domingo, 1 de junho de 2025

Pokémon: TLD - Capítulo 02: A Decisão Importante

 

Pokémon: TLD - Capítulo 02: A Decisão Importante

No aeroporto luxuoso de Lumiose, Serena já estava se dirigindo para a sala de embarque, mas não sem antes de se despedir.

 

— Bem, estou indo, mãe. / Fenniii! — Disse Serena, sabendo que havia chegado a hora.

 

Grace estava emotiva, afinal de contas, sua filha sempre foi muito apegada a ela desde sempre, então vê-la partir em uma jornada pelo mundo longe de seus olhos era algo que a deixava nervosa. Mas ela sabia que era assim que as coisas deveriam ser.

 

— Serena, é melhor não esquecer de fazer como combinamos, certo? Não se esquece de pegar a sua Pokédex com o professor Oak. — Comentou o homem ao lado de Grace.

 

Ele era alto, com cabelos grandes e bagunçados. Vestia uma camisa social com um tom azul profundo, além de usar um jaleco alvo de cientista, além de usar calças escuras e sapatos sociais. Este também era um grande amigo da família, o respeitado professor, Sycamore Platanus.

 

Desde cedo, o professor era conhecido como o maior pesquisador relacionado a um poder misterioso conhecido como “Mega Evolução”, um novo patamar de evolução dos Pokémon.

 

Sycamore desde cedo sempre foi um apoio próximo da família Yvonne, pois o pai de Serena possuía uma grande amizade com o cientista. Infelizmente, ele havia falecido quando Serena ainda era muito jovem devido a uma doença incurável, porém não antes de pedir para que seu amigo protegesse sua família.

 

Sycamore assentiu e assim seguiu observando Serena e garantindo sua segurança, assim como de Grace. Inclusive, Serena participou da “Pokémon Academy” em Lumiose, sendo uma aluna bastante inteligente e uma das mais aplicada em sua classe.

 

A garota também foi um dos únicos de seus alunos a garantir as notas mais altas, demonstrando a força de seu empenho em sempre buscar conhecimento e se esforçar nos estudos.

 

Sycamore gostaria que seu amigo pudesse estar vivo para ver o quão incrível sua filha havia se tornado.

 

— Não se preocupe, professor Sycamore! Não irei esquecer. Inclusive, eu comentei com Ash sobre isso e pedi para que ele pegasse a minha Pokédex e trouxesse para Viridian para adiantarmos o progresso. — Comentou a jovem Yvonne.

 

— Entendo. Então Ash será o seu parceiro de jornada, certo? Foi por isso que você decidiu viajar por Kanto ao invés de Kalos, correto? — O professor analisou com um sorriso brincalhão.

 

— O amor é lindo, não é mesmo, professor? — Brincou Grace, não evitando provocar a filha.

 

— MANHÊ!!! P-pare de me envergonhar na frente do professor! — Disse Serena com raiva, enquanto escondia seu rosto com um tom vermelho semelhante a um tomate maduro.

 

Os dois adultos não puderam evitar de rir da timidez da garota, principalmente quando se mencionava sobre o nome de Ash.

 

— Mas agora, falando sério. Serena, é de extrema importância que você obtenha o aparelho, já que infelizmente, a tecnologia ainda não avançou o suficiente para que o banco de dados dos Pokémon de cada região pudessem ser compartilhados, o que faz com que a nossa Pokedex de Kalos não funcione na região de Kanto. — Sycamore explicou detalhadamente.

 

Serena respondeu com um aceno. Ela compreendia perfeitamente que, era imprescindível obter tal tecnologia, pois ela não só permitia analisar e coletar dados os Pokémon nas regiões, mas também funcionava como uma identidade digital.

 

Dessa forma, sem ela em mãos, Serena não poderia sequer entrar em alguma cidade sem qualquer identificação consigo, e para os Treinadores, a Pokédex era um recurso vital.

 

— Serena. — Grace chamou por sua filha.

 

A garota mal conseguiu responder, antes que sua mãe a puxasse para um abraço apertado.

 

— Serena, espero que tenha uma boa viagem. Saiba que estarei sempre torcendo por você, e que... eu sentirei muito a sua falta. — Grace disse, deixando uma lágrima escorrer pelo seu rosto.

 

Serena retribuiu o abraço, fechando os olhos.

 

— Eu também sentirei, mamãe.

 

— Tenha uma boa viagem, Serena. — Sycamore disse, despedindo-se de sua aluna.

 

— Obrigada, professor. Agora, estamos indo. — Expressou a caramelada, se despedindo dos dois e seguindo enfim para a área de embarque.

 

================================

 

Naquele momento, Ash ficou sério. Ele conhecia aquele garoto. Na verdade, não havia ninguém em toda a Pallet que não o reconheceria.

 

Reddy Stem, conhecido pelo apelido icônico de Red. Desde criança, Ash sempre o achou uma pessoa... estranha. Diferente dos outros, ele sempre era bastante frio e de poucas palavras.

 

No vilarejo, Ash nunca teve muitas amizades, sendo sua amiga Serena a mais próxima. Leaf foi uma das poucas pessoas do local que o tratou bem, claro que ela não mediria esforços em repreendê-lo caso ele estivesse fazendo algo estúpido. Gary nunca foi alguém que ele pode chamar de amigo, muito pelo contrário, sendo declarado seu inimigo jurado. Entretanto, Red era um caso diferente.

 

Os dois não conversaram muito, e as poucas interações que tiveram não duraram nem sequer cinco minutos de conversa. Ele também nunca o incomodou, mas também não fez nada para ajudá-lo, dessa forma, sendo considerado uma relação neutra.

 

Entretanto, Ash tinha um pouco de inveja do garoto. Red, desde cedo, ele sempre foi bastante atlético e talentoso, inclusive, se tornando o garoto mais popular entre as garotas.

 

Mesmo não sendo extremamente inteligente como Gary e nem muito estudioso como Leaf, o rapaz era um prodígio nato, sendo capaz de aprender rapidamente conceitos complicados e replicá-los logo em seguida.

 

Principalmente durante os testes práticos, onde Red era basicamente imbatível. Não havia nenhum aluno que foi capaz de derrotá-lo uma única vez.

 

Ash não tinha qualquer rancor sobre ele, na verdade, ele o respeitava e esperava se tornar forte o suficiente para derrotá-lo algum dia. Contudo, havia alguém que tinha aversão pelo garoto prodígio.

 

Desde sempre, Gary nutria uma inveja de Red, pois para ele, Red foi aquele que tomou os holofotes. As garotas se derretiam por ele, a população de Pallet também o adorava, afinal de contas, o garoto ajudou vários moradores do vilarejo em suas tarefas. Essa grande atenção que Red recebia era algo que ele tanto desejava.

 

Gary ansiava ser aquele que carregaria toda a Pallet em seus ombros, entretanto, ele sempre era ofuscado pela presença do Treinador de jaqueta vermelha.

 

Inclusive, ambos eram as grandes apostas do professor Oak para se tornarem grandes Treinadores Pokémon. Mas... Red era sempre o mais citado e elogiado, até mesmo por seu avô.

 

Ele não podia tolerar ter toda a sua glória roubada. E devido a isso, uma rivalidade gigantesca se iniciou entre eles, nitidamente mais por parte de Gary do que do próprio Red.

 

Enquanto isso, Ash sempre fora jogado de escanteio pelos dois. Nenhum deles enxergava o garoto como um rival em potencial. Ele sempre esteve ali, distante e esquecido.

 

De repente, Gary parecia ter retomado a sua expressão habitual. Ele sorriu presunçosamente, tentando demonstrar não se abalar para o seu rival jurado.

 

— Ei, Red. É bom que tenha vindo. Mal vejo a hora de pegarmos nossos Pokémon para que eu possa demonstrar a você o quão melhor Treinador eu sou em comparação a você. — Apontou Gary, declarando sua superioridade.

 

Red apenas bufou. Ele não parecia impressionado ou intimidado, ao invés disso, ele apenas deu de ombros e se virou, andando em direção a uma árvore próxima, onde apoiou suas costas e cruzou os braços.

 

— Ei! Está bancando o covarde, é? Vamos lá! Diga algo! — Reclamou o provocador.

 

Ash e Leaf apenas observavam, porém, Red sequer mudou sua expressão impassível. Ele apenas disse uma frase.

 

— Bem, eu não estou vendo nenhum Treinador como este aqui agora.

 

Ash não podia negar que aquela frase também o afetava, deixando-o com uma sensação amarga, já que Red generalizou todos os presentes com seu comentário.

 

Porém, ainda mais do que o Ketchum, aquela resposta com certeza deixara Gary com os nervos à flor da pele.

 

— Ora seu... — O jovem Oak estava prestes a começar outro confronto, mas antes que Leaf pudesse tentar apartar a briga, uma outra figura se fazia presente.

 

— É melhor não estarem brigando diante da minha presença, garotos. — Exclamou uma voz firme e rouca, que fez todos voltarem seus olhares para a porta de entrada.

 

A porta do laboratório havia se aberto e de dentro dela, um homem alto com uma silhueta volumosa. Ele tinha cabelos curtos e grisalhos, além com uma face enrugada, demonstrando sua alta idade. Ele também usava uma camisa polo marrom claro, além de estar com seu jaleco branco de cientista. Suas calças eram bege e seu sapatos possuíam cores semelhantes a grãos de café torrados.

 

Ele era ninguém menos que a figura de maior autoridade e reputação na comunidade científica e acadêmica no mundo Pokémon. Seu nome era “Samuel Oak”.

 

Todos pareciam ter se calados mediante a presença do professor. Samuel, após notar que o clima havia esfriado entre eles, sentiu que agora poderia retomar ao assunto principal daquela manhã.

 

— Caham! Muito bem, pessoal. Vejo que todos vieram no horário combinado sem quaisquer atrasos. Devo elogiá-los por isso e sinto que com isso, as coisas serão resolvidas sem problemas. Vamos entrando e logo poderei entregar seus Pokémon. — Chamou o cientista, e logo depois, o quarteto adentrou na residência em silêncio.

 

Adentro na residência, o grupo de jovens foi direcionado pelo professor até a sala principal. Os adolescentes já estavam familiarizados ao ambiente cheio de máquinas com luzes piscantes no canto da sala, além de várias estantes de livros altas.

 

Haviam também várias mesas cheias de papéis e artigos de pesquisas espalhados, além de algumas molduras com diversos mapas além da própria região de Kanto.

 

No entanto, o que mais chamava a atenção era uma mesa central, e em cima dela, continha 3 esferas bastante familiares apoiadas na superfície lisa.

 

— Aquelas são... — Murmurou Ash, tentando segurar as emoções.

 

— Exatamente, Ash. Essas são as Poké Ball que serão entregues para aqueles que se tornaram Treinadores Pokémon. — Informou o cientista.

 

Todos pareciam ansiosos, e não era para menos, afinal, era enfim chegado o momento que todos esperavam.

 

— Bem, agora que estamos aqui, é chegada a hora. — Samuel começou a falar com um semblante sério e focado. Todos os quatro estavam ansiosos, e não era para menos, afinal, era enfim chegado o momento que todos esperavam.

 

— Como vocês bem sabem, para conseguir obter a sua licença de Treinador, é necessário primeiro atingir a faixa etária dos 14 anos. A partir daí, é que um jovem poderá solicitar sua matrícula na Pokémon Academy, e assim que conseguir terminar um ano letivo, passando pelas avaliações teórica e prática. E dessa forma, este poderá conquistar seu diploma de conclusão, e por fim, sua licença. — Recordou Samuel.

 

Após isso, o professor esboçou um sorriso singelo. Ele observava seus alunos em sua frente.

 

— Estou orgulhoso em saber que aqui, vocês não só foram alunos excepcionais, mas que também poderão se tornar grandes promessas para a cidade de Pallet.

 

Ash e Leaf sorriam alegremente, pois sentiam lisonjeados por tais expectativas e por terem. Gary esboçava um enorme sorriso, inflando ainda mais o seu ego, enquanto Red permanecia com uma reação neutra de sempre com as suas mãos nos bolsos. Entretanto, em seu rosto, de forma sutil e quase imperceptível, havia uma curvatura em seus lábios. Fora algo que somente o professor conseguiu notar devido a convivência com o seu aluno.

 

— Mas bem, acho que estou alongando demais este momento. Vamos ao que interessa. — O professor então se dirigiu até a mesa e pegou uma das Poké Balls. — Agora, irei revelar os três Pokémon iniciais. E este... é primeiro!

 

Ele ativa a Poké Ball e ela se abre, revelando o primeiro. O Pokémon parecia um pequeno sapo quadrúpede de coloração esverdeada, com olhos vermelhos vivos e em suas costas estava um imenso bulbo de planta.

 

— Este é o Bulbasaur! O Pokémon do tipo Grama! / Bulbaa! — Revelou Samuel. Bulbasaur cumprimentou a todos de maneira simples e amigável.

 

Ash e Leaf pareciam ser a dupla mais empolgada, enquanto Gary não parecia tão atraído pelo Pokémon natureza.

 

— Agora, este é o segundo! — O cientista rapidamente pegou a próxima Poké Ball e trouxe o Pokémon para fora.

 

O próximo a se manifestar era um Pokémon reptiliano bípede de tons azulados. Sua pele era em uma coloração azul bebê, além de ser semelhante a uma tartaruga com olhos vermelhos confiantes, além de suas patas terem três dedos pontudos. Seu casco possuía uma coloração amarronzada na parte superior e amarela na parte inferior, e por fim, sua cauda possuía um formato de uma onda.

 

— Este é o Squirtle! O Pokémon do tipo Água! / Squiiir! — Apresentou o velho Oak, enquanto a tartaruga girava em tornou de si mesma, adorando a atenção do público.

 

Gary olhou para o pequeno ser com um interesse aguçado, pois havia gostado da atitude confiante do pequeno.

 

— E este é o último dos três. Saia para fora! — Chamou o professor que logo ativou a esfera restante.

 

Este outro era também uma espécie réptil bípede, porém, ao contrário do anterior, este era quente. A aparência do monstrinho era de uma lagartixa de tons alaranjados, sua barriga e partes inferiores eram de coloração de um creme claro, os olhos eram azuis intensos e sua cauda longa continha uma chama pequena.

 

— Este é o terceiro, Charmander! Tipo Fogo! / Chaarr! — Ao dizer seu nome, o Pokémon bateu com seu rabo no chão, deixando pequenos traços de poeira e brasas se dispersarem no ar com um sorriso.

 

Ash e Leaf se impressionaram com a personalidade forte do último. Gary sentiu que aquele seria um baita encrenqueiro, então, preferiu deixar passar. Por outro lado, Red sentiu algo naquele ser.

 

O professor observou seus alunos e cada uma de suas reações de forma satisfatória. Com isso, ele finalmente decidiu que estava na hora.

 

— Enfim, estes aqui são os iniciais primários. Agora, é chegada a hora. Irei anunciar com base nas notas a ordem para resgatar seu Pokémon. — Explicou Samuel, indo até o balcão ao lado e pegando uma prancheta com algumas folhas de anotação. — Entretanto, devo ressaltar que, há apenas três iniciais primários. Caso um de vocês não obtenha um dos três, ainda temos a leva dos iniciais secundários, então, fiquem tranquilos, crianças. Todos vocês saíram daqui com um Pokémon.

 

Neste momento, Leaf ergueu sua mão para o alto.

 

— Ah sim, Leaf. Alguma dúvida? — Perguntou o velho Oak.

 

— Com licença, professor. Minha dúvida é: qual a diferença dos iniciais primários para os secundários? — Questionou a garota de chapéu branco.

 

— Bem, a diferença é bem simples. Os primários são Pokémon considerados mais raros para se encontrar na natureza do que os Pokémon secundários, que são levemente mais comuns no quesito de raridade.

 

Gary soltou uma gargalhada ao ouvir aquilo.

 

— Heh? Então significa que os outros Pokémon são a ralé? Foi mal pessoal, mas Gary só aceita aqueles que são da elite como ele! — Declarou arrogantemente.

 

— Gary! Você está assumindo que aqueles Pokémon não seriam bons apenas pela sua raridade?! Isso é ridículo! Todos os Pokémon tem potencial para serem os melhores! — Retrucou Ash.

 

— Ah é mesmo, Ashzinho? Então, você não se importaria de ficar com a ralé, não acha? — Provocou Gary novamente, e dessa forma, outra briga se iniciava.

 

— JÁ CHEGA!!! — Gritou o professor. — Ash, sei que Gary está errado em sua postura, porém, você tem cedido facilmente as provocações baratas. Aprenda a trabalhar o seu temperamento, pois deixar-se levar pela raiva é uma atitude imatura de um Treinador.

 

— E-eu entendo, professor! Desculpa! — Arrependeu-se Ash. Ele se sentia claramente envergonhado por seu comportamento, mas era como se ele sentisse que cada palavra ou atitude de Gary o irritasse ao extremo.

 

Ash havia achado aquele comentário extremamente infeliz da parte de Gary. Para ele, todos os Pokémon mereciam uma chance de provar seu valor, seja ele qual for. 

 

— E enquanto a você, Gary, já tivermos uma conversa dura sobre esse tipo de comportamento. Inclusive, saiba que é por isso que cortei todas aquelas suas regalias luxuosas que você adorava de esbanjar para os garotos. Se caso continuar, espero que também não se sinta mal se eu não permitir que consiga sua licença de Treinador. O que acha?

 

Aquelas palavras junto da expressão rígida de Samuel foram o suficiente para todos naquela sala sentissem grande temor. Gary sentiu um enorme frio na espinha com aquele sermão. Ele claramente já havia sofrido de vários castigos devido a sua postura, mas claramente ele acreditava que seu avô só o estava importunando por demonstrar sua superioridade para todos.

 

Entretanto, mesmo que sua vontade de responder de volta fosse enorme, ele não queria arriscar, principalmente agora que poderia perder sua chance de adquirir seu Pokémon e poder sair debaixo da asa de seu avô.

 

— S-sim, vovô! Eu sinto muito! — Desculpou-se o castanho com uma pequena carranca.

 

— Muito bem. Espero que com essa jornada, você possa enfim entender o que tenho tentado ensinar a você. — Avisou Samuel antes de continuar com os comandos. — Agora, com estes empecilhos fora do caminho, vamos para a chamada para a escolha dos iniciais.

 

Com isso, um sentimento de tensão surgiu entre os adolescentes. Quais deles iriam garantir um dos iniciais primários?

 

— Vamos lá. O primeiro da lista é... Reddy Stem! — O velho cientista anunciou.

 

Ao ouvir sendo chamado, Red apenas acenou com a cabeça e seguiu caminhando até o professor casualmente.

 

— Argh! Que droga! Ele que vai escolher primeiro?! — Irritou-se Gary, pois não suportava seu grande rival estando sempre um passo à sua frente.

 

— Bem, eu não esperaria outro resultado. — Declarou Leaf. — Red sempre foi o aluno com o melhor desempenho entre nós.

 

Ash apenas aceitava tal realidade. Era quase como se fosse o senso comum que Red fosse ser o escolhido. O Ketchum apenas ansiava algum dia ter a capacidade de se destacar tanto quanto o vermelho.

 

— Red, meus parabéns, garoto. Analisando seus resultados, a média para cada uma das provas era de 60 de 100. No caso, sua pontuação na avaliação teórica foi de 79 pontos, enquanto na avaliação prática conseguiu pontuar com 100 pontos. Estou muito orgulhoso de você. — Elogiou o professor.

 

— Obrigado, professor. — Agradeceu Red de forma simples e cordial.

 

— Agora, é hora de escolher o seu inicial. Qual será a sua escolha? — Perguntou o professor, apontando para os três Pokémon.

 

O jovem estoico sem pestanejar, dirigiu-se a frente do mais esquentadinho do trio.

 

— Ei, Charmander. Meu nome é Reddy Stem. Mas sou conhecido melhor como Red.

 

— Chaaar... — Charmander encarou aquele humano com um olhar abrasador. Ele não abaixaria a cabeça como reverência.

 

— Meu objetivo é me tornar forte. Quero ser capaz de derrotar qualquer um. Por isso, eu preciso de um companheiro que seja capaz de encarar quaisquer dificuldades. Se não estiver disposto, irei entender. Porém... a partir do momento que aceitar, saiba que apenas será inevitável que enfrentaremos desafios cada vez maiores. Ainda assim, aceitaria ser meu parceiro? — Falou Red com uma expressão decidida, estendendo a mão para o pequeno lagarto.

 

— Char... — Aquelas palavras deixaram o réptil alaranjado bastante surpreso. Aquele humano deixou bem claro seu propósito: derrotar todos os adversários e chegar até o fim como o melhor. Ele ainda deixou a cargo dele decidir.

 

Charmander após absorver a mensagem, mal conseguiu evitar um sorriso. Ele era exatamente o parceiro que ele procurava. Aquele que iria deixá-lo forte e ajudá-lo a ascender até o limite. Era o melhor convite possível.

 

— Chaaarmander! — Respondeu animadamente. Ele não iria fraquejar.

 

— Entendo. Então, irei contar com você de agora em diante. — Respondeu Red satisfeito.

 

— Muito bem, Red. Antes de ir, aqui está a Poké Ball do Charmander. Além disso, você receberá outras cinco extras para carregar consigo. — O professor entregou ao garoto de jaqueta vermelha as esferas.

 

De repente, Samuel se recorda. Ah sim, também não vamos esquecer deste aparelho inestimável.

 

O cientista vai até uma prateleira e retira de lá um dispositivo único. Era um aparelho portátil com uma paleta de cores vermelho forte.

 

 — Está é a Pokédex. Como já sabem, é uma tecnologia de suma importância para os Treinadores. Ela não só possuí a capacidade de analisar e registrar todos os 150 Pokémon da região de Kanto, como também detém as informações pessoais do Treinador, servindo como sua identidade e passaporte. — Explicou Samuel.

 

— Obrigado, professor. — Respondeu educadamente. O objeto então é entregue nas mãos de Red. O garoto logo guardou-o em sua mochila e posteriormente, estava pronto para ir. — Vamos indo, Charmander.

 

Com isso, os dois partiram. O lagarto de fogo, agora obediente ao seu novo mestre estava empolgado, em esperava de grandes desafios.

 

Red saiu sem ao menos se despedir dos demais, o que não era uma novidade, já que era um comportamento enraizado no jovem de jaqueta vermelha.

 

— Muito bem. Agora, vamos para o próximo. — O professor voltou a chamada. — O segundo da lista é Gary Oak.

 

— YEEEEAH! Enfim a minha vez. — Comemorou. — Mais sorte da próxima vez, Ashzinho! — Gary zombou com uma careta.

 

Ash com certeza odiou aquilo, entretanto, era uma realidade dos fatos. Gary era um garoto bastante egocêntrico, mas não era um idiota e ele tinha clara noção disso.

 

O castanho então se aproximou para perto.

 

— Parabéns, Gary. Ao verificar nas minhas anotações, sua pontuação na avaliação teórica foi de 90 pontos, enquanto na avaliação prática conseguiu pontuar com 88 pontos. Estou feliz que meu neto tenha conseguido se destacar assim. — Elogiou o professor.

 

— Tá legal. Eu sei que eu sou demais, mas... vamos logo com isso. — Gary falou, não querendo esperar mais para enfim ter um Pokémon. — O meu parceiro será você!

 

Gary apontou para o Pokémon tartaruga, que em uma demonstração para esbanjar seu talento, fez uma pirueta usando a propulsão de seu casco.

 

— Squiiiirtle! — Grunhiu a criatura aquática.

 

— Venha, Squirtle. Nós iremos conquistar toda a Kanto juntos. Vamos mostrar para o Red e a todos os outros que somos os melhores e mais habilidosos. — Declarou Gary, o que seu Pokémon concordou alegremente.

 

— Uma boa escolha. Aqui está as Poké Ball, junto com a de Squirtle e sua Pokédex. — O professor se aproximou de Gary com os itens necessários. Ele rapidamente jogou tudo dentro de sua bolsa.

 

Após isso, Samuel foi para perto de seu neto. Com uma mão em seu ombro, o velho Oak lhe deu algumas palavras.

 

— Gary, saiba que tanto você quanto Red foram os mais talentosos da Pokémon Academy, então, tenho grandes expectativas em vocês dois poderem ganhar a Liga Pokémon este ano. Entretanto, espero que você tenha sua humildade em reconhecer com seus erros e aprender com eles se quiser se desenvolver, caso contrário, temo que não irá muito longe. — Proferiu Samuel com um semblante sério.

 

— Vai sonhando, velhote! — Desdenhou o castanho, algo que foi percebido por Ash e Leaf, mas sentiram que seria mal educado da parte deles se envolver. — Vamos, Squirtle! Hehehe! Adeus, perdedores!

 

Com isso, Gary despediu-se de maneira esnobe, enquanto seguia junto de seu novo parceiro para longe do laboratório.

 

Leaf apenas suspirou, lamentando o comportamento do garoto de cabelos castanhos. Seu ego inflado era algo realmente difícil de suportar. Agora, restavam apenas Ash e Leaf naquela sala.

 

Ash estava nervoso. Seus dois rivais já levaram dois dos três iniciais restantes. Agora, apenas um deles seria capaz de ficar com o Bulbasaur, e o Ketchum reavaliava suas chances, afinal, Leaf era uma das alunas mais competentes de sua classe.

 

— Agora, está na hora de ver quem ficará com o último dos Iniciais Primários. Vejamos, a terceira colocação dos exames vai paraa... — As palavras do professor instauraram uma enorme tensão.

 

Aqueles pouquíssimos segundos de silêncio pareciam uma eternidade. Ash apertava seus punhos em resposta a sua ansiedade, enquanto Leaf juntava as mãos, rogando suas preces ao Deus Criador, Arceus.

 

Samuel limpa garganta e ajeita levemente seus óculos, e com um sorriso, ele finalmente entrega a resposta.

 

— ... Leaf, você foi a terceira colocada. Sua pontuação na avaliação teórica foi de 93, enquanto na avaliação prática foi de 76.

 

— YEEEEES! EU CONSEGUI! ERA QUEM EU MAIS QUERIA! — Exclamava Leaf, com uma imensa sensação de alegria.

 

O coração de Ash se afundou. Ele sabia que existia uma grande possibilidade de sua amiga ter atingido a terceira colocação ao invés dele, porém, ainda assim era uma sensação dolorosa ver aquele pequena faísca de esperança ser extinguida diante dos seus olhos.

 

— Aqui está a Poké Ball do Bulbasaur, junto dos outros itens necessários para sua viagem. Espero que consiga realizar uma grande jornada. — Diz o professor com uma expressão gentil.

 

— Obrigada, professor Oak. Não sou lá muito fã de batalhas, mas... espero poder conseguir todos os dados da Pokédex e quem sabe, encontrar outros tipos de Pokémon nunca antes vistos. — Expressou a jovem de chapéu branco.

 

Ela então caminhou até o calmo e airoso Bulbasaur, que parecia curioso sobre aquela que seria a sua nova mestre.

 

— Olá, Bulbasaur. Eu sou Leaf. Espero que sejamos bons amigos e possamos nos divertir muito nessa jornada. — Leaf saudou o Pokémon natureza, demonstrando uma postura amigável, o que chamou a atenção do pequeno.

 

— Bulbaaa! — O Pokémon bulbo ficou cativado pela menina, se aproximando e esfregando seu rosto em seus joelhos.

 

Não muito tempo depois, a jovem Beech colocou seus itens em sua mochila e chamou seu novo parceiro para perto da porta.

 

— Professor, eu já estou indo. — Ela disse, se despedindo. — E Ash, nos vemos por aí. Desejo o melhor para todos nós.

 

— Obrigado, Leaf. Até logo. — Disse o moreno, com um leve sorriso.

 

Apesar de perder um Pokémon tão raro, Ash não conseguia sentir raiva da garota, afinal, ela se dedicou bastante durante os estudos e as avaliações. Seu feito não era nada menos que louvável e ele estava feliz por ela.

 

Por outro lado, ele se sentia impotente e sem esperança. Todos eles conseguiram novamente, exceto ele.

 

Logo após a despedida, Leaf partiu. No laboratório, restaram apenas os sons dos zumbidos dos equipamentos tecnológicos. O professor então, notando que apenas restava Ash na sua sala, foi em direção ao garoto.

 

Ash estava de cabeça baixa, processando o fato de que, ele estava novamente atrás de seus colegas.

 

— Ash, meu garoto. — A voz acolhedora do professor rompia o silêncio. — Ainda não é o fim. Afinal, ainda restam os três Pokémon Iniciais Secundários para você fazer sua escolha.

 

Naquele momento, a mente de Ash voltou para a realidade. Ele então sacode a cabeça.

 

“T-tudo bem, Ash. Não se apegue ao que já foi, e sim o que está por vir.” — Refletiu Ash, sabendo que não havia o que ser feito.

 

O garoto então com um olhar mais confiante, fitou os olhos do professor Oak, demonstrando sua resolução.

 

— Ok, professor. Mostre-me as opções, por favor. — Pediu Ash educadamente.

 

Samuel então dirigiu-se até a mesa novamente e através de um compartimento secreto, apertou um botão vermelho. Ao fazê-lo, a mesa se modificou, recolhendo a plataforma onde as esferas dos Pokémon Primários estavam anteriormente, e após alguns barulhos, uma nova plataforma surgiu, revelando um novo trio de Poké Balls.

 

Ash ficou bastante surpreso como o mecanismo funcionava, mas seus olhos apenas estavam focados nas suas possíveis novas opções. Quais seriam os Pokémon que estavam preservados ali? Ele esperava que fossem interessantes.

 

— Muito bem. Ash Ketchum, você foi o quarto colocado da nova leva de Treinadores Pokémon de Pallet. De acordo com os dados, você atingiu no exame teórico a nota de 65, enquanto no exame prático, conseguiu a nota de 78.

 

Ash notou que era visível que ele não conseguiu se aproximar dos demais, mas estava feliz de ter pelo menos atingido uma boa classificação.

 

 — Agora, irei mostrar todos os três Pokémon Iniciais Secundários. — Explicou o professor, agarrando uma das Poké Balls da mesa. — Começando com... este!

 

Ele então arremessou-a para o alto. Um novo clarão de luz surgiu, manifestando uma nova criatura. O Pokémon era um quadrúpede, possuía uma coloração roxa com pequenas pigmentações mais escuras, orelhas grandes com tons esverdeados, um chifre único em sua testa e dois dentes enormes. Sua característica marcante era os seus espinhos pontiagudos em suas costas.

 

— Este é o Nidoran, o Pokémon do tipo Veneno. — Introduziu o velho Oak.

 

— Nidooo! — Grunhiu o Pokémon dentuço, observando os arredores com uma expressão curiosa.

 

Ash ficou encantado com aquele monstrinho. Sua aparência também parecia levemente intimidadora, devido aos seu chifre e sua tipagem.

 

— Agora, vamos para o próximo. Este é... — Ele rapidamente pegou a próxima esfera e lançou para o alto.

 

A Poké Ball abriu-se, revelando o novo monstrinho. Assemelhando-se a um pequeno rato, este possuía uma coloração amarela, orelhas grandes com pontas pretas, suas bochechas eram redondas e vermelhas, sua cauda era longa com um design idêntico a um relâmpago.

 

— Pikaaa... — O Pokémon bocejou, parecendo ter dormido até esse momento.

 

— ... esse é Pikachu, o Pokémon... do tipo Elétrico. — Samuel anunciou, parecendo levemente desconfortável com aquele ser.

 

Ash notou levemente que o próprio cientista parecia estar fora de lugar e Pikachu parecia ser a causa. Mas como poderia ser? Ele parecia ter uma aparência dócil e divertida.

 

Quando o moreno olhou novamente para o roedor elétrico, o mesmo simplesmente encarou Ash com um olhar de completo desdém, como não quisesse estar ali, antes de rapidamente virar a cara.

 

— Ash, Pikachu é um Pokémon arisco. De todos no meu laboratório, este se destaca por ser bastante rebelde. Infelizmente, eu não posso culpá-lo, afinal, ele não teve boas experiências com humanos, principalmente com Treinadores Pokémon. — Contextualizou o professor.

 

Aquelas palavras deixaram uma marca em Ash. Era realmente triste saber que tal Pokémon havia perdido sua fé nos humanos, e agora, ele estava ali mais uma vez, colocado para ser escolhido.

 

Era um destino nada agradável.

 

— Agora, vamos para o último Pokémon, e é este! — Disse o homem, ao lançar a última esfera.

 

Nela, um Pokémon humanoide foi trazido para fora. Este ser bípede possuía uma pele acizentada, possuía cristas marrons em sua cabeça e um par de olhos cor carmesim. Sua pose era de braços cruzados, expressando confiança em suas habilidades.

 

— E por fim, Machop, o Pokémon do tipo Lutador. — Disse Samuel, com um breve sorriso. / Maachoop!

 

Ash gostou deste. Ele parecia ser um Pokémon poderoso, além de relembrar um de seus maiores ídolos, Bruno Ironfist, este sendo o maior Treinador de Pokémon de tal tipagem de todo o globo.

 

— E então, Ash? Qual será a sua escolha? — Perguntou Samuel.

 

Ash ficou um tanto indeciso. Ambos Nidoran e Machop pareciam excelentes opções, além de serem Pokémon com tipos bastante poderosos no papel. Se ele analisasse levemente, ele se via bastante inclinado a escolher o Pokémon Lutador.

 

Todavia, ele novamente voltou seu olhar para Pikachu. O Pokémon do tipo Elétrico parecia esperar que Ash fosse embora o mais rápido possível, enquanto tentava olhar para uma outra direção.

 

Neste momento, a história contada pelo professor o fez se compadecer pelo rato amarelo. Ele não sabia o porque de Pikachu ter sido largado pelos Treinadores, entretanto, ele entendia muito bem o sentimento de estar sozinho.

 

Era irônico o quanto eles eram parecidos.

 

Porém, e se ele tivesse um Treinador que o acolhesse? Que o amasse verdadeiramente? Ele poderia novamente voltar a confiar na humanidade? Eles poderiam ser amigos?

 

Era uma pergunta ainda sem uma resposta. Entretanto, Ash questionou-se ainda mais.

 

“Se eu quero realmente ser um Mestre Pokémon, seguir o caminho mais seguro é de fato correto? Eu deveria evitar encarar tal desafio? Talvez... eu não estaria sendo um covarde?” — Ash pensou.

 

Após alguns minutos imerso em sua mente, ele repensou novamente. Com um olhar determinado, ele estava claro com o que queria. Ele então fez sua decisão.

 

— Professor, eu escolho Pikachu como meu parceiro. — Respondeu Ash, deixando todos surpresos.

 

Samuel não pode evitar ficar em choque, assim como Nidoran e Machop.

 

Pikachu parecia estar ainda mais irritado. Mais um humano o escolhera. Ele se questionou se Arceus realmente o odiava.

 

— M-mas Ash! Eu já lhe disse! — Disse Samuel transtornado. — Pikachu é um Pokémon desobediente e de personalidade forte. Saiba que haverá um caminho bastante tortuoso se quiser de fato conquistar sua confiança.

 

Pikachu nunca gostou do cientista, mas prezava que com tais palavras, aquele humano volta-se atrás de suas palavras. Ele não queria ter que gastar energia com seus relâmpagos para afugentá-lo.

 

 No entanto, as próximas palavras de Ash foram inesperadas.

 

— Professor, eu entendo que esteja me aconselhando a seguir um caminho mais tranquilo. Mas... eu sinto que isso na verdade me prejudicaria. Afinal, eu desejo me tornar um Mestre Pokémon. Se eu de fato quiser alcançar meu sonho, eu preciso atravessar esse obstáculo. Além disso... eventualmente, eu terei que me deparar com Pokémon desobedientes. Se eu for incapaz de criar um laço com Pikachu, como acha que poderei encarar os próximos que virão? Eu... eu não estaria nada mais do que sendo covarde.

 

O professor não pode acreditar em tais palavras. Nem mesmo Pikachu esperava por tal ação. Ao observar o humano à sua frente, ele conseguia notar um olhar determinado e forte. Era diferente dos olhares que ele já havia visto em outros Treinadores. Será que seria ele aquele que o salvaria? Que o entregaria uma vida digna?

 

Não. Ainda... era cedo demais? Ele não sabia.

 

Ash se aproximou do roedor, que novamente se espantou. Ele se ajoelhou na frente do tipo Elétrico e não sentiu medo.

 

— Oi, Pikachu. Eu sou Ash Ketchum da cidade Pallet. Sei que não confia em mim a princípio, porém, espero que possamos ser bons amigos. Eu sinto um grande potencial em você. Sei que você irá demorar para se abrir comigo, mas saiba que lhe darei todo o tempo do mundo para isso, tudo bem? — Disse Ash, estendendo a mão.

 

Pikachu se sentiu induzido a apertar a mão do Treinador. O sorriso caloroso daquele garoto era genuíno. Como poderia ser? Ao longo dos anos, ele se tornou capaz de notar mentiras com o mínimo de esforço, mas este não estava mentindo.

 

Ele estendeu a cauda. Ash parecia feliz por um momento, até que...

 

— PIKAAA!!! — Pikachu rebateu a mão de Ash com sua cauda.

 

Ash ficou assustado com aquela atitude, mas não tão surpreso. Era o esperado.

 

— Hahaha... é um prazer também... — Ash deu uma risada sem graça.

 

Samuel se entristeceu por um momento. Parecia bom demais para ser verdade. Entretanto, houve uma leve mudança, mesmo que parecesse imperceptível à primeira vista, mas estava lá.

 

Será que poderia ser aquele que conseguiria? Bem, somente o destino poderia dizer, afinal, mudar a decisão de Ash parecia ser inútil a este ponto.

 

================================

 

Do lado de fora do laboratório, o céu ainda estava límpido. Era um clima perfeito para o começo de uma aventura. O professor Oak havia entregado todos os apetrechos que o moreno necessitaria em sua jornada.

 

Ash estava animado, enquanto Pikachu estava emburrado, mas aceitou o jovem como seu parceiro.

 

— Ash, aqui está a Pokédex que guardei para a Serena. Por favor, não deixe de entregá-la.

 

— Obrigado, professor. — Agradeceu o garoto de cabelos negros, guardando o aparelho na mochila.

 

De repente, o professor colocou a mão no ombro de Ash, que ficou surpreso pela abordagem.

 

— Um último conselho, meu jovem. Pikachu também não gosta de ficar em sua Poké Ball. É de extrema importância que saiba disso. — Disse Samuel com uma expressão séria.

 

— E-eu entendo. Agradeço pelo conselho. — Ash assentiu.

 

— E por fim, espero que tenha uma ótima jornada, Ash. Pode não parecer, mas tenho grandes expectativas em você. É claro que, se compararmos Red, Gary e Leaf, você ainda tem muito o que melhorar. Porém, não acha que as coisas são mais divertidas assim? — Questionou Samuel com um sorriso travesso.

 

— S-sim! Você está certo. Até mais, professor. — Despediu-se o moreno, enquanto observava o cientista, voltando em silêncio para o seu laboratório.

 

Com isso, Ash e Pikachu foram deixados sozinhos do lado de fora, com apenas o barulho do vento para quebrar o silêncio.

 

— Bom Pikachu, é hora de pegarmos a estrada. Espero que possamos nos divertir bastante. — Disse Ash, ansioso para começar a viajar.

 

Ao olhar para Pikachu, ele apenas deu-lhe uma resposta curta.

 

— Pika! — Grunhiu com um rosto nada amigável, mas que escondia um olhar aberto curioso.

 

Ash deu uma risada sem graça novamente, esfregando sua nuca.

 

“Bem... pelo menos eu espero que a coisas deem certo.” — Pensou Ash, incerto se sua viagem seria realmente agradável.

 

Todavia, ele se lembrava de que ele não estava no direito de desistir. Ele estava determinado a conquistar a confiança de Pikachu. Ele sabia que seria uma tarefa hercúlea, entretanto, em prol de seu sonho, ele jamais andaria para trás.

 

Com isso, eles começavam a caminhar juntos pela trilha, em direção ao seu grande primeiro destino. Ele esperava agora reencontrar sua amiga de longa data, enquanto esperava que ele e seu Pokémon estreitassem laços até alcançarem a cidade de Viridian.





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem em destaque

Pokémon: TLD - Capítulo 16: A Força por Trás do Mar

Pokémon: TLD - Capítulo 16: A Força por Trás do Mar A tensão ainda perdurava sobre o ambiente. Ash mantinha o olhar fixo no ponto onde Butte...

Popular Posts