alguns tombos, eu comecei a
aprender, deixando minha mãe extremamente feliz. No entanto... aquilo não era
algo que eu gostava. Na verdade, eu o fazia mais como uma obrigação ao invés de
um desejo genuíno em seguir com aquela carreira. Durante boa parte da minha
infância, eu fui incapaz de falar com minha mãe sobre como me sentia em relação
a isso.
Ash
ficava um tanto sentido com aquilo. Era algo que sua mãe desejava para ela, mas
não um desejo puro vindo da própria Serena. O rapaz sabia que, Grace não era
uma mãe ruim, mas havia cometido um erro em projetar a si mesma em sua filha.
—
Mas tudo mudou quando conheci você, Ash. — Serena dizia com um sorriso
caloroso.
—
Eu? O moreno se espantou ao ouvir tais palavras.
—
Sim. Você já tinha algo em que estava decidido a alcançar, não importando se os
outros zombassem ou desdenhassem. Aquilo para mim foi fascinante. E quando
fizemos a promessa de viajarmos juntos, eu sabia que algo precisava mudar. Foi depois
de voltar do Acampamento de Verão... que eu decidi confessar para minha mãe
como eu de fato me sentia.
Os
olhos âmbar de Ash estavam arregalados. Ele não imaginava que ele havia sido
capaz de influenciar a kalosiana a confrontar sua mãe.
—
Eu enfim disse para ela que eu entendia que ela queria que eu seguisse seus
passos, mas infelizmente eu não desejava o mesmo. Queria alcançar algo próprio,
um sonho que eu poderia chamar de meu e que essa jornada poderia me ajudar a
encontrá-lo. E quando eu esperava que ela gritasse e me confrontasse, pelo
contrário, minha mãe me apoiou e desejou profundamente que eu conseguisse
fazê-lo, me deixando sair em jornada com você. — Explicou a jovem Yvonne.
—
Isso é ótimo, Serena! Você conseguiu reunir coragem e dizer a sua mãe como se
sentia. Acho que isso é incrível e muito bom também que ela quis te apoiar. —
Falou o rapaz, alegre pela conquista da amiga.
—
Bem, isso foi com certeza ótimo. Mas... — Serena pausava seu raciocínio,
deixando Ash confuso.
—
... apesar de todo esse progresso, eu me sinto ainda tão perdida. Afinal, mesmo
depois de anos tendo se passado, eu ainda não consegui descobrir o que quero
fazer e isso... me deixa triste. Me sinto mal por não ser como os outros que já
tem um objetivo traçado.
Ash
finalmente compreendia. Ela desejava possuir um sonho, algo para ter que
alcançar. Ash tentava pensar nas palavras corretas para levantar o ânimo da
amiga. Ele queria poder retirar tais pesos desnecessários de sua mente.
—
Eu compreendi. Mas Serena, se importa se eu ser sincero sobre isso?
—
É-é claro que não, Ash! Vá em frente! — Dizia a garota.
Ash
então dá uma mordida grande em seu sanduíche, comendo-o rapidamente, e logo
após, um enorme gole de água. Agora, ele se sentia pronto.
—
Eu acho que talvez você esteja se cobrando demais. — Declarou Ash.
—
H-hein?! Me cobrando demais?! — Questiona Serena com espanto.
—
Exatamente! — Respondia Ash. — É verdade que existem pessoas com sonhos e
objetivos já determinados logo na infância. Porém, também existem outras
pessoas, inclusive adultos que ainda não descobriram o que fazer da vida.
Serena
ficava levemente constrangida. Era verdade que ainda existiam outras pessoas
com tais conflitos.
—
Não se sinta mal sobre isso. Na verdade, eu acredito que isso deixa as coisas
ainda mais interessantes. — Comenta o rapaz enquanto olhava para o céu azul.
—
Mais interessantes? — Serena não entendia muito bem o que Ash estava querendo
dizer.
—
Pense bem. Enquanto outros já tem algo definido, você terá tempo para descobrir
o que fazer. Existem muitas possibilidades. Inclusive, é para isso que serve a
jornada Pokémon. Nós Treinadores Pokémon, não precisamos seguir uma linha reta,
veja como exemplo minha amiga Leaf. Seu objetivo é completar a Pokédex, algo
fora do rumo das batalhas.
Serena
entendia o raciocínio. De fato, os Treinadores Pokémon não são obrigados a
participar da caça por distintivos. Eles poderiam buscar conhecer o mundo e
também os Pokémon. Mas ela também ficava curiosa sobre essa tal amiga de Ash.
Ela
se recordava pouco das pessoas do acampamento, pois apenas esteve próxima de
Ash. Ela queria perguntar um pouco mais sobre a garota, mas decidiu deixar esse
detalhe de lado por enquanto.
—
Com isso, eu te digo. Não apresse as coisas, Serena. Eu acredito que,
eventualmente você encontrará a resposta. Inclusive, minha mãe dizia sempre um
velho ditado engraçado: “Quem tem pressa, come cru.”
—
Hihihi! — Serena mal pode evitar dar uma risada. — E isso é sobre comida, Ash?
—
Bem, ela sempre dizia isso quando eu tentava apressar o almoço. Mas apesar
desse ditado ser sobre comida, ele se encaixa também aqui. — Respondia Ash,
recordando-se de quando ainda estava em Pallet. — Além disso, eu lhe ajudarei.
Lembre-se de que não está sozinha.
— Ash... — Aquelas palavras tocavam o coração
da jovem. Ela sentia um calor percorrer em seu corpo enquanto seus olhos azuis
encaravam os castanhos do amigo. — ... você está certo. Eu não irei deixar que
isso me abale. Vou continuar a buscar pelo meu sonho. E eu adoraria ter você
para me ajudar a alcançá-lo.
O
moreno sorria, satisfeito de que suas palavras foram úteis. Ele nunca foi muito
bom com palavras, mas sentia que deveria fazer algo por ela. Mesmo que só fosse
capaz de ajudar um pouco, ele ainda o faria.
No
entanto, de repente, Ash escuta um barulho estranho. Logo, sua expressão alegre
mudava para uma feição séria. Pikachu e os outros Pokémon olhava para o
Treinador também desconfiados de que algo estava errado.
—
Ash? — Serena observava que o rapaz
parecia incomodado.
—
“Eu pensei que era apenas impressão, mas acho que não é o caso.” — Pensa
o rapaz, agora determinado em descobrir o que havia escondido ali. — Seja lá o
que estiver escondido, desista. Nós já notamos sua presença! Sei que está em
cima das árvores nos observando. Então, é melhor sair e se revelar! — Declarava
Ash com coragem.
Serena
sentia-se levemente assustada. Eles mais uma vez estariam envolvidos em
problemas? Poderia ser a tal Equipe Rocket novamente? Era uma dúvida
amedrontadora.
Após
alguns segundos de silêncio, uma voz revela a verdadeira identidade da presença
oculta.
—
Hum... você conseguiu notar a minha presença? Impressionante! Pelo visto, ainda
tenho muito o que melhorar nas minhas habilidades de furtividade! — Declara a
voz masculina escondida entre as folhagens.
—
“É... um humano?” — Pensava Ash incrédulo.
De
maneira inesperada, um objeto é lançado em alta velocidade, atingindo e
perfurando o gramado, assustando os Pokémon, fazendo-os se posicionarem em
guarda. O que havia sido lançado era de cor obsidiana, afiado e pontudo.
Amarrado em seu cabo, estava uma pequena bola envolvida em panos.
Antes
que Ash pudesse dizer ou fazer algo, a bola estoura, espalhando uma fumaça
cinzenta pelo local, inibindo a visão de todos ao redor. Rapidamente, Serena
prendeu a respiração, temendo que fosse algum gás tóxico.
—
Cof cof! O que é isso, Ash? — Exclama Serena.
—
Eu não sei, Serena! — Respondia. — Mas... ao que parece, não é uma substância
venenosa.
Conforme
a fumaça se dissipava, uma silhueta ficava cada vez mais visível. Era um
humano, mais especificamente um jovem. Ash podia notar que ele tinha um cabelo
escuro em um rabo de cavalo, pele morena, além de olhos escuros. Ele usava
vestes de artes marciais de cor creme, calças verdes largas e luvas escuras que
cobrem os braços, calças esverdeadas e botas.
—
Oculto nas sombras da floresta, manifestam-se asas e ferroadas silentes… Sou
Carom Wasbuzz, o Poké Ninja — ágil como um Scyther, certeiro como um Beedrill! —
Exclamava o jovem com uma expressão calma e confiante, enquanto mantinha uma
das mãos levantada em frente à boca, com dois dedos estendidos em um gesto
típico de um Ninja.
Tal
aparição foi uma bela quebra de expectativa para ambos. Ash e Serena esperavam
que estavam prestes a serem emboscados por algum bandido ou até mesmo um
Pokémon, mas... eles se deparam com um Ninja?
—
Você disse... um Poké Ninja? — Expressa Serena, nunca tendo visto tal coisa.
—
Bem, mais especificamente um Poké Ninja Aprendiz. — Responde Carom. — Mas,
vamos ao que interessa. Eu estive observando você, Treinador. Vi suas batalhas
anteriores ao adentrar os domínios da Floresta de Viridian. Vejo que és
habilidoso.
—
“Entendo. Então, aquela presença que Pikachu notou deve ter sido ele.” —
Ash refletia, recordando-se de horas atrás. — Então, o que deseja comigo?
—
Hehehe! Não estás óbvio? — Ri o Poké Ninja. Em seguida, ele aponta o dedo para
Ash. — Quando dois Treinadores Pokémon se encontram...
—
... eles tem uma batalha, correto? — Completava Ash com um sorriso.
—
Exatamente, meu caro Ash. Então, o que me diz? — Pergunta Carom.
—
Bem, eu jamais recusaria uma batalha. E vendo que você é um Poké Ninja, isso
deixa as coisas mais interessantes. — Fala Ash, sentindo-se empolgado.
—
Ótimo! Mal posso esperar para demonstrar o potencial dos tipo Inseto! — Carom
diz com entusiasmo.
—
Mas antes disso, eu preciso dizer uma coisa. — Interrompia Serena.
—
Ah sim! O que seria? — Questiona Carom sem entender.
Serena
bate o pé, com uma expressão que Ash nunca a viu fazer antes.
—
Da próxima vez, nos aborde de maneira natural! Não faça isso novamente ouviu?
Nós ficamos assustados com a sua presença! — Gritava a garota, deixando Carom
envergonhado.
—
S-sinto muitíssimo! É-é que eu precisava melhorar minhas habilidades de
furtividade! Eu não queria assustá-los! — Dizia o ninja amedrontado, se
ajoelhando em forma de arrependimento.
Ash
sabia que o rapaz não havia feito por mal, mas não podia negar que ver Serena
brava foi uma visão engraçada.
—
Mas antes, acho que deveríamos nos apresentar adequadamente primeiro. Sou Carom
Wasbuzz, da cidade de Fuchsia. — Identificou-se educadamente o Ninja.
—
Eu sou Ash Ketchum, da cidade de Pallet. — Apresentou-se Ash em seguida. — Esse
é o meu amigão, Pikachu.
—
Pikapika!
—
E eu sou Serena Yvonne, da cidade de Vaniville, de Kalos. — Declarou Serena de
maneira cordial.
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Ash
e Carom foram para cada extremidade do terreno, em prol de se prepararem para o
confronto iminente. Os Pokémon de Ash foram recolhidos, exceto por Pikachu, por
razões óbvias. Por outro lado, Serena manteve Fennekin do lado de fora da Poké
Ball, enquanto a mantinha em seu colo, sentada em um tronco de árvore próximo.
—
A batalha será 2 contra 2. O Treinador que tiver seus dois Pokémon nocauteados
ou incapazes de continuar, perde. O que acha? — Sugeriu Carom. — O vencedor
receberá mil Poké Dollars.
—
Por mim está ótimo! Vamos fazer isso! — Ash aceita as condições, com um sorriso
confiante. Antes, o garoto se sentiria receio de fazê-lo, mas após sua primeira
experiência com Finn, ele havia aprendido a aceitar tal realidade.
—
É melhor se preparar. Tenho enfrentado vários oponentes nesta floresta e venci
a maioria das partidas. Inclusive, recentemente enfrentei um outro jovem com um
traje de samurai. — Informou Carom com orgulho.
—
“Um Samurai? Existem Samurais por aí também?” — Pensava Ash
impressionado. — “Realmente, o mundo é muito grande.”
—
Ele também era um usuário de Pokémon tipo Inseto como eu, mas sequer foi um
adversário a altura.
—
Não acha que é um problema deixar claro quais Pokémon possuí? Isso pode me dar
uma vantagem, sabia? — Disse Ash, pois ele sabia que ao mencionar suas capturas
não era uma decisão muito sabia.
—
Obrigado pela preocupação, mas não é necessário. Porque... eu vou vencer. —
Carom dizia com um sorriso, puxando sua Poké Ball. — Vá, Venonat!
O
Poké Ninja lança seu primeiro Pokémon, sendo este um inseto pequeno com uma
pelagem escura, um par de olhos vermelhos brilhantes, duas antenas e pés
pequenos.
—
Venoooo!
—
Um Venonat! — Exclama Serena, impressionada, apontando sua Pokédex para o
Pokémon. — Elexa, me passe os dados sobre ele.
A
inteligência articifial da Pokédex de Serena, Elexa, começa a analisar e
rapidamente, fornece os dados.
—
VENONAT / N° 048 / Inseto e Veneno: Veneno escorre por todo o seu corpo. À
noite, ele captura pequenos Pokémon insetos que são atraídos pela luz. — Analisou
Elexa.
—
Tá legal. Então chegou a sua hora. Caterpie, eu escolho você! — Ash arremessa a
esfera, revelando seu Pokémon verme esverdeado.
—
Cateeeeer!
—
Um Caterpie? — Carom não conseguia compreender o motivo de tal decisão.
—
Meu Caterpie precisa ganhar mais experiência em batalhas. Então, não existe uma
oportunidade melhor do que essa. — Explica Ash.
—
Compreensível. Então, vamos começar! Ooooohhh! — Carom grita, fazendo um salto
giratório para trás, aterrissando num pé só, com dois dedos (indicador e médio)
esticados como se fizesse um selo ninja. De fora parece apenas um jovem
tentando ser cool demais, quase tropeçando no fim do giro. — Venonat, Arte
Ninja: Super Sonic!
—
“Uau! Isso foi irado!” — Falou Ash, fascinado com a execução da cena que
acabara de presenciar.
—
“Pra que fazer uma pose tão exagerada pra dizer o nome do movimento?” — Serena
pensou, sentindo que era um baita exagero da parte do Poké Ninja.
—
Venooo! — O Pokémon peludo dispara com suas antenas uma rajada de ondas sonoras
em forma de linhas circulares de tons azulados, acertando o Pokémon lagarta,
que começa a agonizar, machucando seus ouvidos.
—
Agora Venonat, pegue-o! Arte Ninja: Tackle! — Bradou Carom em seguida,
aproveitando-se da oportunidade.
Venonat
começa a saltar rapidamente, acertando Caterpie com um golpe de investida,
lançando o pobre verme para longe.
—
Caterpie, tá tudo bem? — Preocupa-se Ash, e o pequeno inseto acena com a
cabeça, indicando que podia continuar. — Bem, não podemos ficar apenas
admirando. Tá legal! Caterpie, use o Tackle!
Caterpie
então, começou a correr com suas pequenas patas, em prol de acertar Venonat com
seu corpo.
—
Nada disso, meu caro Ash. Venonat, salte em evasiva! — Gritou Carom.
Venonat
rapidamente saltou para o alto, deixando Caterpie acertar apenas o ar.
—
Droga! Ele é bem ágil! — Resumngou Ash, cerrando os punhos.
—
Pikaa! — Exclamou Pikachu, impressionado pela movimentação do adversário.
—
Aproveite, Venonat Arte Ninja: Confusion! — Exclama Carom.
—
Venoooo! — Venonat concentrava sua energia com seu olhar, e eventualmente,
liberava um raio com múltiplas cores na direção do Pokémon verme, que sequer
teve tempo para evadir do golpe, sendo atingido em cheio.
—
Caterpie! — Gritava Ash por seu Pokémon.
Ao
se reerguer do solo, o moreno notava que o Pokémon inseto agora estava com os
olhos girando, mas não estava nocauteado. Na verdade, ele se encontrava
completamente tonto.
—
Não! Caterpie! / Fenneee! — Serena e Fennekinm gritam, temendo pelo Pokémon.
—
“Essa não! Meu Caterpie agora está... confuso?!” — Divaga Ash, não
esperando que seu Pokémon fosse atingido rapidamente por tal movimento.
De
acordo com seus estudos sobre batalhas, a confusão é um estado onde o Pokémon
permanece por um tempo cambaleante e desorientado, sem capacidade de ouvir
comandos do Treinador.
Era
uma situação aterradora, pois caso o Pokémon se mantivesse neste estado por
tempo excessivo, havia grandes chances de ele ser nocauteado facilmente. Ash
sabia que ele precisava fazer com que Caterpie voltasse a razão antes que fosse
tarde demais.
—
Muito bem, Venonat! Agora, acerte-o com a Arte Ninja: Tackle! — Comandou
o Poké Ninja, convencido de que a batalha estava totalmente a seu favor.
—
Caterpie, saia dessa! Use o String Shot! — Ordenava Ash, porém, foi em
vão.
Venonat
saltou em alta velocidade e acertou o pobre inseto, que nada pode fazer para
evitar o golpe.
Caterpie
se reerguia, mas ainda se mantinha totalmente desnorteado da batalha.
—
Caterpie, se recomponha! / Fenneee! — Clamavam Serena e Braixen, torcendo pelo
Pokémon de Ash.
—
Está acabado! Ele não poderá se recuperar das nossas técnicas ninja! Continue
atacando até que ele caia!
Venonat
então voltou e atingiu Caterpie pelas costas, jogando de cabeça contra o
terreno, enfraquecendo ainda mais o inseto esverdeado.
—
Caterpie, eu sei que você pode sair dessa! Você não é fraco como os outros
pensam! Não perca para o Confusion! Eu acredito em você! — Exclamava o
Ketchum, esperando que sua voz pudesse alcançar o verme.
—
Venonat, ele já está fraco. Agora, finalize-o com a Arte Ninja: Tackle! —
Apontou Carom.
—
Você consegue, Caterpie! / Pikaaa! / Fenneeeekin! — Serena gritava, assim como
Pikachu e Fennekin.
Todos
estavam o apoiando. Eles acreditavam em seu potencial.
Venonat
estava vindo rapidamente na direção da largarta. Porém, ao ouvir o chamado de
Ash e dos demais que o apoiavam, após algumas balançadas de cabeça, o inseto
retoma sua consciência.
—
Cateeer! — Grunhia o inseto com bravura.
—
É isso aí! Caterpie, use a evasiva! Rápido! — Comanda Ash.
Com
velocidade, Caterpie salta para o lado, desviando da investida com sucesso para
o desapontamento de Carom.
—
“Droga! Não acredito que eles conseguiram superar a minha estratégia
infalível!” — Pensava Carom com raiva e desapontamento. — Desse jeito...
não poderei vencê-lo.
Carom
divagava, enquanto as memórias de um homem forte de braços cruzados e uma
expressão dura como pedra o atingiam de maneira implacável.
Ele
balança a cabeça, tentando dissipar aquelas memórias. Ele não precisava delas
agora para lembrá-lo de seu fracasso.
—
“Foco! Foco! Está tudo bem! Você perdeu para ele, mas você não é mais o
mesmo de dois dias atrás. Ainda pode vencer essa!” — Ele gritava dentro de sua mente e
voltando-se novamente para o momento presente. — Venonat, ataque com a Arte
Ninja: Tackle!
Novamente,
em uma movimentação saltitante, Pokémon inseto esférico partia em direção ao
Pokémon de Ash.
—
“Ele deve estar bastante enfraquecido pelos ataques anteriores. Tudo que
Venonat precisa fazer é acertá-lo mais uma vez e a vitória é nossa!” —
Carom pensou, com a certeza de que conseguiria fazê-lo.
No
entanto, naquele momento, Ash captou um detalhe. Pequeno, mas que talvez
poderia ser crucial para vencer a batalha.
—
Caterpie, salte em evasiva! Rápido! — Ash comande e Caterpie assente.
De
forma surpreendente, Caterpie novamente consegue evadir com sucesso da colisão
do golpe, deixando Venonat espantado.
—
D-droga! Venonat, use a Arte Ninja...
Antes
que Poké Ninja pudesse terminar seu comando, Ash fora mais rápido.
—
Caterpie, String Shot agora! — Bradou o moreno.
—
Cateeeer! — Caterpie disparou uma rajada de fios de seda na direção do Pokémon
inseto peludo.
Os
fios pegajosos envolveram o pobre Venonat, que não pude contra-atacar a tempo,
sendo completamente imobilizado pelas teias brancas.
—
Essa não! Venonat, saia dessa! — Desespera-se Carom.
—
É a hora do troco, Carom! Caterpie, gire esse Venonat! — Ash ordenou.
—
Cateeeeer! — Com uma força surpreendente, o Pokémon verme começa a puxar e
girar Venonat em sentido anti-horário.
O
Pokémon inseto bola tentava arduamente se libertar, mas era inútil, pois sem
possuir braços, era extremamente mais dificultoso sair de uma situação como
essa.
Ash
então captou com sua visão uma grande árvore próxima do campo de batalha,
situada um pouco mais atrás de Carom, e relembrando seus conhecimentos, uma
frase veio a sua mente do próprio renomado cientista e professor de Kanto.
—
“Que fica bem entendido, meus alunos. O estado de confusão não somente ocorre
em casos isolados como pelos movimentos dos Pokémon. Na verdade, existem também
outras maneiras de deixar um Pokémon confuso...” — Relatou o professor em
uma de suas aulas.
—
Agora, arremesse-o naquela árvore ali! — Apontou Ash.
Seguindo
perfeitamente o seu comando, Caterpie lançou e soltou seu fio de seda, lançando
Venonat com muita força, que fez o outro inseto colidir de cabeça contra o
tronco resistente da árvore.
—
Não! Venonat! — Carom gritava aflito. — Você está bem?
A
pancada fora bastante forte, fazendo com que caísse vários galhos e folhas da
árvore, além de levantar nuvem de poeira e causasse danos no tronco da árvore
devido a força do impacto. Porém, não era só causar dano que Ash tinha em
mente. Ele sabia que havia chances de um certo evento ocorrer.
Assim
que a fumaça se dissipou, Venonat se encontrava cambaleante, semelhante ao de
Caterpie momentos atrás.
—
Venonat, rápido, se recomponha e use a Arte Ninja: Super Sonic! —
Exclamou Carom.
—
Venooo... — Venonat parecia aéreo, sem demonstrar qualquer sinal de executar o
comando.
—
O quê? Não pode ser... ele está confuso?! — Carom murmurava, sem conseguir
acreditar no que seus olhos viam.
—
Agora, é a nossa chance! Caterpie, use o Tackle com toda a sua força! —
Gritava Ash com toda determinação.
—
Cateeeer... — Caterpie se movia o mais rápido que pode, e reunindo toda a força
restante, com um golpe bem executado, ele atingiu Venonat, que era incapaz de
se esquivar e o lançando novamente contra o tronco da árvore, abrindo um buraco
na árvore.
Serena
e Fennekin ficavam boquiabertas com a força do impacto que Caterpie causara,
principalmente Carom, que não tinha palavras para tal execução.
Posteriormente,
ao averiguar após pouquíssimos segundos, o resultado era visível. Venonat se
encontrava totalmente imóvel.
—
Venonat... perdeu... — Carom murmurava em descrença.
—
É isso aí, Caterpie! — Vibrava Ash orgulhoso.
—
Muito bem, Caterpie! / Pikaaapi! / Feeenkin! — Gritavam Serena e os Pokémon,
felizes pela vitória do companheiro.
—
Caaaaterr! — Caterpie grunhia de empolgação. Ele havia triunfado mediante nessa
batalha tão acirrada. Ele não era mais um fracote. Ele era forte e poderia ir
mais além.
De
repente, o corpo do verme era envolvido em uma luz brilhante.
—
Caterpie? — Indaga Ash surpreso. — Ele está...
—
... evoluindo. — Completava Carom impressionado.
—
Uau... — Serena também estava maravilhada, pois este era um evento importante
no mundo Pokémon.
Afinal,
quando um Pokémon atinge um certo nível de desenvolvimento, a luz da evolução
ocorria, fazendo com que a criatura se transforme em uma nova forma de vida,
ascendendo a um novo patamar.
A
silhueta do verme crescia e se curvava em formato de uma lua crescente, sua
pele verde se enrijecia como um cásulo e seus olhos se tornavam ainda maiores.
Após o brilho se extinguir, um novo Pokémon se fazia presente.
—
Metaaa... — Grunhia o novo Pokémon.
—
É um... Metapod! — Ash exclamava de empolgação, rapidamente pegando Dexter em
mãos e fazendo a análise de seu novo parceiro.
—
METAPOD / N° 011 / Inseto: Ele aguarda o momento de evoluir. Nesse estágio, ele
só pode endurecer, então permanece imóvel para evitar ataques. — Detalhou
Dexter.
—
Seja bem-vindo ao time, Metapod! — Disse Ash animado.
Além
da evolução, o rapaz também nota um detalhe interessante nos dados. Um novo
movimento havia sido adicionado.
—
Beleza Metapod! Você aprendeu o Harden! — Impressiona-se o garoto de
Pallet.
Após
se recompor, Carom volta-se para seu Pokémon caído e o recolhe para sua esfera.
—
Venonat, volte! — Chamou Carom. — Você foi um bravo Genin. Agora, descanse.
Posteriormente,
se vira para olhar para o jovem de boné. Carom estava chocado com a execução da
luta de Ash, pois com um Pokémon inseto recém capturado, ele havia conseguido
contornar aquela luta duríssima.
Claro,
seu Venonat era apenas um Pokémon recente, mas eles haviam treinado um pouco, e
do que ele havia observado, não havia se passado nem um dia inteiro que o jovem
havia o capturado.
—
Estou impressionado, Ash. Não pensei que seu Caterpie poderia fazer frente com
o meu Venonat. — Elogiava Carom com um sorriso.
—
Obrigado. Seu Venonat era durão, mas eu notei uma fraqueza durante a luta. —
Disse Ash confiante.
—
Uma fraqueza? — Indagou Carom curioso.
—
Sim. A primeira delas era sua execução das ordens para com seu Pokémon. Por
conta do fato de tais títulos para seus comandos, seu Pokémon demora muito para
executar a ação, o que fez meu Caterpie ser mais rápido. — Explicava Ash.
—
“Não pode ser! Ele também notou essa minha fraqueza?!” — Pensava Carom
perplexo.
—
E a segunda era que, a movimentação do seu Venonat. Ele era capaz de se mover
saltitando, entretanto, se eu o imobilizasse, ele se tornaria um alvo fácil.
Então, esperei a hora certa e ordenei o String Shot para selar seus
movimentos e alcançar a vitória. — Ash terminou de pontuar.
Era
realmente um fato. Venonat era um Pokémon ágil, mas limitado. Se caso seus
movimentos fossem restringidos, ele dificilmente conseguiria se soltar sozinho,
resultando em uma derrota completa.
—
Eu vejo. Você notou a fraqueza das nossas técnicas ninja. Assim como ele... —
Carom dizia desapontado, enquanto se recordava de uma certa batalha.
Em
sua mente, ele conseguia visualizar claramente. Um campo de batalha preenchido
de rochas destroçadas e um terreno arenoso. Diante dele, havia um homem de
cabelos espetados, alto e imponente. Sua fisionomia era rígida e sua confiança
parecia inabalável.
Este
homem havia destruído seu time, deixando Carom com uma marca de uma amarga
derrota. Nunca antes em sua jornada havia sido derrotado de uma forma tão
unilateral.
Por
esse motivo, ele havia retornado para a floresta. Ele estava decidido a
fortalecer seu time e ficar mais forte para, eventualmente, triunfar sobre
aquele Treinador.
—
Carom? — Questiona Ash, ficando desconfortável com a expressão do Poké Ninja.
—
Ah sim! Perdoe-me pela espera! — Desculpou-se cordialmente o Ninja. — Admito,
Ash. Você pode ter derrotado meu Genin, mas este aqui irá tratar de trazer a
minha vitória. Vamos fazer barulho, Beedrill!
Ao
lançar sua outra Poké Ball, um novo ser surge. Este sendo um inseto voador. Sua
aparência era semelhante a uma enorme vespa, de cores amarelas e com listras
pretas. Seus olhos eram enormes e possuía um ferrão enorme e um par de asas.
Ash reconhecia aquela criatura. Este inseto era conhecido por seu comportamento hostil e ferroadas dolorosas. Seu nome era popular entre os Treinadores iniciantes e aterrorizava os desavisados. Seu nome era: “Beedrill”.


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