domingo, 15 de junho de 2025

Pokémon: TLD - Capítulo 04: Um Reencontro Turbulento

 

Pokémon: TLD - Capítulo 04: Um Reencontro Turbulento

A tarde estava tranquila, enquanto o sol se põe lentamente no horizonte. Durante esse tempo, em um posto policial na entrada da cidade, uma mulher policial fazia a vigília.

 

A mulher de cabelos esverdeados e olhos castanhos demonstrava uma expressão séria e preocupada. Ela um boné de aba preta com um emblema de estrela dourado, além disso, estava com seu traje policial azul claro com detalhes cor de anil assim como sua saia, um par de luvas brancas e sapatilhas de salto pretas.

 

— ATENÇÃO, CIDADÃOS DA CIDADE DE VIRIDAN! FOMOS INFORMADOS SOBRE CAÇADORES ILEGAIS NA NOSSA ÁREA! FIQUEM ATENTOS A QUALQUER UM DE APARÊNCIA SUSPEI... — Alertava a policial em seu alto falante, mas antes que ela pudesse terminar seu aviso, ela se deparava com uma visão curiosa.

 

Ela podia ver um jovem garoto, correndo apressadamente em direção a entrada da cidade, carregando um Pokémon em seus braços.

 

Ash não pensava em mais nada além de encontrar rapidamente o Pokémon Center para que Pikachu recebesse tratamento. Ele se sentia esperançoso ao ver a entrada da cidade de Viridian.

 

Entretanto, antes mesmo que pudesse atravessar pela entrada, a gola de sua camisa era agarrada abruptamente.

 

— Parado aí, jovem! — Exclama a guarda, deixando Ash surpreso. — Aonde pensa que vai?

 

O jovem de Pallet olhou para a policial, que demonstrava um olhar sério e desconfiado para ele.

 

— Eu... sinto muito. — Respondeu Ash sem jeito para a autoridade policial. — Meu nome é Ash Ketchum da cidade de Pallet e sou um Treinador Pokémon. Meu Pikachu está ferido e estou à procura do Pokémon Center mais próximo. Por favor, poderia me deixar passar?

 

A mulher averiguava adequadamente o jovem. O corpo do garoto estava sujo e seu corpo estava cheio de hematomas, mas o que atiçou ainda mais sua vigilância, foi que o rato elétrico estava em péssimo estado.

 

Normalmente, isso não era incomum de acontecer. Vários jovens também vieram a cidade por motivos semelhantes, contudo, a oficial ainda não se sentia convencida.

 

Outro fator que ela analisou era que o jovem carregava Pikachu nos braços, o que era incomum, já que os Treinadores transportavam seus Pokémon em suas Poké Balls.

 

 — Muito bem. Eu sou a oficial Jenny. Se o que está me relatando é de fato verídico, peço que me mostre seu documento de identidade, para que eu possa confirmar se de fato se você roubou ou não este Pokémon. — Declarou a policial.

 

Ash estava correndo contra o tempo, então rapidamente vasculha em seus bolsos procurando a Pokédex eletrônica. Ao encontrá-la, ele entrega para a oficial.

 

Após uma verificação cuidadosa, a oficial tem o seu veredito.

 

— Entendido. De fato, você é Ash Ketchum. — Disse Jenny, esboçando alívio e devolvendo o aparelho para Ash. — Peço perdões, mas infelizmente, a cidade de Viridian está sob alerta devido a incidentes de furtos de Pokémon nos últimos dias.

 

Ash achava aquilo horrível. Era para ele um ato extremamente vil roubar Pokémon de outras pessoas, afinal, conseguir um não era uma tarefa simples, sem falar nos preços altos para adquiri-los.

 

— Está tudo bem, oficial. Você está apenas fazendo seu trabalho. — Disse Ash, compreendendo a situação. — Então, eu já vou indo. Preciso me apressar.

 

— Espere! — Gritou a policial.

 

— Hã? — Disse Ash confuso, parando em seu avanço.

 

— Como um pedido de desculpas e vendo que está com pressa, deixe-me dar uma carona até o hospital Pokémon. O que acha? — Sugeriu Jenny com um sorriso simpático.

 

— Sério? Nossa! Isso ajudaria muito! — Falou Ash, pensando no quanto isso iria ajudá-lo.

 

— Venha! Vou retirar minha moto da garagem para que possamos ir imediatamente! — Chamou Jenny.

 

Ash então seguiu a moça, sentindo-se mais tranquilo, pois conseguiria chegar mais rápido do que o esperado, sem falar que não teria que perder tempo para se informar onde ficava o local.

 

 — Ei! Agora que reparei. Você é a quarta pessoa que vejo hoje que veio da cidade de Pallet. — Informou Jenny.

 

“Quarta? Entendo. Isso significa que os outros já passaram por aqui.” — Refletia Ash, notando que seus rivais, Red e Gary estavam adiantados, assim como sua amiga, Leaf.

 

Infelizmente, ele sentia-se péssimo ao perceber que ainda se encontrava atrás dos outros três. Ele sabia que ainda teria muito em que melhorar.

 

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No aeroporto de Viridian, Serena já havia descido do avião junto de sua Fennekin e ambas estavam se dirigindo para o Pokémon Center da cidade, pois deveriam ir para reservar um quarto para passar a noite e principalmente, por ser o local onde ela e Ash haviam combinado de se encontrarem.

 

— Enfim chegamos, Fennekin. Agora, só precisamos chegar ao Pokémon Center. — Disse Serena, enquanto ajeitava seu chapéu rosado.

 

— Fenneee! — Fennekin assentia, sentindo a empolgação de sua Treinadora.

 

— Mas agora, acho melhor você descansar na Poké Ball, tudo bem? — Propôs a caramelada.

 

— Ken! — Fennekin aceitou sem objeções.

 

Com isso, a jovem Yvonne recolheu a raposa de fogo para a esfera, para que ela tivesse um descanso adequado até que ela chegasse ao local desejado.

 

“É melhor eu me apressar. Pelo horário, talvez Ash já tenha chegado lá.” — Pensa Serena, decidindo acelerar o passo.

 

Ela então começa a correr para fora do aeroporto, sem notar os vários cartazes de avisos de alerta sobre caçadores ilegais espalhados pelas paredes.

 

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Durante o crepúsculo, antes que o sol caísse completamente, um balão de ar quente circundava pela cidade sem que os cidadãos e as autoridades locais se dessem conta. O dirigível possuí design de um Pokémon felídeo.

 

Dentro do veículo aéreo, um grupo de figuras misteriosas estava examinando um dos cartazes de procurados.

 

— Um cartaz de procurada? Que chique! — Expressou uma mulher alta, Ela alta, que detinha uma beleza estonteante, com uma longa cabeleira de cor magenta e olhos azuis.

 

— Chique?! Eu estou horrível nessa imagem! — Reclamou o homem esguio ao seu lado, com cabelos azul-arroxeados curtos de franja única e olhos esverdeados.

 

A característica que ambos tinham em comum era um uniforme branco com luvas e botas pretas, além de possuírem um grande símbolo de um “R” vermelho destacado no peito.

 

— Então devia ficar contente, James, porque o fotógrafo captou seu verdadeiro eu. — Argumentou a mulher.

 

— Exatamente, Jessie. — Confirmou o homem.

 

— Eles vão ver só! — Declara Jessie, não gostando de terem sido descobertos.

 

— O povo da cidade de Viridian irá se arrepender de terem visto este rosto! — Falou James com um sorriso.

 

— Ei! É melhor que fiquem concentrados! Estamos aqui para pegar Pokémon raros! Meeowth! Não se esqueçam! — A voz vinha de uma terceira presença. O Pokémon felino bípede branco com grandes bigodes e uma espécie de moeda koban em sua testa, sendo sua face a marca da aeronave.

 

— Deixa com a gente! — Jessie falou. — Além disso, nossos veteranos anseiam para que nossa operação seja um sucesso.

 

— Com certeza! Não podemos decepcioná-los! — James concordou.

 

— Tudo em nome da Equipe Rocket! — Meowth enfatizou com um sorriso perverso.

 

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A noite havia enfim caído e a cidade agora brilhava com as luzes das casas e prédios. Jenny estava percorrendo as ruas asfaltadas em alta velocidade em sua moto sidecar branca pertencente ao departamento de polícia. Ash se perguntava se ela não estava indo rápida demais, preocupando-se se chegariam são e salvo no destino.

 

— Ali está! — Informou Jenny.

 

Ao observar atentamente, o garoto consegue visualizar um enorme edifício com uma grande esfera vermelha notável e um símbolo de um “P”, deixando fácil entender e identificar o local.

 

“Então esse é o Pokémon Center? É imenso!” — Divagava Ash impressionado. Ele então olhava de volta para Pikachu, que estava respirando pesadamente em seus braços. — “Vai ficar tudo bem, Pikachu. Estamos quase lá.”

 

— Isso vai ser complicado! É melhor se segurar firme! — Avisou a oficial.

 

Ash não estava entendendo, mas sentia um mal pressentimento nas palavras da mulher ao notar que sua moto não estava desacelerando, mesmo que em frente houvesse um pequeno lance de escadas.

 

Muito pelo contrário. Jenny pisou fundo no acelerador e fez com que a moto saltasse pelos degraus como se fosse uma rampa e com uma habilidade inesperada, ela conseguia aterrissar e derrapar, e por sorte, acaba conseguindo passar pelas portas de vidro automáticas, adentrando o Pokémon Center e freando antes que o veículo colidisse com o balcão principal.

 

— Ei! Temos um estacionamento, sabia? — Exclamou uma jovem enfermeira irritada ao notar a forma nada convencional e segura de entrarem dentro do recinto.

 

— Mas esse é um caso de emergência, Joy! — Retrucou a oficial Jenny, alheia a sua inadequação.

 

Ash então olhava atentamente para a moça que Jenny estava discutindo. Ela era uma mulher com cabelos rosados presos em dois cachos laterais, com uma touca branca que exibia um símbolo de uma cruz vermelha, além disso, seus olhos eram azuis escuros e usava um vestido branco e rosa e sapatilhas brancas.

 

Era exatamente a pessoa que Ash procurava. Uma enfermeira Pokémon.

 

— Por favor, enfermeira Joy! Meu nome é Ash Ketchum. O meu Pikachu precisa de cuidados urgente! — Implorava Ash por ajuda.

 

A profissional da área da saúde então se alarmava ao ver o estado do Pikachu nos braços de Ash.

 

— Oh meu Arceus! — Chocava-se Joy. — Faremos o possível!

 

Ela então se dirigia ao computador na mesa.

 

— Eu preciso de uma maca para um Pokémon do tipo Elétrico imediatamente. — Dizia a enfermeira, ao digitar alguns comandos no teclado.

 

Em poucos minutos, um grupo de dois Pokémon enfermeiros aparecem com uma maca.

 

Seus olhos e boca eram pequenos, assim como seus pés e braços. Ambos eram rosados e um corpo oval e três pequenos pedaços compridos semelhantes a cabelos em cada lado da cabeça de uma cor mais escura. Sua característica mais marcante era uma bolsa no centro da barriga, ao qual carregava um ovo.

 

— Chanseeey! — Expressavam as Pokémon ao colocarem a maca perto de Joy.

 

— Obrigada, Chansey’s. — Agradecia a enfermeira.

 

Ash não pode deixar de ficar intrigado, afinal, ele jamais imaginaria Pokémon trabalhando na área de medicina. Naquele momento, ele decide usar a sua Pokédex para analisar tais criaturas. Rapidamente, os dados eram analisados.

 

— CHANSEY / N° 113 / Normal: Este Pokémon gentil põe ovos altamente nutritivos e os compartilha com Pokémon feridos ou pessoas. — Relatou Dexter.

 

Joy então colocou Pikachu cuidadosamente sobre a maca e então deu a instrução para suas assistentes.

 

— Agora, levem-no para o centro de terapia intensiva.

 

— Chanseeey! — Assentiram as Chansey’s, que carregavam o Pokémon paciente até a sala de exames.

 

— Ash, iremos começar o tratamento de seu Pokémon imediatamente. Peço que aguarde na área de espera até que o procedimento seja finalizado. Entendido? — Informou Joy de forma gentil.

 

— Ah... eu entendi... — Disse Ash amuado. Ele desejava estar ao lado de seu Pikachu, mas isso infelizmente não era possível.

 

— Deixaremos em suas mãos. Sei que fará o possível. — Falou Jenny, depositando plena confiança nas habilidades da profissional.

 

De repente, quando se virou para a ir até a sua moto, ela notou finalmente o que havia feito anteriormente.

 

— Céus! Eu deixei minha moto estacionada na recepção! — Disse Jenny envergonhada.

 

Ash e Joy ficaram espantados que ela havia apenas realizado isso agora, deixando os dois com gotas de suor ao lado da cabeça.

 

— N-não se preocupe! Da próxima vez, é só usar o estacionamento! — Respondeu Joy um pouco sem graça.

 

— B-bem, desejo melhoras para o seu Pikachu, Ash! Até mais! — Despedia-se a policial, correndo rapidamente para retirar o veículo de dentro do estabelecimento.

 

Ash então se dirige até a área de espera, sabendo que sua única opção era esperar que seu Pokémon se recuperasse.

 

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Um enorme silêncio pairava na recepção do Pokémon Center. Vários minutos haviam passaram e a ansiedade de Ash não desaparecia. Ele estava apreensivo sobre o estado de Pikachu e temia que ele não pudesse se recuperar dos danos resultantes do embate contra o bando de Spearow’s.

 

Mas não era só isso que o afligia.

 

“Como eu sou tão fraco! Eu permiti que Pikachu se machucasse, e agora... eu não posso fazer nada além de esperar. Isso é... tão frustrante! Eu realmente posso me chamar de Treinador Pokémon?!” — Divagava Ash, enquanto a tristeza o abatia.

 

O jovem de Pallet se culpava pelo ocorrido. Por não ter sido capaz de proteger seu Pokémon e permitir que ele chegasse a tal estado.

 

Seu primeiro dia como Treinador havia terminado em um completo desastre.

 

— Com licença, mas... por acaso você seria Ash Ketchum? — Indagava voz feminina o tirava de seus pensamentos.

 

Ash então arregalou os olhos. Aquele tom de voz era familiar para ele. Ele se vira para o lado e ele se surpreende ao ver uma jovem esbelta em sua frente.

 

Ela aparentava ter sua idade, usando um chapéu rosa com um par de óculos de sol por cima de seus longos cabelos cor de mel, olhos azuis, uma camiseta preta com gola branca, além de um par de meias longas e pretas e tênis combinando.

 

Quando seus olhares se cruzaram, Ash sentiu uma imensa sensação nostálgica. Ela havia crescido, mas ela era a mesma menina que conhecera e que se tornou sua amiga de infância. Ambos ansiavam um reencontro depois de tantos anos.

 

Naquele momento, não restava dúvidas para o moreno. A garota em sua frente era a mesma menina do chapéu de palha que ele ajudou.

 

— E-e você é... Serena Yvonne? — Ash devolveu a pergunta em espanto.

 

Serena então mal pode conter a emoção. Ele era o garoto ao qual ela havia se apaixonado.

 

Ele estava mais alto, também levemente encorpado, com uma jaqueta azulada com mangas brancas por cima de uma camiseta escura, luvas verdes, calça jeans e tênis pretos. Mas a essência ainda estava lá.

 

Seu cabelo preto, olhos âmbar e as marcas em formato de raio em suas bochechas.

 

— ASH!!! — Gritou Serena, que subitamente correu e abraçou Ash, que ficava sem jeito com tal afeto.

 

O abraço apertado surpreendia Ash, mas o rapaz retribui em seguida. Ele podia sentir uma fragrância doce e cheirosa vinda da garota que o deixava mais relaxado. Era realmente reconfortante ter a sua amiga de volta. Posteriormente, os dois se separam, com Serena notando sua atitude, sentindo um rubor tomar conta de seu rosto.

 

— F-fico feliz que tenha me reconhecido, Ash! — A jovem Yvonne diz com timidez. — Eu... achei que por um segundo você não iria me reconhecer e eu tive medo disso.

 

— Que nada, Serena! — Negou Ash. — Eu não acho que seria capaz disso. Não de você.

 

— E-entendo. — Mas Ash, o que acha? Eu mudei muito? — Questiona Serena dando um giro.

 

Ash olhou para a jovem e um leve rubor tomou conta do garoto.

 

— B-bem, você está... bem, você está ótima! — Respondia Ash sem jeito. Ele não conseguia dizer para ela que estava bonita. Ele tinha dificuldade em usar essas palavras.

 

— Obrigada, Ash! — Agradece a garota kalosiana. Não era de fato o que ela ansiava ouvir, mas ela aceitou de bom grado.

 

Neste momento, Serena reparou em algo que ela não havia notado previamente. Ash estava em um péssimo estado, com suas roupas sujas e levemente rasgadas em alguns pontos, ademais, seus braços estavam com alguns hematomas preocupantes, como se tivesse passado por uma briga, e principalmente, o olhar de desânimo de Ash quando ela o viu ao entrar no Pokémon Center.   

 

— Ash... o que aconteceu com você? Por quê está nesse estado? Aconteceu alguma coisa séria? — Indagava Serena com preocupação.

 

Neste momento, ao se lembrar do ocorrido, Ash tinha uma recaída.

 

— Serena, é... uma longa história. Você estaria disposta a escutar? — Questiona Ash.

 

— É claro, Ash! Sem problema algum! — Expressou Serena, com completa disposição.

 

Neste momento, os dois se sentam na área de espera. Ash então começa a contar o relato de seu primeiro dia de viagem. Ele tenta resumir alguns fatos e deixar apenas o essencial, porém, ele contou sobre tudo.

 

Desde a chegada no laboratório, a escolha dos Pokémon Iniciais e Secundários e sua escolha questionável de ficar com Pikachu e seu mal relacionamento com os humanos. Ash também contou sobre de ter conhecido o Treinador chamado Finn Blueverry e eles dois terem que fugir do enorme grupo de Spearow’s e que Ash salvou sua vida do ataque das aves, e para fechar, ele contou sobre Pikachu ter salvado sua vida e que após o confronto, ele conseguiu vislumbrar um Pokémon enigmático no céu.

 

Serena estava incrédula. O primeiro dia de Ash havia começado de uma forma bem turbulenta.

 

— Eu fico pensando que pisei na bola, Serena. Eu devia ter sido capaz de proteger Pikachu, mas acabei deixando que ele terminasse nesse estado. Eu acreditei que faria diferente do que os Treinadores anteriores, mas ao invés disso, o coloquei em risco. Talvez, eu... não possa ser digno de ser me chamar de Treinador Pokémon. — Ash explicava, sentindo um enorme sentimento de culpa.

 

— Ash! Isso com certeza não é verdade! — Negava Serena veementemente. — Pelo contrário, você foi um herói. É verdade que vocês realmente se envolveram no ataque dos Spearow’s, porém, isso não foi culpa de vocês. Além disso, você salvou um Treinador indefeso Ash. O que teria acontecido se ao invés de você e Pikachu, ele tivesse sido perseguido até o final?

 

Ash sentia que era verdade. Caso não tivesse atraído os Spearow’s para eles, Finn poderia ter sofrido um destino terrível. Inclusive, Ash se perguntava como ele estava agora.

 

 — E também... sinto que Pikachu não concordaria com você. Afinal, ele não confiava antes nos Treinadores, mas ele mudou ao ver você demonstrar genuinamente o quanto se importava e que seria paciente com ele. Não foi por acaso que ele o protegeu dos Spearow’s briguentos. Ele aceitou você como um Treinador, Ash. Ele o reconhecia como seu parceiro e não se arrependia de depositar sua confiança nele. — Explicou a amiga.

 

Serena dizia e pensava que realmente, Ash ainda era o mesmo. O garoto sempre desde criança emanava uma presença digna de um herói de contos de fadas. Sempre arriscando a sua vida para proteger os indefesos. 

 

Cada uma das palavras de Serena eram nada menos do que fatos. Ash que antes estava encoberto pela negatividade devido ao ocorrido, agora sentia-se mais tranquilo com as palavras motivadoras de sua amiga de infância. Ele realmente fez o que era certo e precisava agora acreditar que Pikachu iria ficar bem.

 

— Obrigado Serena. De verdade. Aliás, você acredita de fato na minha história sobre o Pokémon misterioso que vi? — Perguntava Ash, afinal, tal história parecia ser bastante inventada, pois não tinha sequer provas para solidificar sua afirmação.

 

— Ash, eu te conheço e sei que você não é de mentir. Eu acredito em tudo que você me disse. — Respondeu Serena afirmativamente.

 

Neste momento, ele ficava feliz, percebendo o quanto Serena depositava confiança nele.

 

— Ah sim! Acabei de me lembrar! — Exclamou Ash, começando a abrir e verificar sua mochila.

 

Serena não entendia a princípio, mas logo ela descobre. Ash então pega a Pokédex, que havia guardado.

 

— Aqui está a sua Pokédex, Serena. — Falou Ash, entregando o aparelho.

 

— É mesmo! Estava quase me esquecendo. Obrigada, Ash e também ao professor Oak. — Diz Serena, pegando a tecnologia e a guardando em sua bolsa rosa. — Foi muita gentileza dele ter reservado essa Pokédex, graças a isso, poderei registrar os Pokémon daqui.

 

— Falando nisso, preciso ligar para o professor e para minha mãe, para avisar que cheguei aqui, principalmente para ela, senão, ela me mata. — Ash falava, não querendo imaginar a feição de sua mãe caso esquecesse de contatá-la.

 

Serena ria do que Ash falou. Ela sabia que Delia era bastante protetora com Ash desde a infância, mas bem, sua mãe não era tão diferente.

 

— É verdade. Eu também tenho que ligar para a minha mãe e informar que pousei em Viridian com segurança. — Serena concordava, também precisando fazer o mesmo.

 

— Vamos fazer o seguinte. Ligue para sua mãe primeiro. Não precisamos ter pressa, afinal, já estamos aqui. — Ash sugeriu.

 

— Ok então. — Serena assentiu.

 

Os dois então se dirigiram até as cabines telefônicas verdes no canto do Pokémon Center. Por sorte, não havia ninguém as usando e Ash deixou Serena ir primeiro.

 

Após fazer a discagem e esperar cerca de dez segundos, a chamada era efetuada.

 

— Alô? — A voz de uma mulher podia ser ouvida do outro lado da linha.

 

— Sou eu mãe, Serena. — Falou a garota no telefone.

 

— Hum... não conheço nenhuma filha minha com esse nome. — Falou a mulher.

 

— Quer parar de brincar em uma hora dessa, mãe? — Serena falou com um suspiro.

 

— Hahaha! Desculpa, querida! Eu não consegui resistir em brincar com você, mas me parece que você já conhece minhas artimanhas.

 

Ash ouvia a ligação e achava engraçado. Grace sempre fora uma mulher simpática e brincalhona pelo que se lembrava.

— Deu tudo certo, querida? — Indagou Grace.

 

— Sim, mãe! Consegui pousar sem problemas em Viridian, inclusive, Ash está aqui ao meu lado. — Respondeu Serena.

 

— Que ótimo, querida! Posso ter uma palavrinha com o meu genro por um instante? — Provocou a Yvonne mais velha, fazendo Serena corar furiosamente.

 

— Mamãe! — Exclamou Serena em protesto, mal conseguindo esconder o vapor quente que saia de sua cabeça, como uma chaleira fervendo apitando.

 

Depois dessa frase, Serena passa rapidamente seu telefone para as mãos de Ash falar para que o jovem pudesse falar com sua mãe.

 

— Boa noite, senhora Grace! — Cumprimentou Ash.

 

— Ash! Há quanto tempo! Como você está? — Perguntou Grace.

 

— Está tudo bem! Tive um dia movimentado, mas estou ótimo! — Informou o garoto de Pallet.

 

— Isso é bom saber! — Disse Grace, antes de mudar para um tom sério. — Ash, saiba que Serena esperou ansiosamente por este dia. Sei que é um rapaz responsável, então... gostaria de fazer um pedido. Este é um segredo entre você e eu, por isso, irei falar um pouco mais baixo. Não quero que Serena nos ouça.

 

— É... claro. Pode dizer. — Ash se surpreendia com o pedido repentino, mas decide escutar atentamente.

 

— Eu gostaria de pedir que protegesse a minha filha. — Falou Grace com firmeza.

 

Aquilo era realmente um pedido de extrema importância.

 

— Sabe, minha filha é inteligente, mas eu temia que, quando ela atingisse a idade certa para viajar, ela estivesse vagando sozinha. Pode não parecer, mas uma jornada Pokémon é recheada de surpresas e perigos. Nem sempre as pessoas que irão encontrar serão boas. Por isso, a princípio, sequer planejava permitir que Serena viajasse com você. — Detalhou Grace.

 

Ash conseguia compreender o raciocínio da Yvonne mais velha. O moreno havia experimentado em primeira mão uma dessas situações. Agora, ele entendia e tinha plena certeza de que, conforme forem se aventurando, eles se deparariam com tais problemas.

 

— Mas... ao ver o quão protetor você tinha sido com ela durante o Acampamento Pokémon, o quanto ela havia se afeiçoado a você, eu... simplesmente sentia que havia chegado a hora. Eu percebi que era hora de Serena encarar o mundo lá fora por si mesma e amadurecer. E sabendo que ela iria viajar com você, senti que ela estaria em boas mãos. — Grace desabafava com o garoto, que ouvia atentamente.

 

Após ouvir todas essas palavras, Ash entendia o que precisava ser feito.

 

— Pode deixar, senhora Grace! Eu nunca quebro minhas promessas! — Respondeu Ash, aceitando o pedido da mulher.

 

Do outro lado da linha, Grace esboça um sorriso genuíno.

 

— Eu sabia que poderia contar com você, Ash. Sou muito grata. — Agradeceu Grace. — Agora, gostaria de poder conversar com a minha filha a sós, se não houver um problema.

 

— Ah claro! Sem problemas! — Ash devolve o telefone para Serena, que parecia curiosa sobre o que seu amigo conversava com sua mãe. Ela só não esperava que ela estivesse falando besteiras para ele.

 

Após isso, Ash deixou Serena conversar com a mãe, enquanto aguardava pacientemente. Mas não demora muito até que Serena decide que já estava bom. Ela se despede de sua mãe e desliga o telefone.

 

— Sua mãe continua bem engraçada como sempre, Serena — Expressava o kantoniano com um sorriso.

 

Os dois riem com a piada. Logo em seguida, era hora de Ash ligar para sua mãe. Ele esperava poder fazê-lo de uma vez antes que ela fizesse um alarde por não ter a contatado.

 

Não demora muito para a chamada ser atendida.

 

— Ash querido! Você está bem? Onde você está? — Falava Delia em voz alta com extrema preocupação, na qual era possível ser ouvida por Serena.

 

— Sim! Estou bem! Eu estou no Pokémon Center na cidade de Viridian! — Respondeu Ash.

 

— Você já chegou?! — Surpreende-se a mãe Ketchum. — Isso é incrível, querido! Seu pai estaria orgulhoso de você! Saiba que ele demorou cerca de três dias para chegar até aí! — Contava Delia, deixando Ash levemente desanimado ao ouvir falar de seu pai.

 

“Meu pai... ele demorou três dias?” — Pensava Ash um pouco deprimido. — “É... talvez eu tenha te superado, hein?”

 

Serena ficou curiosa sobre o comentário de Delia.

— Ash, e o seu Pokémon? Eu gostaria de saber qual você pegou! — Pedia Delia, que se encontrava curiosa.

 

Era verdade. Ash não havia contado sobre qual Pokémon ele havia escolhido.

 

— Eu peguei um Pikachu! — Relatou Ash. — No momento, ele está descansando na Poké Ball. Quando tiver a oportunidade, irei mostrar ele para você.

 

— Oh meu Arceus! Que fofura! Não irei permitir que passe aqui em Pallet sem me mostrar esse Pokémon para mim, Ash Ketchum! — Declarou Delia de forma autoritária, o que fez Serena achar um tanto engraçado.

 

— Já conseguiu se encontrar com Serena?

 

— Sim, ela está aqui comigo! — Afirmou Ash.

 

— É mesmo?! — Delia gritava de espanto. — Ai meu Arceus! Serena querida! É tão bom ver você!

 

— O-olá, senhora Ketchum! — Saudava Serena um pouco sem jeito.

 

— Fico feliz que tenha chegado bem, querida! Espero que o Ash não tenha te causado problemas! — Falava Delia, deixando seu filho nervoso.

 

— Mãe! Eu não... — Antes que Ash tentasse argumentar, Serena tomava a liderança.

 

— Não se preocupe, senhora Ketchum! Ash jamais me causaria problemas. — Confortava a jovem Yvonne.

 

— Que alívio! Por favor, querida! Se puder, gostaria que ajudasse o Ash a ter mais confiança! Ele é um bom rapaz e tem potencial para conquistar o mundo, mas ele constantemente se coloca para baixo. Eu não quero colocar um fardo sobre você, mas sei que você é a melhor pessoa para ajudá-lo.

 

— E-entendo! Conte comigo, senhora Ketchum! Farei o melhor para ajuda-lo ele com esse problema! — Afirmava Serena, querendo deixar Delia orgulhosa, principalmente em prol de sua paixão.

 

Naquele momento, Ash decide tomar o telefone de Serena. Ele não conseguia suportar a sua mãe sendo bastante zelosa com ele. 

 

— Muito bem, mãe. Irei desligar. — Dizia Ash um pouco emburrado.

 

— Não se esquece de trocar as roupas de baixo todos os dias, hein mocinho? — Enfatizou Delia, o que Ash não gostava de ouvir. Ele se sentia como se sua mãe lhe tratasse como uma criancinha.

 

— Tá bom... tchau! — Despedia-se Ash bruscamente.

 

Serena ainda estava meio chocada pelo comportamento de Delia.

 

“Aff... ela é sempre assim. Eu só queria que ela parasse de me ver como um garotinho.” — Divagava Ash, enquanto o mesmo soltava um suspiro.

 

Ao mesmo tempo, Serena estava sentida por Ash. Ela nunca soube sobre o pai de Ash, afinal, o moreno nunca contou sobre ele. Ela gostaria de saber o porquê dele ficar abatido quando tocaram neste assunto, porém, não desejava invadir a privacidade do rapaz sem sua permissão, então, decidiu manter-se em silêncio.

 

— Caramba... eu sinto muito, Serena! — Desculpou-se Ash. — Deve ter sido embaraçoso para você ouvir minha mãe falar tais asneiras.

 

— T-tá tudo bem, Ash! Eu entendo. — Serena dizia de forma compreensiva.

 

— Mas bem, agora eu devo falar com o professor Oak. — Dizia Ash, começando a pressionar o número de telefone da residência do cientista.

 

Rapidamente, outra ligação acontecia.

 

— Alô? Com quem falo? — Ash ouvia uma voz rouca familiar do outro lado da linha.

 

— Professor, aqui é o Ash Ketchum. Estou aqui falando do Pokémon Center de Viridian. — Explicava o jovem de Pallet.

 

— Ora ora, Ash! — Saudava Samuel. — Quem diria que você conseguiria chegar em Viridian tão cedo? Ainda mais, considerando que você escolheu um Pokémon arisco como aquele Pikachu.

 

— Hehehe. Bem, eu dei os meus pulos para conseguir. — Ash respondia com um leve desconforto. — Mas bem, eu já consegui entregar a Pokédex para Serena.

 

— É mesmo? Obrigado, Ash! Espero que ela possa fazer bom uso dela. — Respondeu o professor satisfeito.

 

— Mas professor, eu decidi ligar por um outro motivo. — Menciona Ash.

 

Isso deixa o velho Oak um tanto confuso, mas decide ouvir o que o seu aluno tinha a dizer.

 

— Depois que a tempestade passou e o céu se abriu, eu e Pikachu presenciamos um Pokémon misterioso passando pelo arco-íris. — Contextualizou o moreno.

 

— Pokémon misterioso? Como ele era Ash? — Indaga Samuel com interesse.

 

— Hum... pelo que me recordo, não deu para vê-lo completamente, mas ele tinha penas douradas e vermelhas — Detalhava Ash.

 

Por alguns segundos, a linha permanecia em um silencio incômodo.

 

— HAHAHAHAA!!! — A quietude fora quebrada por uma risada histérica do professor da região de Kanto. — Ai ai Ash. Agora você me pegou.

 

Aquele momento deixou Ash sem entender do que ele havia achado tanta graça.

 

— Sinto muito, Ash. Mas saiba que esse Pokémon que você descreveu não é nada menos que o lendário Pokémon de Johto, “Ho-oh”. E eu aposto que você ter visto tal criatura raríssima é... absolutamente impossível!

 

“Pokémon lendário?!” — Pensaram Ash e Serena em espanto.

 

— Ah sim. E eu digo mais. A maioria dos Treinadores passaram toda a sua vida buscando incessantemente por esse Pokémon e jamais o encontraram! — Reiterava ainda mais o professor Oak.

 

Ash sentia-se decepcionado, mas é claro. Era o esperado, ele não tinha nada para comprovar seu argumento.

 

— Espera, professor. Eu acredito que o Ash está falando a verdade. — Serena entrava na conversa.

 

O professor então podia ouvir a voz da jovem kalosiana do outro lado da linha.

 

— O-olá, Serena. Fico feliz em saber que está aqui também. — Cumprimentou o cientista. — Mas eu sou um pesquisador Pokémon e nós que trabalhamos na área da ciência precisamos provar nossos relatos com provas. Se apenas falar meramente significasse algo, isso resultaria em todas as teorias sendo aprovadas. — Falou o cientista com um tom mais profissional.

 

— M-mas professor! — Serena tentava argumentar. — Ash foi um dos seus alunos mais aplicados. Não vejo razão pela qual ele teria que mentir.

 

Após outro período curto de silêncio, o professor voltava a falar.

 

— Infelizmente minha jovem, eu duvidaria muito que Ash teria sido capaz de vislumbrar tal raridade. Não é algo impossível, entretanto, não é algo que poderia ser feito tão facilmente. 

 

— E-espera, professor Oak! Mas... — Serena tenta, mas Ash gentilmente recolhe o telefone para si novamente.

 

— Obrigado. Sinto muito incomodá-lo, professor. Até mais. — Ash se despede, colocando o telefone de volta no gancho.

 

De repente, Ash coloca mão no ombro de Serena e apenas balançava a cabeça para ela.

 

— Está tudo bem, Serena. Ele está certo. Não tenho como eu provar que vi esse tal Ho-oh. A única coisa que eu poderia dizer era que, minha Pokédex não o registrou, mas só esse fato não seria o bastante. — Conformou-se o rapaz. Agora, vamos sentar e aguardar por notícias de Pikachu. — Argumentou Ash, que queria deixar aquele assunto de lado.

 

Ash duvidava se o professor realmente acreditava em seu potencial na mesma forma que nos outros Treinadores, contudo, ele tentava dissipar esses pensamentos. Eles não eram importantes agora.

 

Serena queria dizer algo, mas as palavras de Ash fizeram ela perder o seu raciocínio. Ela então, em prol de aliviar a atmosfera, ela apenas assente com o pedido de Ash.

 

De repente, o símbolo vermelho de uma seringa que brilhava se apagava, e a sala se abria, revelando a gentil enfermeira, acompanhada de suas Chansey’s carregando Pikachu na maca, agora com algumas baterias conectadas a ganchos, em forma de repor a eletricidade do Pokémon.

 

Ash e Serena correram rapidamente para perto, querendo ver o ratinho elétrico.

 

— Pikachu! — Exclamou Ash ansiado.

 

— Seu Pikachu está apenas descansando no momento. A operação foi um sucesso. Foi sorte você tê-lo trazido tão depressa para cá. — Relata Joy com um sorriso caloroso. — Ele deve estar novo em folha após um descanso na sala de repouso.

 

— Que maravilha, Ash! — Vibrava Serena feliz.

 

— Meu Arceus! Isso é um alívio! — Ash soltava um grande suspiro de sentiu que finalmente podia relaxar novamente.

 

— Você poderia ficar lá com ele se quiser, Ash. E se sua amiga quiser, também, sintam-se à vontade. — Sugeriu a enfermeira.

 

— Ah sim. Obrigado enfermeira. Sou Serena Yvonne — Cumprimentou a caramelada.

 

— É um prazer conhece-la, Serena. Sou a enfermeira Joy. Se necessitar de meus serviços, não hesitem em pedir.

 

O clima agora estava tranquilo. Não havia nada mais para se preocupar. Pikachu estava fora de perigo e em breve, estaria devidamente recuperado. Ash e Serena agora poderiam desfrutar de uma noite pacífica.

 

Entretanto, o momento de paz dura pouco tempo, pois um alarme ressoava dentro do Pokémon Center, deixando a dupla de Treinadores e as enfermeiras apreensivos.

 

— ATENÇÃO, POR FAVOR! OS SENSORES DO NOSSO RADAR DA CIDADE DE VIRIDIAN DETECTARAM UMA AERONAVE PERTENCENTES A GANGUE DOS LADRÕES DE POKÉMON! SE TIVEREM POKÉMON EM SUA POSSE, HAJAM COM EXTREMA CAUTELA! — Alertava a voz feminina vinda dos alto falantes do edifício.

 

Ash reconheceu que a voz pertencia a oficial Jenny, significando que para o azar deles, eles não poderiam descansar devidamente por hoje. Serena ficara nervosa com a mensagem.

 

Do lado de fora, sobrevoando pelo céu noturno, o dirigível Meowth pairava exatamente acima do Pokémon Center.

 

— Hehehe. Parece que acordamos a cidade adormecida. — Jessie dizia arrogantemente.

 

— E como ousam agir como se fossemos criminosos? — Questionava James inconformado. — Deviam dar às boas-vindas a Equipe Rocket.

 

— A gente vai ensinar a eles respeitarem esse nome! — Declara Jessie.

 

— Meowth! E quando passarmos as mãos nos Pokémon deles, aqueles ratos assustados irão saber que eu sou o gato máximo.

 

— A gente sabe, Meowth! — Respondem os dois humanos, puxando do cinto suas Poké Ball, decididos a começarem a execução do plano.

 

— Ekans e Koffing! Atacar! — Gritam os dois, lançando as esferas que caem em alta velocidade, quebrando a cúpula de vidro do teto. As bolas colidem com o piso, libertando dois Pokémon.

 

— Eeekaaans! — A primeira criatura se revelava uma serpente arroxeada, tendo olhos amarelados, assim como o cinto de seu pescoço e chocalhos.

 

— Kooffiiiing! — A segunda era um Pokémon esférico, com dois olhos vazios e uma boca com um sorriso largo. Abaixo do rosto, havia uma marca de caveira com ossos cruzados cor de creme. O ser também possuí uma coloração roxa e diversos buracos, que logo começou a flutuar e a expelir gases verdes por toda a sala de recepção.

 

Ash, Serena e Joy, estavam estarrecidos com a mudança abrupta de eventos. Não restava dúvidas de que este era um ataque planejado pelos ladrões.

 

— O que é isso? — Vociferou Ash.

 

De repente, em meio a fumaça que dificultava a visão, o grupo podia ouvir barulhos de aterrissagem. O garoto então, forçando um pouco ele conseguia discernir duas silhuetas humanas de uma mulher e um homem, apesar de ser incapaz de ver seus rostos.

 

— Não se assuste, garotinho. — Provocava a voz feminina por trás da névoa esverdeada. — Mas... é melhor que preparasse para a encrenca!

 

— E encrenca em dobro! — Completava a voz do parceiro.

 

Ash e Serena se encontravam receosos. Eles estavam agora diante de bandidos e que vinham com um propósito claro de saquear o Pokémon Center. As palavras de Grace voltavam na mente do rapaz de Pallet e agora, ele deveria fazer questão de não falhar em sua promessa. Contudo, sem Pikachu, ele seria capaz de lidar com tal adversidade?

 

Dentro de seu coração, ele esperava provar que podia fazê-lo.


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