Pokémon: TLD - Capítulo 05: Confronto no Pokémon Center
Até
aquele momento, Ash não acreditava que seu dia poderia se tornar ainda mais
caótico. Depois de ter que lidar com um enxame de Spearow’s furiosos, ele
sequer cogitava a pensar que o prédio do Pokémon Center seria invadido por um
grupo de criminosos.
Após
uma pausa breve, o grupo invasor começa a falar novamente.
—
Bem, permita que a gente se apresente! — Comenta a voz masculina dentro da
névoa escura.
Posteriormente,
a fumaça começava a se dissipar, revelando os rostos dos bandidos.
—
Pra proteger o mundo de toda a devastação!
—
Pra unir todas as pessoas em nossa nação!
—
Para denunciar os males da verdade e do amor! / Para estender o poder as
estrelas!
—
Eu sou a Jessie! / E eu sou o James! — Apresentam-se a mulher de cabelos rubros
e o rapaz de cabelos azul violeta. — Equipe Rocket, decolando na velocidade da
luz! / Rendam-se agora ou preparem-se para lutar!
—
Meowth! É isso aí! — Completa o Pokémon felino.
—
E-esse Pokémon... falou?! — Indaga Serena perplexa.
—
Haha! Eu posso até cantar e dançar se eu quiser, piralha idiota! — Esnobou
Meowth.
—
S-Serena! Use a Pokédex! — Falou Ash apreensivo. — Precisamos de informações
sobre essas coisas.
—
Tá bom! — Concordou a jovem, que trouxe para a mão o seu aparelho que havia
recebido de Ash.
Ambos
os dois escaneiam os Pokémon até então desconhecidos. Após uma curta espera, a
análise era finalizada.
—
EKANS / N° 023 / Veneno: Ele pode soltar livremente sua mandíbula para engolir
presas grandes inteiras. No entanto, ele pode se tornar pesado demais para se
mover. — Explicou Dexter.
—
Olá! Eu sou a inteligência Articial da Pokédex, Elexa. Irei agora oferecer meus
serviços de armazenamento de...
Antes
que a inteligência artificial da Pokédex de Serena terminasse sua introdução, ela
a interrompia.
—
Elexa desculpe, mas poderia deixar a apresentação para outra hora? É uma
situação de emergência! — Disse Serena com ansiedade em sua voz.
A
Pokédex então rapidamente parou e entrou em modo de análise rápida.
—
KOFFING / N° 109 / Veneno: Gás tóxico fica contido em seu corpo fino em formato
de balão, o que pode causar explosões enormes. — Detalhou Elexa.
—
MEOWTH / N° 052 / Normal: Tudo o que ele faz é dormir durante o dia. À noite,
ele patrulha seu território com os olhos brilhando. — Adicionou Dexter.
Ash
agora sentia que as coisas não pareciam nada bem. Aquele grupo não só tinha
Pokémon agressivos como a serpente estranha, uma esfera de gás e para terminar
essa receita macabra, um Pokémon que era capaz de falar a língua humana.
—
Viemos buscar os Pokémon deste estabelecimento. — Declarou James.
—
Estamos aqui em busca de Pokémon raros e valiosos. — Adicionou Jessie.
—
Estão perdendo seu tempo. Este local é para os Pokémon doentes e feridos. —
Expressava Joy, temendo pela vida dos Pokémon do hospital.
—
Bem,C isso pode até ser verdade, mas eu não ficaria nada surpresa de encontrar
alguns Pokémon preciosos dentro de toda essa sucata. — Debochou Jessie.
Ash
sentia nojo daquele trio. O garoto notara que, além de afrontosos, eles sequer
se importavam com a vida dos monstrinhos que se mantinham em recuperação no
Pokémon Center.
—
Vocês estão começando a me encher. — Murmurava Ash, apertando seu punho com
força.
—
Meoowth! Já chega de falatório! Vamos acabar com isso agora! — Apontou Meowth.
—
É pra já! Ekans e Koffing, ataquem! — Comandaram juntos a dupla.
De
repente, os Pokémon venenosos começam a investirem contra o grupo de Ash. O
Pokémon esfera começou a expelir mais de seu gás venenoso enquanto Ekans
serpenteava até as suas vítimas.
—
Corrram! Berrou Ash, rapidamente, agarrando a maca de Pikachu e se preparou
para correr.
Serena
e Joy já começaram a se movimentar para longe dos invasores. Apressadamente,
eles passam por trás da mesa da recepção, em uma tentativa de despistá-los.
De
repente, a serpente arroxeada saltou em direção aos humanos, visando
abocanhá-los com sua mordida. O grupo consegue se esquivar por pouco e o
Pokémon atingiu no lugar o computador da mesa, arrancando e destruindo com
ferocidade.
Apesar
de terem evadido de Ekans, Koffing veio na direção do trio, que conseguiu se
abaixar, escapando do seu golpe de rasante.
—
O-o que faremos? — Perguntava Serena, temendo não serem capazes de sair daquela
situação.
—
Me sigam, por favor! — Pediu a enfermeira. — Tem uma sala que preciso ir, pois
lá é onde os Pokémon de alguns Treinadores estão armazenados. Preciso impedir
que sejam furtados.
—
Mas como? — Questionava Ash, enquanto via Pikachu, que parecia sentir um
desconforto em sua maca devido a situação caótica.
—
Não se preocupem. Existe um método para que possamos salvá-los. Apenas me
sigam. — Dizia Joy seriamente.
Ash
e Serena então assentem e permitem que Joy os guie até a sala. Eventualmente,
após uma corrida, eles chegarem em uma porta dupla virando um longo corredor
reto. Joy abre e a rapidamente a tranca.
Os
dois jovens então ficaram impressionados por haver uma sala com uma prateleira
enorme cheia de Poké Balls. Mas como se as coisas não pudessem piorar, houve
uma súbita queda de energia, deixando-os na escuridão.
—
O que aconteceu? As luzes... — Falou Serena em espanto.
—
Eles devem ter cortado o gerador de energia. — Informou Joy.
—
“Droga. Eles realmente foram ardilosos. Eles decidiram atacar o gerador para
nos impossibilitar de chamar ajuda externa.” — Pensava Ash indignado.
—
Mas fiquem tranquilos, pois o nosso Pokémon Center possuí o seu próprio Poké
Gerador. — Comentou Joy com um sorriso confiante.
As
palavras da enfermeira se provaram verdadeiras. Mesmo com dificuldade de
enxergarem, Ash e Serena conseguiram ver faíscas saindo de uma espécie de
lâmpada ao fundo da sala, que aumentava a potência gradualmente, até que então
várias descargas elétricas fluíram pela máquina. Após isso, as luzes do Pokémon
Center voltaram a brilhar.
Porém,
o inesperado era que, por uma tela de vidro, podia-se ver que a energia
elétrica que alimentava a máquina ao fundo eram um grupo de Pikachu’s correndo
em uma esteira circular em ritmo constante.
—
Uau, Ash! Olha só quantos Pikachu! — Exclamou Serena, genuinamente surpresa com
a quantidade deles.
Ash
realmente também se surpreendeu. Ao que aparentava, isso era algo único deste
Pokémon Center, já como dito pela enfermeira. Mas voltando-se a realidade, eles
precisavam agora aproveitar a oportunidade para pensarem em algo.
Joy
então se dirigiu ao computador da sala. Ela rapidamente começou a digitar
comandos no teclado, esperando que funcionasse. Logo, ela ativou o protocolo de
segurança.
—
Aqui é a enfermeira Joy e esse é o Pokémon Center da cidade de Viridian! Temos
uma situação de emergência e preciso de um transporte de Poké Balls para a
cidade de Pewter imediatamente! — Comunicou a enfermeira pelo microfone do
computador.
Enquanto
ela aguardava, Ash e Serena notavam uma outra máquina, que parecia ser o tal
transportador. Um braço metálico esguio se moveu em direção as prateleiras e
começou a coletar uma Poké Ball por vez, colocando-as em uma esteira grande,
que guiava as esferas coletadas até um compartimento, onde a bola seria
transportada.
Após
alguns segundos de espera, a resposta da chamada veio.
—
Aqui é o Pokémon Center da cidade de Pewter. Carregador pronto. Preparado para
receber as Poké Balls. — Confirmou a outra enfermeira.
Com
a permissão concedida, Joy apertou outro botão, ativando a máquina, que
disparou um raio brilhante que fez a esfera desaparecer.
—
Isso! — Disse Joy esperançosa.
Para
a infelicidade do grupo, uma fumaça escura começava a adentrar pelas frestas da
porta, começando a aumentar em quantidade. Era o que eles temiam.
—
Koooffing! — Subitamente, a porta era arrombada por Koffing, destruindo-a por
completo, e na sequência, derrubando a prateleira que estava cheia de Poké
Balls.
—
Pensam que podem se esconder de nós? Que patético! — Zombou Jessie.
—
Não há para onde fugirem. Seria mais fácil se nos entregassem os Pokémon sem
resistirem. O que acham? — Argumentou James.
—
Ou preferem encarar a nossa cólera? — Ameaçou Meowth, com Ekans ao seu lado.
Ash
notava que estavam sem saída. Ele até os confrontaria sem pensar duas vezes, no
entanto, seu Pikachu estava debilitado e ainda estava de repouso e ele não
tinha quaisquer Pokémon consigo.
De
repente, Serena se põe na frente do grupo, deixando os Rockets confusos.
—
N-nós não... i-iremos nos render! — Gaguegou a jovem menina, que tentava
esconder seu apavoramento.
—
Olha só! Parece que a pirralha está querendo brincar com a gente! — Dizia
Jessie, desdenhando da kalosiana.
—
Que tolice! — James completa.
Serena
então olha para Ash com um olhar determinado, enquanto puxa sua Poké Ball.
—
“Eu... eu preciso ajudar o Ash e a enfermeira Joy. É a minha chance de
protegê-lo, como você fez por mim uma vez.” — Pensava Serena, respirando
fundo e reunindo coragem. — Tá legal! Saia Fennekin!
—
Fenneee! — A esfera se abria, revelando a raposa de fogo, que expelia pequenas
brasas de sua boca, demonstrando empolgação pelo chamado de sua Treinadora.
—
“Aquele Pokémon...” — Pensa Ash espantando, ao ver pela primeira vez um
Pokémon nativo de outra região. — “Eu não consigo analisá-lo, mas... se ele
é um Pokémon Inicial da região de Kalos, eu assumo que ele provavelmente é do
tipo Fogo.”
—
Fennekin, aquelas pessoas são más e desejam roubar os Pokémon daqui. Devemos
protegê-los. — Informou a Yvonne.
A
raposa de pequeno porte ao ouvir tais absurdos, estreitou seu olhar carmesim,
demonstrando hostilidade para com os bandidos.
—
O que é aquela coisinha, James? — Indaga Jessie atônita.
—
Aquilo é... — James tenta verificar os dados com seu aparelho mas não consegue.
— ... Não aparece nenhum dado.
—
Meeooowth! Parece que acabamos de encontrar temos um Pokémon raríssimo,
pessoal! — Empolgou-se o Pokémon felino.
—
Nem pensar! Não irão levar nada daqui! Fennekin, use o Ember! — Comandou
Serena.
—
Espera! — Interrompe Joy abruptamente, deixando Ash e principalmente Serena
confusos. — Se você usar um ataque do tipo Fogo aqui dentro com essa fumaça,
ela poderá espalhar as chamas por todo o prédio!
De
fato, eles não esperavam por essa. Ash havia estudado que a maioria gases que
os Pokémon venenosos expeliam eram inflamáveis. O ataque de brasas de Fennekin
poderia fazer ocorrer uma reação em cadeia que destruiria o Pokémon Center.
—
Hahaha! Pelo visto, sua jogada foi por água a baixo, pirralhinha! — Gargalhou a
mulher de cabelo magenta.
—
E agora? O que vai fazer? — Indagou o homem de cabelos cor de ametista, desafiando
a garota a enfrenta-los.
Serena
sentia pavor naquela situação. Fennekin agora estava impossibilitada de usar
seu movimento assinatura, tendo que depender agora dos seus restantes, o que
deixava tudo ainda mais aterrorizante.
Mas
ela não desistiria. Não naquele momento.
—
“Não vacile agora, Serena. Ash e a enfermeira estão contando com você. É
como ele te ensinou: nunca desista até que que acabe.” — Pensava Serena,
tentando manter a compostura.
Expressando
sua determinação, Serena vira-se para o moreno.
—
Ash, eu irei segurá-los! Você e a enfermeira tem que sair daqui! — Pediu a
caramelada.
Aquelas
palavras deixaram Ash e a enfermeira em completo choque.
—
Nem pensar, Serena! Eu não irei te deixar pra trás e... — Exclama Ash irritado
com as palavras da amiga.
—
Ash, eu sei que é loucura. Mas vocês precisam salvar esses Pokémon e você
principalmente seu Pikachu. Sem falar que, se lutarmos aqui dentro, vocês
seriam o alvo deles por estarem mais vulneráveis. — Explicou Serena.
Naquele
momento, o rapaz se sentia impotente. Ele sabia que ela estava com toda a
razão. Entretanto, Ash não estava disposto a deixar Serena sozinha para
enfrentar os bandidos, ainda mais depois de ter feito a promessa com Grace.
—
Ash, ela está certa. Além disso, os Pokémon devem ser nossa maior prioridade
agora. — Enfatizou Joy com um olhar sério.
O
moreno então se via em um impasse. Ele sabia que não poderia deixar Pikachu ser
um alvo de ataques em seu estado atual, além da segurança da enfermeira e dos
Pokémon em jogo. Contudo, ele também jamais se perdoaria se Serena acabasse
machucada, assim como seu Pokémon.
Ele
precisava tomar uma decisão de imediato, que seria o caminho mais seguro para
todos.
Com
um imenso pesar, ele sabia que esse era o caminho a ser tomado. Segundos
depois, Ash tomava sua decisão.
—
Tudo bem. Serena, estamos indo. Por favor, se cuidem. — Suplicou Ash, desejando
que sua amiga e Fennekin conseguissem triunfar nesse confronto.
—
Deixa com a gente, Ash! / Kin! — As duas afirmaram sorridentes.
Ash
então segurou firme a maca do Pokémon elétrico e se dirigiu correndo para fora
da sala com a enfermeira o acompanhando na corrida.
Naquele
momento, Jessie fez um sorriso ardiloso.
—
Aonde vocês pensam que vão? Ekans, persiga-os! Não os deixe escapar! — Bradou
Jessie, e sua serpente começaram outra perseguição junto de Meowth, dessa vez,
focando em ficar no encalço de Ash e Joy.
—
Ash! — Gritou Serena aflita. — Vamos, Fennekin!
—
Alto lá, pirralha! Eu serei seu oponente! — Disse James, se colocando na
frente, obstruindo a saída.
—
Kooffing! — Grunhia o ser gasoso, enquanto flutuava e visava massacrar seus
adversários.
Vendo-se
sem escolha, Serena sabia que precisa derrotar aquele bandido se quisesse poder
dar suporte a Ash.
—
Fennekin, use o Tail Whip! — Bradou Serena.
—
Fenneee! — Latiu a raposinha, que deu um salto giratório gracioso enquanto
balançava sua cauda, o que fez Koffing sentir seu corpo fraquejar.
—
Não pense que vai nos vencer com essa dancinha ridícula! Koffing, lance o seu Sludge!
— Comandou um James ofendido.
—
Kooffing! — O Pokémon tóxico flutuante, disparou com sua boca seu ataque de
esterco.
—
Rápido Fennekin, evasiva! — Rapidamente ordenou a kalosiana.
—
Kin! — Com um reflexo rápido, a Pokémon de fogo se esquiva habilmente do ataque
lamacento.
—
Vamos ver o quanto você aguenta. Koffing, continue a disparar o Sludge! —
Instrui o homem.
—
Fennekin, continue a desviar e assim que tiver uma brecha, vá pra cima e ataque
com Scratch! — Exclamou Serena, esperando que funcionasse.
Fennekin então continuou a se movimentar.
Koffing tentou atingi-la, porém, a raposa de pequeno porte era mais rápida e se
esquivava da sucessão de disparos do ser gasoso.
Em
uma pequena brecha ao se aproximar, Fennekin saltou e com suas garras
brilhantes, conseguindo atingir Koffing.
—
Koooo! — Koffing grunhia de dor ao diretamente no rosto, fazendo o Pokémon
venenoso ser jogado para trás, sentindo que havia sido dano considerável.
James
sentia-se intimidado pela garota. Ele acreditava que ela apenas estava fazendo
uma banca de forte, mas parecia que esse não era o caso. Ele não admitiria ser
derrotado por uma mera Treinadora.
—
N-não pense que já venceu! Koffing, use o Poison Gas! / Koffiiing! —
Clamou James, decidido a usar a arma mais forte de seu Pokémon e o Pokémon
gasoso assentiu.
—
Essa não! — Disse Serena apreensiva.
Em
poucos instantes, Koffing cobriu aquela sala com seu gás, fazendo a jovem ter
que tapar o seu nariz, temendo que inalar o gás pudesse ser prejudicial.
—
Hahaha! O que acha disso agora? — Ria James sentindo-se triunfante. — Koffing,
ataque com Tackle!
—
Fennekin, cuidado! Ele está vindo! — Alertou Serena, temendo por sua Pokémon.
Fennekin
começava a tossir pela fumaça, ao mesmo tempo que sentia-se desorientada. De
repente, um ataque surpresa atingia a raposa, que era jogada para trás com a
pancada.
—
Fennekin! — Gritou Serena aflita. — Se recomponha e use o Howl!
—
Fenneee! — Uivou a raposa, fazendo Koffing notar sua força levemente se esvair.
—
Droga. Essa garotinha está fazendo os status do Koffing abaixarem. Vamos acabar
com isso, Koffing, use o Sludge até acertá-la!
O
globo gasoso, na tentativa de finalizar a adversária, decide disparar outro
ataque de esterco, entretanto, sua pontaria estava prejudicada por não saber a
localização exata do alvo.
Fennekin
desviava do primeiro, mas o segundo a atingia nas costas. Ela latia, sentindo a
dor do golpe. Serena estava ficando nervosa. Ela se sentia cada vez mais contra
a parede.
—
“Fennekin não irá conseguir atacar desse jeito. Mesmo que o Koffing também
não esteja enxergando dentro da fumaça, é questão de tempo até que ele a
atinja. O que eu posso fazer? Pensa Serena!” — Divagava a caramelada, que
durante alguns segundos analisava a situação. — “Espera. Nossos Pokémon
podem nos ouvir bem. Pelo que eu li nos livros, os Pokémon canídeos possuem uma
audição bem aguçada, então... talvez funcione.”
Enquanto
isso, Fennekin fora atingida novamente, para o deleitar de Koffing.
—
E agora? Já vai desistir, pirralhinha? — Caçoava James. — Koffing, ataque com Sludge
mais uma vez.
—
Fennekin, me ouça. Feche os olhos e concentre-se nos sons. Use-os para prever
de onde os ataques estão vindo e dê a evasiva. Você consegue! — Gritava Serena,
encorajando a sua Pokémon de fogo.
—
“Hehehe! O que diabos ela está pensando? Não há como ela ser capaz de
descobrir a localização do Koffing tão facilmente.” — Pensava o membro dos
Rockets.
—
Kooffing! — A bola roxa flutuante cuspia novamente o ataque de dejetos.
—
Fenne... — A Pokémon de Fogo então fechou seus olhos e usando suas orelhas,
concentrou-se em prol de captar o som com precisão.
O
ataque de esterco se dirigia, cortando a fumaça e Fennekin sentia uma vibração
diferente se aproximar. Sentindo que era a oportunidade, ela rapidamente abria
seus olhos.
—
Kin! — Latiu a raposa, saltando no momento exato antes do movimento colidir com
seu corpo.
—
É isso aí, Fennekin! — Elogiava Serena, feliz por seu plano ter funcionado. — Agora,
use o Tail Whip!
—
Fennee! — Fennekin salta com giro enquanto abanava sua cauda, mais uma vez,
enfraquecendo as defesas do oponente.
— N-não pode ser! — Falava James apreensivo. —
Koffing, continue a atacar com Sludge! Vamos!
—
Vamos Fennekin, use sua audição novamente e use o Tail Whip novamente! —
Bradou Serena, sentindo-se esperançosa.
O
Pokémon esfera, em um ato desesperado, começa a atacar com suas rajadas, mas
para o seu azar, Fennekin mais uma vez consegue se esquivar e consegue a tempo
utilizar seu movimento gracioso de giro, fazendo os status de Koffing ficarem
ainda mais baixos.
—
É hora da nossa ofensiva! Fennekin, utilize essa estratégia e se aproxime do
Koffing e use o Scratch! — Comandava a caramelada.
—
Kin! — Fennekin latiu confiante. Rapidamente, usando suas orelhas felpudas, e
captando precisamente os sons, a raposa corria ligeiramente, desviando para
esquerda, depois direita, e por fim novamente esquerda.
Ela
salta para fora da fumaça, surpreendendo o ser esférico de gases tóxicos, que
antes sorridente, agora estava com uma face preenchida pelo medo.
—
Feeenekin! — Furiosamente, Fennekin desferia um golpe de garra, que causa um
dano massivo em Koffing, jogando contra a parede.
—
Kooooo! — Koffing gemia de dor com a pancada.
—
Koffing! — Desesperava-se James, colocando as mãos na cabeça ao ver o estado de
seu Pokémon.
O
Pokémon do tipo Veneno se encontrava com os olhos girando, totalmente
desacordado para a descrença do bandido.
— Não! Koffing! — Lamentou James ao ver seu
amado Pokémon nocauteado. — Volte!
O
rapaz de cabelos azul violeta recolhia seu valoroso aliado para sua Poké Ball.
Naquele momento, a fumaça começava a se dissipar com a derrota de Koffing.
James sentia-se intimidado. Nem mesmo em seus maiores sonhos ele esperava ser
derrotado, muito mais por um aparentemente Treinadora novata.
—
I-isso não vai ficar assim, ouviu? — Gaguejava o bandido, antes de sair
correndo como se sua vida dependesse disso. — Vai ter volta!
—
Não fuja! — Gritou Serena irritada. — Precisamos ir atrás dele, Fennekin! —
Argumentou Serena.
—
Kin! — Confirmou Fennekin com um latido.
Com
isso, ambas correram atrás do membro da Equipe Rocket que fugia em pânico. Ela
apenas esperava que Ash e a enfermeira estivessem sãos e salvos.
De
repente, Serena e Fennekin ouviam um barulho. Parecia um choro de Pokémon,
chamando por ajuda. De repente, ao se virar, ela notava que o grupo de
Pikachu’s ao fundo parecia se agitar.
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Durante
o começo do confronto entre Serena e James, Ash e a enfermeira corriam às
pressas pelos corredores do Pokémon Center. Ash carregava a maca de Pikachu,
esperando que, de alguma forma ele e Joy conseguissem contatar as autoridades.
A
—
Aguente firme, Pikachu! — Dizia Ash, tentando tranquilizar seu Pokémon.
De
repente, ao olhar para trás, o jovem palletiano se deparava com a visão da
mulher cabelos cor magenta da Equipe Rocket perseguindo-os ao lado do Meowth
falante e sua Ekans.
—
Não irão fugir de mim! — Gritava Jessie.
—
Essa não! — Exclama Ash, sentindo uma sensação de pavor preenchendo seu peito.
Ele não desejava ser pego, porém, sua mobilidade estava reduzida por ter que
conduzir a maca.
—
Não permitirei que corram mais! Ekans, use o Bite naquele pirralho! /
Ekaaansss! — Ordenava Jessie e seu Pokémon serpente acatava ao seu comando.
Rastejando
com ferocidade, Ekans consegue se aproximar perto o suficiente.
—
Eekaaans! — Sibilava Ekans, que com um salto, tenta abocanhar o garoto.
Ash
tenta desviar, mas era complicado devido a maca ser difícil de mudar a direção.
Por muita sorte, Ash consegue virar seu corpo para a direita a tempo, todavia,
Ekans ainda assim conseguiu derrubar o garoto.
—
Aaaaah! — Gemia Ash, que rolava pelo corredor, enquanto a maca de Pikachu
continuou seu caminho até colidir com os escombros da mesa da recepção.
O
estrondo fez com o que o rato elétrico que se encontrava repousando finalmente
despertasse de seu sono.
—
Pikaa... Pikachu abria os olhos lentamente, se sentindo levemente desorientado.
—
Ash! — Gritava a enfermeira preocupada com o garoto.
O
rapaz levantava-se a duras penas devido à queda. Enquanto isso, os Rockets se
aproximavam do grupo, cercando Ash e Joy.
—
Acho que agora já acabou a brincadeira! Vocês estão acabando com o meu cabelo. —
Dizia Jessie, enquanto ajeitava sua cabeleira extravagante.
—
Eeeekans! — A predadora rastejante sibilava de forma intimidadora.
—
Meoowth! Vocês nos deram uma leve canseira, mas já deu. Hora de passar os
Pokémon. Senão... — Ameaçava Meowth, mostrando suas garras afiadas.
—
Pii... kaa... — Pikachu começava a enxergar que seu Treinador e outra pessoa
estavam em apuros. Ele sentia-se que precisava fazer algo. Não poderia deixar
seu Treinador sofrer novamente.
Ash
e Joy se viam encurralados. O último lampejo esperança parecia ter se
extinguido. O moreno naquele momento internamente fazia suas preces para
Arceus. Ele queria que Serena e Fennekin estivessem bem, e que ele pudesse ver
o novo amanhã. Ele desejava não morrer naquele momento.
—
PIIIKAAAAAAAA!!! — O rato elétrico soltou um grito estridente, que deixou todos
os presentes atônitos, principalmente Ash.
Subitamente,
segundos após o berro do Pokémon elétrico, um compartimento na parte de cima se
abria, revelando um grande número de Pikachu’s surgindo.
Ash
ficava surpreso. Aqueles eram os Pokémon responsáveis por manter o gerador de
energia do Pokémon Center.
Os
ratinhos, que saltavam em cima da maca de Pikachu, fazendo uma grande
aglomeração.
—
PIKAAA...CHUU!!! — Os Pikachu’s unidos descarregavam um poderoso Thunder
Shock em conjunto.
—
AAAAAAAH!!! / EEEEEKAAAAANS!!! — O relâmpago atingia em cheio em Jessie e
Ekans, que gritavam em agonia.
Após
isso, um outro rato elétrico se manifestava. Era ninguém menos do que o Pikachu
de Ash, que parecia se sentir completamente revigorado.
—
Pikapi! — Saudava Pikachu com animação.
—
Pikachu! — Ash vibrava indo até seu parceiro, feliz por ele estar aparentemente
recuperado.
Enquanto
isso, Jessie e Ekans estavam caídos no chão, completamente chamuscadas pelos
ataques elétricos, sem condições de se mexer. Entretanto, havia um que se
manteve intacto.
—
Eu sempre tenho que fazer tudo, Meeoowth! Aquele rato elétrico é apenas um
lanchinho! — Falava o Pokémon felino bípede, sendo o único Rocket de pé.
—
Pikachu, está em condições de lutar? — Questiona Ash com preocupação.
—
Pika! — Pikachu fazia um aceno, demonstrando que estava pronto.
—
Beleza! Afaste-se, enfermeira Joy! Agora é com a gente! — Alertava Ash, no que
a enfermeira assentia e se escondia atrás do balcão semidestruído.
Meowth corria em duas patas, e saltava na direção de Pikachu, trazendo suas
garras afiadas para fora.
—
Meeeowth! Receba o meu Fury Swipes! — Gritava Meowth dizendo o nome do
próprio movimento.
—
Pikachu, mostre pra ele dessa vez o seu Thunder Shock! — Brada Ash,
apontando para o Pokémon gato.
—
Pikaachuu! — Pikachu desferia o seu relâmpago, que parecia ainda mais
potencializado que o normal.
—
MEEEEOOOOWTH!!! — Meowth miava de dor, sendo atingindo em cheio pelo ataque
elétrico, caindo gemendo no chão.
Pelos
corredores, surgia um James assustado, correndo apressadamente em busca de seus
companheiros.
—
Jessie! Meowth! A coisa deu tudo errado! — Exclama o homem amedrontado.
—
Pikachu! Acerte ele também com seu Thunder Shock! / Pikachuuu! — Apontou
Ash e Pikachu não perdeu tempo, lançando uma outra descarga elétrica.
—
AAAAAAAAH!!! — James gritava, sentindo a eletricidade percorrer todo o seu
corpo.
Ele
então cambaleava e caia ao lado de seus comparsas, sem conseguir processar de
onde havia vindo aquele ataque.
—
Ash! — Gritava Serena, que chegava também na recepção ao lado de Fennekin.
—
Serena! Que bom que vocês estão bem! — Dizia Ash aliviado.
—
Fico feliz por estarem bem também. Me parece que Pikachu se recuperou também!
—
É. Temos que agradecer aos Pikachu’s do gerador. Eles nos salvaram no último
segundo. — Explicou Ash agora tranquilo.
Ao
olharem para o grupo dos Rockets, o trio se levantava com dificuldades. Com os
corpos queimados pela eletricidade, eles se esforçavam para ficar em pé.
—
E-eu... não acredito. — Dizia Jessie furiosa, enquanto chamava de volta sua
Ekans inconsciente para sua bola novamente.
—
D-derrotados... por adolescentes. — Adicionava James nervoso.
—
M-Meowth! É por isso que pirralhos são um saco! — Falava o Pokémon felino
exausto.
Ash
e Serena ficavam em posição. Fennekin também rosnava de volta e Pikachu saltava
na frente dos demais, enquanto concentrava raios em suas bochechas.
No
entanto, algo deixava o trio de bandidos ainda mais alarmado. Do lado de fora,
todos podiam escutar sons de sirenes de polícia.
A
policial Jenny descia de sua moto sidecar, e usando um microfone, ela falava
enquanto outros policias se posicionavam cercando a entrada.
—
ATENÇÃO, LADRÕES DE POKÉMON! VOCÊS ESTÃO CERCADOS! RENDAM-SE E SAIAM COM AS
MÃOS PARA CIMA PACIFICAMENTE OU TEREMOS QUE RESTRINGÍ-LOS USANDO A FORÇA! —
Anunciou a oficial, deixando todos dentro do Pokémon Center surpresos pela
polícia ter vindo ao resgate.
Ash
e Serena sentiam-se aliviados, sabendo que agora, os bandidos definitivamente
seriam presos.
—
Essa não! A polícia! / Maldição! Precisamos sair daqui! — Alarmavam-se Jessie
seguido por James.
—
Acabou pra vocês, Equipe Rocket! Não há mais pra onde correr! — Exclamava Ash
com seriedade.
Contudo,
de forma silenciosa e inesperada, um objeto caí do teto onde o vidro havia sido
destruído, colidindo exatamente no meio entre o grupo de Ash e os bandidos.
O
objeto então ao atingir o solo, liberava um enorme clarão de luz, deixando
todos os presentes momentaneamente cegos, incluindo Jenny e os policiais.
—
O que é isso? — Indaga Serena, enquanto cobria seu rosto com os braços devido a
enorme luminosidade.
Em
meio a confusão, Ash podia ouvir barulhos vindo de cima, mas sequer conseguia
ver o que estava acontecendo.
Sons
de passos ecoavam no ambiente. Haviam mais pessoas que adentravam o Pokémon
Center. E conforme o brilho diminuía, Ash conseguia ver duas silhuetas junto do
trio, mas sequer pode ver seus rostos.
Quando
finalmente a claridade excessiva se dissipava, todos se espantavam ao ver que
os bandidos já não se encontravam mais lá.
—
O quê? — Ash perguntava incrédulo.
—
Para onde eles foram? — Fala Serena, não conseguindo acreditar no que havia
ocorrido.
Posteriormente,
os guardas adentravam o Pokémon Center, na tentativa de caçar os fugitivos.
—
Vasculhem toda a área! Eles não podem ter ido muito longe! — Ordenava a oficial
com raiva.
Jenny
se aproximava do grupo de Ash, preocupada com o bem-estar dos reféns.
—
Vocês estão bem? Eles levaram algum Pokémon de vocês ou do Center? —
Interrogava a oficial.
—
Está tudo bem, Jenny. — Quem respondia era a enfermeira Joy, que saia do balcão
finalmente sentindo-se relaxada. — Eu tenho que agradecer aos jovens Ash e
Serena. Senão fosse pela coragem deles, tenho certeza que os Pokémon com
certeza teriam sido furtados.
Jenny
fica surpresa por essa notícia. Um grupo de adolescentes acabara de lidar com
uma gangue de bandidos? Esse era um desfecho bem impressionante.
—
I-isso é um alivio. Eu agradeço imensamente a vocês. Com certeza não só eu, mas
toda a cidade de Viridian. — Dizia a
policial, fazendo uma reverência respeitosa para os adolescentes.
Ash
e Serena não tem palavras para responder, apenas coravam com o enorme
agradecimento da policial.
—
Porém... — Apontava a mulher de cabelos esverdeados seriamente. — É melhor não fazerem isso novamente! Quando
um perigo ocorrer, vocês devem sempre alertar as autoridades para que possamos
fazer o nosso trabalho!
Ash
e Serena assentiram. Realmente, ela não estava mentindo, pois acabaram de
enfrentar um grupo de ladrões que havia cometido um grande ato de vandalismo
dentro do Pokémon Center, sem falar que ainda houve uma batalha mortal contra
os bandidos. Isso realmente não era algo que um grupo de Treinadores novatos
deveria fazer em seu primeiro dia de jornada.
—
Agora, preciso me juntar aos outros. Temos que encontrar esses bandidos e ter
certeza de coloca-los atrás das grades. Desejo a vocês uma boa noite. Até logo.
— Explicou Jenny, se despedindo do grupo.
Ash
e Serena sentiam que finalmente podiam respirar novamente após toda a confusão.
—
Hehehe. Hoje foi um dia e tanto, não acha Serena? — Dizia Ash, tentando
amenizar o clima.
—
Sim. É verdade. — Respondia Serena cabisbaixa. — Mas é uma pena. Nosso
reencontro que era para ser tranquilo, acabou se tornando um caos completo.
Ash
então se aproxima da amiga e coloca a mão no seu ombro.
—
Tá tudo bem, Serena. É verdade que esse dia bem turbulento, mas sabe? Esse é
apenas o primeiro dia. Ainda teremos muito tempo para aproveitar em nossa
jornada, não acha? — Confortava Ash com um sorriso caloroso.
Ao
ouvir aquelas palavras, Serena sentia-se mais despreocupada. Realmente, por quê
ela estava se sentindo tão péssima? Não era como na infância, onde eles tiveram
que se separar. Dessa vez era diferente, pois eles estariam juntos e por muito
tempo.
—
Tem razão. Obrigada, Ash. — Agradecia Serena com um sorriso alegre dessa vez.
—
Ah é verdade! — Ash lembrava-se de algo. — Ei, Pikachu! Venha aqui cumprimentar
nossas novas colegas de viagem.
Pikachu
se aproxima de forma extremamente cautelosa. Ele havia criado um laço genuíno
com Ash, mas ainda se sentia desconfortável para com outros humanos.
—
Tá tudo bem, Pikachu. — Ash disse, se ajoelhando na frente de seu parceiro. —
Eu posso te assegurar que Serena é uma ótima pessoa. Sei que ainda se sente
desconfiado com humanos, mas se existe uma pessoa que realmente eu considero
bastante, essa pessoa é a Serena.
A
kalosiana internamente se derretia com tais elogios. Ash realmente a
considerava alguém importante em sua vida.
Serena
então se aproximou e assim como o moreno, se ajoelhou na frente do pequeno ser
elétrico.
—
Pikachu, meu nome é Serena Yvonne. Sou amiga do Ash e essa ao meu lado é a
minha parceira, Fennekin. É um prazer conhecê-lo. / Fenfen! — Apresentavam-se
as garotas educadamente e com sorrisos gentis.
Pikachu
sentia-se levemente receoso, porém, se o que seu Treinador falara era verdade e
Serena era sua amiga de grande consideração, Pikachu daria o benefício da
dúvida novamente.
—
Pikapikachu! — Expressava Pikachu com um tom alegre, como se respondesse:
“Prazer conhecê-los também”.
Serena
e Fennekin, sentiam-se felizes e começavam a interagir com o ratinho, enquanto
Ash sentia um enorme alívio no peito.
================================
Dentro
de um local sujo e fedorento, onde uma correnteza de água coberta por dejetos
escorria pelos enormes canos, o trio Rocket se encontrava em uma plataforma
embaixo das ruas da cidade de Viridian, mais especificamente nos esgotos.
—
Meeeowth! Escapamos por muito pouco dessa! — Falava Meowth aliviado.
—
Ainda bem! Eu podia jurar que era o nosso fim! — Dizia Jessie com um suspiro.
—
E deveria ser mesmo! — Uma voz feminina fazia presença.
Aquela
voz fazia o sangue do trio gelar. Eles reconheciam aquele tom de voz. Com muito
receio, mas sabendo que não havia como fugirem, eles olham para trás e a visão
os aterrorizava.
Duas
figuras revelavam-se graças as luzes que invadiam entre as frestas das tampas
do bueiro.
A
primeira era uma silhueta curvilínea, revelando-se uma mulher de cabelos longos
e rosados. O brilho da luz refletia em seus olhos cor violeta e usava brincos
da mesma cor dos cabelos semelhantes a garras. Suas roupas era semelhante aos
uniformes de Jessie, exceto que detinha uma coloração negra, além de um par de
luvas cinzas, um cinto metálico, short curto e um conjunto de meias pretas e
botas longas.
A
outra era uma figura alta. Este que era um homem, possuía cabelos curtos com
uma coloração azul marinho. Seus olhos azuis profundos escondiam-se atrás de
seus óculos quadrados. Seu uniforme, também parecido com o de James, porém era
escuro. Sua fisionomia era definida, demonstrando ter um porte atlético, luvas
cinzentas, um cinto de ferro, calça preta e botas com uma cor grisalha.
Os
olhos dos três se arregalaram. Eles jamais esperavam que tais figuras estariam
aqui.
—
S-senhora Rosavia?! / S-senhor Bleuross?! — Falavam Jessie e James
estarrecidos.
Neste
momento, os três se ajoelham diante da dupla.
—
S-senhores! N-nós sentimos muito! Podemos explicar tudo... — Meowth tentava se
desculpar pelo grupo, mas fora interrompido.
—
Eu não posso acreditar! — Esbravejava Rosavia, batendo o pé no chão de tal
forma que assustou o trio. — A missão de vocês era algo trivial, e vocês foram
derrotados por um bando de adolescentes?!
—
S-senhora Rosavia, acontece que aqueles pirralhos não eram fracos! Eles
possuíam habilidades promissoras em comparação com os Treinadores normais. —
Dizia James, tentando justificar.
—
S-sem falar que... nós fomos surpreendidos por um ataque de um bando dos
Pikachu’s e... — Jessie tentava adicionar mais no pedido de desculpas.
—
Acham que essa desculpa esfarrapada é digna de um agente?! E vocês se
consideram agentes da valorosa Equipe Rocket?! Hein?! — Exclamava a rosada com
raiva.
Os
três temiam o pior. Provavelmente, seriam castigados e severamente torturados,
como ocorria com aqueles que falhavam com a organização. Eles sabiam que as
missões não eram cabíveis falhas de nenhuma forma.
No
entanto, inesperadamente, o homem alto colocava a mão no ombro da agente ao seu
lado, acalmando-a.
—
Já chega, Rosavia! Está tudo bem! — Falou Bleuross.
—
M-mas isso não é certo, Bleuross! Eles merecem ser punidos por conseguem
frustrar essa operação! — Rosavia tentava explicar.
—
Eu entendo. Porém, temos que lembrar que eles acabaram de serem promovidos a
agentes de Rank D. Sem falar que essa é a primeira missão de campo deles. —
Relatava Bleuross, que ajeitava os óculos.
—
Mesmo assim... — A moça de cabelos rosados ainda insistia, entretanto, Bleuross
calmamente continuava.
—
Além disso, apesar da falha da operação, ela não chegará a afetar a Equipe
Rocket, embora é claro que, o chefe ficara desapontado com o desempenho. Mas
deixaremos esse assunto por hora. Fomos encarregados de uma outra missão mais
importante e vocês nos auxiliaram nela. — Disse Bleuross, deixando os Rockets
novatos esperançosos.
—
Meeeowth! Uma nova missão! — Exclamava o Pokémon gatuno. — E que tipo de
operação seria essa?
—
Iremos fornecer os detalhes depois. Por agora, apenas estejam cientes de que a
missão é chamada de “Operação Monte-Lua”. — Rosavia falava bruscamente para os
demais. — Agora, vamos seguindo. Temos que sair da cidade sem sermos vistos.
Nos sigam!
Após
o comando dado, Rosavia e Bleuross caminhavam na frente, guiando o caminho,
enquanto o trio os seguia.
—
Os veteranos são realmente incríveis, não são? — Expressava James impressionado
com a presença dos agentes.
—
Não é à toa que eles são os agentes de Rank A da Equipe Rocket. — Mencionava
Meowth.
—
É... vocês tem razão. — Murmurava Jessie, insatisfeita.
A
mulher de cabelos magenta estava deprimida. Ela tinha uma grande admiração
pelos veteranos, principalmente Rosavia. Ela se inspirava na beldade de cabelos
rosados, desejando atingir uma posição de destaque semelhante.
Um
agente da Equipe Rocket precisava realmente ser bastante empenhado e diligente
com seu dever, evitando fracassos a todo custo, algo realmente desafiador de se
conseguir. Nem mesmo sua detestável rival, Cassidy e seu companheiro, Butch,
que ela odiava admitir que eram bastante competentes, conseguiram apenas
alcançar o Rank C.
Para
agentes alcançarem o Rank A fora necessário extrema dedicação. Ela ficou ainda
mais entusiasmada ao saber que eles seriam responsáveis por instruí-los em suas
primeiras missões.
Neste
momento, Jessie rangia os dentes de frustração. Ao invés de conquistarem
elogios dos agentes de elite, eles falharam e olhares de decepção recaíram
sobre eles.
Ela
apenas ansiava que, como líder da equipe, ela pudesse fazer o melhor para que
na próxima missão, eles consigam fazê-los serem finalmente reconhecidos.
Enquanto
isso, Bleuross e Rosavia andavam alguns passos a frente. Eles já haviam mapeado
a área subterrânea da cidade, de forma que já houvessem traçado uma rota de
fuga segura para casos como este. A dupla não demonstrava pânico, pelo
contrário, eles dialogavam casualmente, sem que o trio pudesse ouvi-los.
—
Por quê você não os repreendeu mais duramente, Bleuross? Se tratá-los dessa
forma, eles ficaram mimados. A organização não os perdoará com tal
incompetência. — Questionava Rosavia perplexa com a atitude do companheiro.
O
homem de cabelos azulados, apenas passava a mão em seu cabelo, tentando pensar
em uma resposta.
—
Bem, eu apenas... me senti me olhando em um espelho. Quando penso que eu devo
brigar com eles, eu me recordo de quando também era um novato. Eu também
cometia erros, porém, eu desejo que, ao invés de passar pelo que eu passei, eu
gostaria de guiá-los da forma que eu ansiava ser pelos meus superiores. —
Contextualizou Blueross com um leve sorriso.
Rosavia
não conseguia deixar de sentir suas bochechas esquentarem levemente com tal
declaração. Ela o conhecia melhor do que ninguém, e pelo que eles passaram
juntos naqueles anos.
—
Francamente. — Suspirava a companheira de cabelos rosados. — Você deveria parar
de ser tão coração mole. — Ela dizia, enquanto escondia um sorriso
imperceptível da vista do colega.
================================
O
Sol começava a raiar, cobrindo a cidade de Viridian com seu brilho caloroso,
anunciando a promessa de um novo dia. No horário de 08:30, Ash e Serena já se
encontravam na entrada do Pokémon Center.
Ambos
tiveram uma excelente estádia, apesar do sufoco que haviam passado na noite
anterior. A enfermeira Joy aproveitou junto de suas Chansey’s para curar os
Pokémon da dupla, como uma forma de recompensá-los, revigorando totalmente suas
forças. Não só isso, mas também decidiu preparar um café da manhã especial, que
para a alegria do grupo, por serem os únicos Treinadores no local, puderam
desfrutar com gosto.
Após
um delicioso café da manhã, os jovens se arrumaram e agora se encontravam
prontos para partir. Pikachu, agora mais à vontade, pendurava-se no ombro
esquerdo de Ash, algo que o Treinador não se opôs.
—
Obrigado pela hospitalidade, enfermeira Joy. — Agradecia Serena.
—
Não há de que, meus jovens. Eu que deveria expressar minha gratidão por tudo o
que fizeram por mim e pelos Pokémon. — Expressava a enfermeira com um genuíno
respeito.
—
Chaansey! — A Pokémon ovo rosada demonstrava um sorriso.
—
Infelizmente, devido ao dano que os bandidos causaram nos computadores, não
poderei fazer o seu registro para que vocês possa participar da Liga Pokémon. —
Lamentava a enfermeira.
—
N-não! Está tudo bem por mim, afinal, eu não desejo participar de uma Liga. —
Dizia Serena sem jeito.
Ash
ficou sem entender as palavras da kalosiana. Ela não desejava participar de uma
competição? Por qual o motivo?
Bem,
ele apenas decidiu não questionar no momento.
—
Está tudo bem, enfermeira. Nós compreendemos. — Respondia Ash, tentando
transparecer otimismo.
A
verdade era que o moreno sentia-se um pouco desapontado. Não que fosse culpada
da enfermeira, afinal, ela foi a vítima de toda essa situação.
Após
o confronto com o grupo da Equipe Rocket, o Pokémon Center apesar de estar de
pé, teve várias partes do edifício quebradas e equipamentos que foram
severamente danificados, fazendo com que o local não tivesse condições de fazer
quaisquer tipos de registros dos Treinadores que passavam pelas redondezas.
Felizmente,
ainda era possível trazer Pokémon para ser examiná-los e mantê-los saudáveis
caso houvesse necessidade, já que boa parte dos aparelhos médicos ainda
funcionavam.
—
Eu aconselho vocês irem para a cidade de Pewter, afinal, se você for um um
novato, é o caminho mais comum que os Treinadores costumam traçar em suas
viagens. — Detalhava Joy.
As
palavras da mulher despertaram uma dúvida no rapaz.
—
Espera. Por acaso, a cidade de Viridian não possuí um Ginásio? — Indaga Ash
confuso.
—
Na verdade, sim. Porém, o Ginásio de Viridian é o mais difícil de toda a região
de Kanto, por conta disso, somente os Treinadores que conquistaram 6 ou mais
Insígnias tem o direito de desafiá-lo. — Respondeu a enfermeira, fazendo com
que o rapaz ficasse bastante empolgado.
—
O Ginásio mais difícil, não é? Tá certo! — Perguntava Ash, que logo sorria,
ajeitando seu boné como um sinal de que aceitava encarar tal provação. —
Esperem só! Eu irei pegar todas as outras Insígnias e retornarei aqui!
—
Pikapika! — Pikachu emitiu um som animado, sentindo a mesma energia de seu
Treinador.
—
Muito bem. Eu desejo a vocês uma boa viagem. — Falava a enfermeira
—
Até mais, enfermeira! / Obrigado por tudo! — Despediam-se Ash e em seguida
Serena.
A
dupla então retirava-se do local e seguiam seu caminho. Ambos estavam animados
para começar o dia e desfrutarem de uma boa caminhada.
—
Cidade de Pewter, aqui vamos nós! / Pikapikachu! — Disse Ash, ansioso para
chegar ao seu destino e Pikachu demonstrava confiante para provar-se para o seu
Treinador.
—
De acordo com que a enfermeira Joy explicou, o caminho mais rápido para se
chegar até lá é atravessando a “Floresta de Viridian”. — Recordava-se a
caramelada. — Então, que tal irmos até o Poké Mart? Seria bom conferirmos
alguns itens que podem ser necessários para caso alguma situação de emergência.
—
É uma excelente ideia, Serena! Foi bom você ter tocado nisso, já que
infelizmente não tenho poções comigo. Vai ser bom abastecermos nossos
suprimentos também. — Elogiava Ash pela ideia precavida da amiga.
—
Ótimo! Então vamos indo! — Disse Serena, satisfeita por sua ideia ser aprovada.
Os dois então caminhavam mais rapidamente em direção ao Poké Mart mais próximo, enquanto conversavam despreocupadamente sobre o que deveriam levar consigo, sem cogitar que a jornada pela floresta reservaria surpresas inusitadas para ambos.


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